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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ainda sobre o Dia das Mães

Resolvi postar mais algumas fotos da Semana do Dia das Mães.

Matheus e Thomás fazendo pose

Thomás usando o charme

"Tenso" no backstage

Vovó Paula, Thomás, Matheus e Vovó Dedê

Mais uma vez

Mais uma remelentos

Com a Lalá

domingo, 8 de maio de 2011

DIA DAS MÃES

Eu não tenho dúvidas de que não há amor mais profundo, mais inteiro, mais integral, mais completo que de mãe. E, por mais que se escute muito falar sobre isso, a gente só entende efetivamente quando é atingida em cheio e irreversivelmente por ele, quando a gente se torna uma. Eu tô falando de um amor que não sabe de limites nem de obstáculos, que não entende as palavras impossível e desistência, e que só pode ser compreendido se se partir do pressuposto que é um amor infinito.

Quando a gente se torna mãe, a gente percebe que a vida tem realmente uma razão de ser, que faz sentido acordar cedo e trabalhar duro e cumprir determinados pepéis. Quando a gente se torna mãe, a gente aprende o significado de altruísmo, de entrega, de proteção. Quando a gente se torna mãe, a gente descobre um amor puro e genuíno, que doa muito mais que recebe, que entrega tudo que se tem, que faz muito mais do que é capaz apenas para obter um sorriso.

Quando a gente se torna mãe, a gente se biparte, e vê uma parcela (muito grande e talvez a mais importante) da nossa existência vivendo em outro corpo, batendo em outro coração, respirando em outro peito. Quando a gente se torna mãe, o nosso umbigo deixa de ser o centro do mundo, os nossos desejos deixam de ser prementes, os nossos pequenos luxos tornam-se de menor importância ante aquele outro ser pequeno e dependente e suas necessidades urgentes.

Quando a gente se torna mãe, a gente aprende a admirar o evoluir de outro ser humano, a aplaudir com o coração aos pulos todas as conquistas e pequenas vitórias, seja uma medalha numa olimpíada de matemática, seja a aprovação num vestibular concorrido, seja conseguir ficar em pé, seja conseguir fazer cocô no troninho. Quando a gente se torna mãe, a gente também se torna mais plena, mais mulher, mais feliz e ganha uma certa certeza das coisas ao redor.

Acreditem em mim, ser mãe transforma a gente, insufla super poderes, torna a gente capaz de fazer muito mais coisas ao longo das 24h do dia, faz a gente ter um sexto sentido mais acurado, finca mais fundo os nossos pés no chão, cria uma força que não supúnhamos possuir, amplia os limites da imaginação e da criatividade, adoça a vida e faz, enfim, com que compreendamos no íntimo e na práxis quão profundo pode ser o amor.

FELIZ DIA DAS MÃES!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mães

Recebi um email esses dias, com o ensejo do dia das mães, falando sobre a não propriedade sobre os filhos e que a maternidade é um ato de coragem. Efetivamente, a gente sempre diz que não são nossos, que são do mundo, que são de Deus. Efetivamente, a gente repete que quer criá-los independentes e fortes. Efetivamente, a gente sempre tenta fazer o melhor que pode, porque somos mães, porque queremos o melhor pra eles, porque eles são a razão das nossas vidas. Na prática, a coisa é bem diferente.

Muitas vezes a gente acha que tem poder sobre a vida deles, a gente acha que os nossos conselhos e a nossa experiência poderão privá-los de todo mal e de todo sofrimento e que isso, por si só, já seria motivo mais que suficiente para sermos ouvidos e obedecidas e respeitadas e queridas e recompensadas com uma velhice assistida. Infelizmente, não é assim que a banda toca. A vida reserva a cada pessoa dores e dissabores, tragédias pessoais e desafios. Nós somos apenas o colo, o ombro, a mão... Não poderemos jamais evitar que a dor e o sofrimento aconteçam também com eles. Né, mãe?

O nosso papel é torná-los fortes e resilientes, fazê-los guerreiros e lutadores, fazê-los encontrar motivos para sorrir até mesmo quando a vida não é perfeita e colorida e feliz. Nosso papel é ampará-los na dor e encorajá-los a seguir, a tentar de novo, a persistir até o acerto. Nosso papel é ser amiga, cais do porto mais seguro, certeza de conforto. Nosso papel é estar ao lado, não a frente, não atrás, não com dedos apontados, não com cobranças, não com expectativas inalcançáveis.

Estar ao lado do filho sempre, é saber que ele poderá, no seu caminho e no seu tempo, fazer escolhas diametralmente opostas àquelas que achamos mais corretas e mais convenientes. Prova de amor é apoiá-lo ainda assim. Ser mãe é entender que a coisa mais importante no seu mundo inteiro pode um dia ter rusgas, opiniões contrárias, vontades que não se coadunam nem um pouco com o projeto de vida que se sonhou para o filho durante toda a gestação, durante toda a vida. Ser mãe é perdoá-lo, aceitá-lo, confortá-lo e dar todo o suporte ainda assim.

Ser mãe é entender que esse amor mais altruísta, mais entrega, mais devoção, mais sem retorno, mais apaixonado de todos, pode perdoar muito, pode aceitar tudo, pode entender o que é incompreensível, pode perceber o que está mais escondido no porão mais profundo, pode proteger e pode ser ainda muito maior quando necessário. Ser mãe é estar pronta para tudo e entregar o filho para a vida como quem entrega toda a riqueza para o ladrão, porque é certo que ela causará algum mal, mas também é certo que estaremos logo ali com todo o nosso bem querer.

Enquanto eles não crescem, meninas, a gente vai vivendo nosso pequeno conto de fadas diário.

FELIZ DIA DAS MÃES!
OBRIGADA POR TUDO, MÃE!