Eu já falei aqui como eu sinto a dor daqueles que eu quero muito bem. Não é fácil assistir passiva e impotentemente alguém que eu amo sofrer. Ouvir o choro que sai como se de um animal ferido, ouvir a voz embargar, ver a dor pesar os olhos e transfigurar o rosto, me corta coração, me enche de tristeza, me molha os olhos como se comigo fosse. Eu não consigo ser indiferente e me sinto culpada demais por não poder fazer absolutamente nada. Esse fim de semana, três pessoas das mais queridas em minha vida estão passando por esses momentos de escuridão, de sensação de perdido, de dor.
Cada dor dessa, que meus queridos carregam, é única, pessoal e intransferível. Cada dor dessa com motivos tão diferentes entre si inunda o ser de cada um deles, pessoas tão próximas a mim, de maneira que é capaz de estragar um dia, pintar de cinza um céu bonito, fazer perder a fé na vida e a esperança, fazer achar que não vale a pena. Cada dor dessa, que na verdade é deles, dói em mim também e escurece o meu viver.
Corta o coração acompanhá-los assim tão de perto, ouvi-los lamentar, chorar, pesar. Dilacera-me ser essa pessoa com tantos problemas pessoais, pendências a resolver, contas a pagar, coisas a fazer que não posso ser para cada um deles o ombro amigo que merecem. Quisera eu poder fazer muito mais e solucionar o sem-solução de cada um e, para os casos em que isso não fosse possível, simplesmente ajudar a anestesiar o que é lancinante. Quisera eu ter o poder de fazê-los passar por isso sem sofrer tanto, sem rasgar tanto a alma. Quisera eu poder ajudar quem quer fugir a suportar ficar; quem quer convencer a acreditar no sim e quem quer sentir a superar.
Eu não tenho esse poder, e me conformo em saber que sou um bom ouvido para partilhar também quando dói e que eles contam comigo e confiam nas opiniões que dou. Sei, com a convicção de quem viveu a dor, que chega o momento em que tudo se assenta dentro da gente. Sei que a gente sobrevive e supera e tudo se ajeita, confirmando o clichê que diz que tudo dá certo no final. Sei que estarei por perto, ainda que em silêncio, ainda que apenas com um abraço, ainda que apenas com pensamentos e desejos bons, ainda que toda ouvidos, para que vocês saibam que há alguém mais no mundo que compartilha o sofrimento com vocês e que está do lado também nos dias de deserto.
Amo vocês três e tenho certeza que vocês sabem quem são!
Mostrando postagens com marcador solidariedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidariedade. Mostrar todas as postagens
domingo, 15 de maio de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Contatos
Acredito que a melhor coisa que fiz em relação ao blog foi colocar meu email pesssoal aí na barra lateral. Todos os dias recebo emails de gente de todo lugar do mundo dizendo que se comoveu com minha história, que torce pela gente, que sabe que o melhor está na frente e muitas outras declarações carinhosas. São pessoas que nem me conhecem, que sequer me viram na vida, mas que se sentem impulsionadas a me escrever para me dar uma palavra de apoio, de força e, muitas vezes, de fé. Vocês, autores desses emails e leitores, não fazem ideia do quanto isso é bom de ver, ouvir, ler, sentir; do quanto isso me anima e do quanto me ajudou a superar.
Hoje cheguei aqui no trabalho e encontrei um email de uma pessoa do passado, que compartilhou alguns momentos lá atrás comigo, que durante um breve espaço de tempo era presença constante; que, depois de anos sem contato, soube do que aconteceu na minha vida e resolveu me escrever. Um email super carinhoso, com elogios ao blog e à minha conduta. Nem tanto pelas palavras, mas muito mais pelo fato desse carinho superar a distância, a falta de contato, os rumos que se tomou e se prolatar no tempo; eu fiquei muito emocionada. Gente que a gente sempre quis bem e por quem nutre esse bem querer, a despeito de não se estar mais perto, sabe? Gente por quem a gente torce e deseja todo o melhor do mundo. Gente de quem, durante um bom tempo, só se teve notícias esparsas ou por meio das redes sociais. Melhor de tudo é saber que é um bem querer recíproco.
Fiquei feliz, ó! :D
Hoje cheguei aqui no trabalho e encontrei um email de uma pessoa do passado, que compartilhou alguns momentos lá atrás comigo, que durante um breve espaço de tempo era presença constante; que, depois de anos sem contato, soube do que aconteceu na minha vida e resolveu me escrever. Um email super carinhoso, com elogios ao blog e à minha conduta. Nem tanto pelas palavras, mas muito mais pelo fato desse carinho superar a distância, a falta de contato, os rumos que se tomou e se prolatar no tempo; eu fiquei muito emocionada. Gente que a gente sempre quis bem e por quem nutre esse bem querer, a despeito de não se estar mais perto, sabe? Gente por quem a gente torce e deseja todo o melhor do mundo. Gente de quem, durante um bom tempo, só se teve notícias esparsas ou por meio das redes sociais. Melhor de tudo é saber que é um bem querer recíproco.
Fiquei feliz, ó! :D
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Mais do mesmo
Sabe quando se está a poucos metros da linha de chegada e, mesmo exaurido pela corrida toda, você se sente aliviado por ver o fim ali tão próximo?!?! Sabe quando se sobrevive a um naufrágio e depois de alguns dias nadando em alto mar, finalmente, se consegue ver a costa?!?! Sabe quando depois de várias horas em trabalho de parto a criança simplesmente nasce?!? Sabe quando se é tomado pela sensação de alívio e paz depois de um período longo de angústia e dor e sofrimento?!?! Pois bem. Era exatamente assim que eu me sentia até ontem. Era essa sensação de que pronto, acabou. 2011 estava ali batendo na minha porta e, enfim, esse 2010 triste, pesado, doído estava indo embora.
Mas aí, vem a rasteira, vem o baque, vem essa dor em erupção de novo, vêm essas lágrimas que não consigo conter, vem esse peso nos ombros, essa sensação ruim de que nada nunca mais vai ficar no lugar, essa dor de barriga que teima em me afligir como se fosse o janeiro trágico em replay. Vem na cabeça a imagem da minha amiga parecendo um farrapo humano, dobrada, envergada por essa dor, com olhos perdidos, dopada e a vaga ideia de como eu estava naquele dia de janeiro. Vem junto uma sensação de vazio, de que não passa, de que não cura, de que é impossível superar porque a vida traiçoeira sai pregando peças para me lembrar do quanto dói.
O choro rompe meu peito e sai despedaçado, cortante, crispado, quase impossível de controlar. Eu choro como se janeiro fosse, eu choro como se fosse comigo de novo. Eu choro porque eu não consegui dizer nada que confortasse minha amiga, que agora carrega consigo o peso da mesma palavra: viúva. Eu choro para esvaziar a falta que eu ainda sinto dele, para secar de novo, para limpar esse buraco que nada preenche, esse buraco-cicatriz que não para de sangrar. Eu choro sem ombro, sem mão, sem companhia, sem ele. Eu choro por mim e por ela, por estes tristes desígnios de duas mulheres que viviam a felicidade. Choro por esta revolta aqui dentro que não passa, essa irresignação, essa avalanche de sentimentos...
Eu queria poder dormir agora e acordar em 2011. Eu queria fugir dessa puxada de tapete. Eu queria rir da piada de humor negro, receber um" tcharã! brincadeirinha!" que me fizesse ter ódio do palhaço mas me devolvesse a sensação de que não-é-nada-disso-que-você-está-pensando. Eu queria um motivo para acreditar de novo, porque tá ficando difícil. Eu queria de volta as pessoas que me tomaram este ano. Eu queria retroceder. Eu queria ser feliz daquele jeito torto. Eu queria continuar escrevendo uma história de trás pra frente. A minha história, cheia de vacilos e perdões, cheia de amor e de compreensão, cheia de alegria. Eu não queria estar aqui neste momento e eu não queria viver nem ver isso acontecer comigo nem com ela nem com ninguém.
E, se essa dor que me arrebate agora não for embora logo, eu só peço paciência e um pouquinho de compreensão. É que quando eu achava que nada mais poderia acontecer no pior ano da minha vida...
Mas aí, vem a rasteira, vem o baque, vem essa dor em erupção de novo, vêm essas lágrimas que não consigo conter, vem esse peso nos ombros, essa sensação ruim de que nada nunca mais vai ficar no lugar, essa dor de barriga que teima em me afligir como se fosse o janeiro trágico em replay. Vem na cabeça a imagem da minha amiga parecendo um farrapo humano, dobrada, envergada por essa dor, com olhos perdidos, dopada e a vaga ideia de como eu estava naquele dia de janeiro. Vem junto uma sensação de vazio, de que não passa, de que não cura, de que é impossível superar porque a vida traiçoeira sai pregando peças para me lembrar do quanto dói.
O choro rompe meu peito e sai despedaçado, cortante, crispado, quase impossível de controlar. Eu choro como se janeiro fosse, eu choro como se fosse comigo de novo. Eu choro porque eu não consegui dizer nada que confortasse minha amiga, que agora carrega consigo o peso da mesma palavra: viúva. Eu choro para esvaziar a falta que eu ainda sinto dele, para secar de novo, para limpar esse buraco que nada preenche, esse buraco-cicatriz que não para de sangrar. Eu choro sem ombro, sem mão, sem companhia, sem ele. Eu choro por mim e por ela, por estes tristes desígnios de duas mulheres que viviam a felicidade. Choro por esta revolta aqui dentro que não passa, essa irresignação, essa avalanche de sentimentos...
Eu queria poder dormir agora e acordar em 2011. Eu queria fugir dessa puxada de tapete. Eu queria rir da piada de humor negro, receber um" tcharã! brincadeirinha!" que me fizesse ter ódio do palhaço mas me devolvesse a sensação de que não-é-nada-disso-que-você-está-pensando. Eu queria um motivo para acreditar de novo, porque tá ficando difícil. Eu queria de volta as pessoas que me tomaram este ano. Eu queria retroceder. Eu queria ser feliz daquele jeito torto. Eu queria continuar escrevendo uma história de trás pra frente. A minha história, cheia de vacilos e perdões, cheia de amor e de compreensão, cheia de alegria. Eu não queria estar aqui neste momento e eu não queria viver nem ver isso acontecer comigo nem com ela nem com ninguém.
E, se essa dor que me arrebate agora não for embora logo, eu só peço paciência e um pouquinho de compreensão. É que quando eu achava que nada mais poderia acontecer no pior ano da minha vida...
DOR
Quando eu digo para 2010 terminar logo, a vida vem me mostrar que eu tenho muito que aprender, que não sou eu que mando em nada e que as surpresas, assim como as dores, são inevitáveis...
Domingo tranquilo, voltando de uma festinha de Natal com os pais e as crianças da turminha do Matheus, recebo um telefonema desesperado de uma amiga de escola, contando que o marido de uma das sete, daquela que casou mês passado, daquela que tava no auge da felicidade, havia falecido. A gente não sabia a causa, a gente não sabia como, mas a gente sabia o que precisava saber. E eu sabia que, embora estivesse com tudo revirando dentro de mim, revivendo o janeiro trágico, sentindo de novo aquele rebuliço por dentro, eu sabia que tinha que correr para onde ela estivesse só para dar um abraço apertado e dizer que eu sabia o que ela estava sentindo, sabia que parecia partir ao meio, mas que é possível viver depois disso.
E foi exatamente isso que fiz. Deixei os pequenos em casa com a Lalá e corri para o velório. Fui a primeira da turma a chegar e, assim que cheguei, soube logo que ele sofrera um acidente no autódromo, enquanto corria de kart. Assim que ela me viu, ela disse: "Ow, minha amiga, me diz como você aguentou porque dói demais! A gente tava tão feliz. A gente fazia tudo junto... Por que, Marcele?". E eu não consegui falar nada, só chorar, chorar, chorar abraçada a ela. O meu janeiro trágico se repete agora num novembro para ela.
Ver alguém que a gente quer tanto bem perder o chão, o rumo, o prumo, metade da vida que escolheu para si, o sentido de quase tudo, me faz entender que essa vida não faz sentido. Eu não consegui, na minha tragédia, encontrar uma só razão plausível. E, mesmo tendo desistido de encontrar, eu não consigo me convencer nem de que a missão dele estava cumprida, até porque eu acho que o que ele podia fazer no futuro era muito mais do que ele já havia feito. É devastador, é enlouquecedor, é definitivamente uma DOR por que ninguém deveria passar.
Enfrentar esse processo todo, agora como espectadora, me faz refletir demais sobre esse momento da perda. Ela também estava com a aliança dele na correntinha do pescoço, ela também trouxe um paninho para colocar dentro do caixão, ela também tinha um olhar perdido para o mundo ao redor, ela também precisou de medicamentos para suportar, ela também relutou em acreditar (embora tivesse assistido ao acidente no autódromo), ela também queria saber porque, ela também se sentia perdida e sozinha no mundo... E eu imagino que tantos outros questionamentos e sentimentos que eu tive devam estar permeando o pensamento e o coração dela.
Segurar a mão dela nesse momento é voltar ao dia um. E, muito embora eu não seja mais protagonista, a dor que me toma é tão grande quanto. É a dor de quem sabe o quanto dói. É a dor de quem passou por isso. É a dor que não cicatrizou e que eu nem sei se vai, algum dia, cicatrizar. É dor e ponto final.
PS: Força, Ju!
Domingo tranquilo, voltando de uma festinha de Natal com os pais e as crianças da turminha do Matheus, recebo um telefonema desesperado de uma amiga de escola, contando que o marido de uma das sete, daquela que casou mês passado, daquela que tava no auge da felicidade, havia falecido. A gente não sabia a causa, a gente não sabia como, mas a gente sabia o que precisava saber. E eu sabia que, embora estivesse com tudo revirando dentro de mim, revivendo o janeiro trágico, sentindo de novo aquele rebuliço por dentro, eu sabia que tinha que correr para onde ela estivesse só para dar um abraço apertado e dizer que eu sabia o que ela estava sentindo, sabia que parecia partir ao meio, mas que é possível viver depois disso.
E foi exatamente isso que fiz. Deixei os pequenos em casa com a Lalá e corri para o velório. Fui a primeira da turma a chegar e, assim que cheguei, soube logo que ele sofrera um acidente no autódromo, enquanto corria de kart. Assim que ela me viu, ela disse: "Ow, minha amiga, me diz como você aguentou porque dói demais! A gente tava tão feliz. A gente fazia tudo junto... Por que, Marcele?". E eu não consegui falar nada, só chorar, chorar, chorar abraçada a ela. O meu janeiro trágico se repete agora num novembro para ela.
Ver alguém que a gente quer tanto bem perder o chão, o rumo, o prumo, metade da vida que escolheu para si, o sentido de quase tudo, me faz entender que essa vida não faz sentido. Eu não consegui, na minha tragédia, encontrar uma só razão plausível. E, mesmo tendo desistido de encontrar, eu não consigo me convencer nem de que a missão dele estava cumprida, até porque eu acho que o que ele podia fazer no futuro era muito mais do que ele já havia feito. É devastador, é enlouquecedor, é definitivamente uma DOR por que ninguém deveria passar.
Enfrentar esse processo todo, agora como espectadora, me faz refletir demais sobre esse momento da perda. Ela também estava com a aliança dele na correntinha do pescoço, ela também trouxe um paninho para colocar dentro do caixão, ela também tinha um olhar perdido para o mundo ao redor, ela também precisou de medicamentos para suportar, ela também relutou em acreditar (embora tivesse assistido ao acidente no autódromo), ela também queria saber porque, ela também se sentia perdida e sozinha no mundo... E eu imagino que tantos outros questionamentos e sentimentos que eu tive devam estar permeando o pensamento e o coração dela.
Segurar a mão dela nesse momento é voltar ao dia um. E, muito embora eu não seja mais protagonista, a dor que me toma é tão grande quanto. É a dor de quem sabe o quanto dói. É a dor de quem passou por isso. É a dor que não cicatrizou e que eu nem sei se vai, algum dia, cicatrizar. É dor e ponto final.
PS: Força, Ju!
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Tell me that you'll open your eyes *
Vem aqui, segura minha mão, que eu mostro como sair do poço profundo em que caímos sem querer e sem estarmos preparados para. Por você, para ajudar a sair daqui, eu volto nesse escuro do fundo do poço e vou até a luz, tudo de novo. Bora, segura minha mão! Pisa onde eu pisei, ainda dá pra ver as minhas pegadas indeléveis no chão, ainda estão banhadas com as minhas lágrimas estas paredes, ainda reconheço esse cheiro ocre e esse amargo que entala a garganta. Vem comigo! Eu sei como sair do escuro do de dentro de si. Eu sei o caminho. Mas você precisar querer caminhar com as suas próprias pernas, né? Até porque eu não consigo carregar você nas costas. Você precisa querer sair. Você quer? É claro que eu sei que aqui é seguro, que aqui é quentinho, que aqui você fica em paz e pode recorrer às lembranças e às lágrimas sempre que quiser, que aqui você foge da vida, dos problemas, dos outros, das contas... Eu sei, eu sei... Mas isso aqui não é a vida e você sabe muito bem disso. Isso aqui é o fim do mundo, é a pior parte de tudo e não é possível que você queira permanecer aqui. Não é possível! Vem comigo que eu sei sair, eu já fiz esse trajeto uma vez e eu quero muito ajudar você. Eu também não sei de nada, não sei o que é o futuro, não sei o que tem lá. Não esperava que isso acontecesse também. Mas eu sei que não adianta querer entender essas agruras. A gente tem que viver e isso é tudo. O negócio é aceitar o que for bom e viver um dia de cada vez. Então vamos lá! Tá vendo a escada né? Vamos subindo? Eu sei que carregar os pequenos nas costas sozinho pesa e cansa e dói e a gente fica imaginando como seria se... Eu sei EXATAMENTE do que você está falando. Mas vamos, né? Não há outra opção que não seja sair daqui o quanto antes. Por você e por eles também. É preciso sair daqui. Pense que onde você estiver é neste mesmo lugar que eles estarão e eles merecem a luz, os carrosséis, os sonhos, as borboletas e as delícias de uma infância feliz. Pense que as suas melhores recordações irão com você para onde você for. Pense que haverá sempre alguém cuidando de você e guiando seus passos e ajudando nas suas escolhas. Pense que a vida não é fácil, mas vale a pena. Pense que a dor é enorme mas que deve haver recompensas. Pense que mesmo perdendo o que havia de mais importante no seu mundo, ainda sobraram muitas outras coisas importantes para cuidar, cultivar e motivar. Vamos, levanta desse chão e começa já a subir essa escada porque eu só saio daqui com você. Eu sei que você não quer me ver aqui dentro de novo, então comece a subir por mim também! Isso, um degrau de cada vez. Já já a gente vê de novo o sol, o dia e a vida que arde lá fora sem explicação plausível, já já a gente revê a beleza das coisas e não sei quando, não sei porque, sinto que uma hora tudo isso fará todo o sentido para mim e para você.
* Open Your Eyes (Snow Patrol)
All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
My bones ache, my skin feels cold
And I'm getting so tired and so old
The anger swells in my guts
And I won't feel these slices and cuts
I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x4]
Get up, get out, get away from these liars
´Cause they don't get your soul or your fire
Take my hand, knot your fingers through mine
And we'll walk from this dark room for the last time
Every minute from this minute now
We can do what we like anywhere
I want so much to open your eyes
´Cause I need you to look into mine
Tell me that you'll open your eyes [x8]
All this feels strange and untrue
And I won't waste a minute without you
domingo, 10 de outubro de 2010
Aniversário dos pequenos
Então que ontem aconteceu a festinha dos pequenos. Foi lindo vê-los tão felizes! Foi ótimo receber tantos amigos queridos! O dia não foi fácil at all, mas a noite foi muito iluminada. Eis aqui o texto que eu li e que vale para vocês também, leitores e comentadores desse blog.
"Era de praxe que ele dissesse algumas palavras nessas ocasiões. Jé era esperado o discurso dele. Fosse para dividir a alegria da presença dos amigos, fosse para anunciar a pretensão de mais um herdeiro, fosse para compartilhar a nossa felicidade cotidiana, ele sempre dizia alguma coisa nos nossos eventos. Eu não poderia deixar passar em branco dessa vez.
Não preciso dizer quanto esse ano foi difícil para essa família. Também não preciso dizer o quanto ele faz falta neste momento e em tantos outros e, para mim, em todos os mínimos detalhes do dia a dia. Não preciso detalhar todo o pesar de passar por isso tudo. O que eu preciso realmente dizer é que não teria conseguido sem vocês. Cada um aqui presente - e até alguns ausentes - foi importante nesse processo de superação e luta ou para mim, ou para os pequenos, ou para as famílias minha e do Thi.
Nunca conseguirei agradecer suficientemente tudo que fizeram pela gente. Nunca conseguirei dizer a todos quanto cada gesto foi importante. Só posso dizer que é surpreendente descobrir o quanto somos queridos e é lindo perceber que somos, eu e os pirrototinhos dele, herdeiros do amor e do carinho que antes era dedicado a ele. Era isso que eu queria dizer: o amor, o apoio, a solidariedade de vocês foi a maior herança e o melhor presente que o Thi nos deixou.
Muito obrigada!"
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A dor dos outros em mim
Eu não sei ser indiferente à dor, nem à dor física nem à psíquica, nem à minha nem à de outrem. Porém, é certo que me causa mais sofrimento ainda ver a dor naqueles que quero bem. Dá vontade de espremer o corpo do outro como que para fazer pingar o que dói. Dá vontade de pegar com as mãos e colocar para dentro de si. Dá vontade de ter os poderes daquele negão do filme "À espera de um milagre", sabe? Toca na pessoa e suga as doenças, as dores para si. Ver alguém de quem eu gosto sofrer, me causa um sofrimento insuportável. Depois do que passei desde o janeiro trágico, eu tenho achado que eu aguento qualquer tranco - desde que não mexam com nem atinjam os pequenos - e aí eu fico querendo absorver a dor do mundo em mim. Eu sei, é um peso muito maior do que sou capaz, é um passo muito maior que as pernas e cada ser carrega em si a força, a habilidade e a dor que é capaz de suportar. Eu não posso sofrer pelos outros, mas que eu queria, em relação a algumas pessoas, eu queria.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
tô contigo
Há alguém sofrendo em algum lugar. Há alguém sentindo o próprio coração em seu tamanho mínimo, com um peso danado nas costas, um nó na garganta e os olhos marejando sem parar. Há alguém cabisbaixo e cheio de memórias. Há alguém que queria só voltar no tempo e apertar o pause e fazer do tempo passado um elástico que se estendesse até agora, com aqueles sorrisos, com aquela pessoa... Há alguém para o qual a tristeza hoje é insuportável e faz dobrar os joelhos, e faz embaçar a vista, e faz envergar as costas. Há alguém para quem a saudade não passa de jeito nenhum e hoje, especificamente, fere como acupuntura em queimadura de 3º grau. Há alguém que com certeza está perdido em devaneios, em recordações, em lembranças e no futuro do pretérito, que foi mais que planejado, mas sobreumanamente desejado. Há alguém imaginando o que poderia ter sido e não foi e nem será. Há alguém com olhar perdido e rosto inchado. Há alguém sentindo a maior solidão do mundo. Aquela que não importa quantas pessoas estejam ao redor, quantas mãos estejam estendidas, quantos ombros se tenha, não importa nada mais que a ausência dilacerante de quem se foi pra nunca mais.
Para esse alguém, não adianta ombro, conselho, lenço, mão amiga, chocolate, álcool ou drogas. Para esse alguém, não importa o sorriso arrancado, o convite para espairecer, a piada sem graça, a companhia, o jantar bacana, o vinho de primeira. Para esse alguém, eu ofereço meu silêncio, minha resignada compreensão e meu "te-entendo-perfeitamente".
Para esse alguém, não adianta ombro, conselho, lenço, mão amiga, chocolate, álcool ou drogas. Para esse alguém, não importa o sorriso arrancado, o convite para espairecer, a piada sem graça, a companhia, o jantar bacana, o vinho de primeira. Para esse alguém, eu ofereço meu silêncio, minha resignada compreensão e meu "te-entendo-perfeitamente".
sábado, 14 de agosto de 2010
Mea culpa
Eu disse na última carta pra ele que tinha conseguido sozinha. Mas é mentira. Eu admito. Não fiz absolutamente nada sozinha. Eu não teria conseguido sem tanta ajuda de tanta gente. Eu não estaria de pé, respirando e sorrindo sem essa multidão de amigos feitos e herdados que hoje me cerca. Eu jamais conseguiria estar aqui sem as nossas famílias e sem a minha "marida". Eu não teria feito sem as visitas, as ligações, as pessoas que me tiraram de casa à força, sem as minhas meninas de sempre, sem tudo isso que vocês leitores me proporcionaram. Eu só estou aqui por causa de muita gente como a gente, que é capaz de rir, de chorar, de se emocionar e de ajudar. Eu só cheguei e chegarei onde quer que seja porque eu tenho pessoas comigo e porque eu tenho vocês!
PS: Vocês viram? Quase cem seguidores!!!
PS: Vocês viram? Quase cem seguidores!!!
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Visita
Eu sei bem o que é conviver com a ausência e a saudade. Eu sei bem o que é sentir seu lar vazio. Eu sei bem o quanto é difícil encarar a vida depois que ela fica de cabeça pra baixo. Mas eu não sei o que é perder quase todo mundo da família. Eu não sei o que é não ter braços, mãos e ombros onde se amparar. Eu não sei o que é se sentir frágil e indefesa porque grande parte do que importava foi-se embora de repente.
Ontem eu fui visitar a família enlutada da minha amiga que faleceu quando eu estava na Europa. Levei o presentinho do bebê que estava há muito esperando para ser entregue no meu quarto. Ficaram o filho de 3 meses e o marido. Ficaram duas irmãs, sem o pai e a mãe, porque estes também morreram na tragédia. E eles se consolam, se ajudam, se amparam num momento em que o mundo parece vazio, em que a vida parece injusta e cruel e que não há consolo ou conforto que diminua a dor. Eu fui lá oferecer meu ombro, minha mão e meus serviços, o que eu sei fazer, o que eu puder ajudar.
Eu sei que não é nada. Eu sei que talvez eles nem se lembrem. Eu sei que é uma gota num mar de lágrimas. EU BEM SEI. Mas eu me lembro do quanto eu precisei de gente por perto e do quanto me foi útil toda ajuda. Eu fui e eu irei sempre. Depois que a gente passa por isso, depois que sente na pele, a gente entende melhor o quanto toda visita/ajuda é importante. E eu estou aqui pra isso!
Ontem eu fui visitar a família enlutada da minha amiga que faleceu quando eu estava na Europa. Levei o presentinho do bebê que estava há muito esperando para ser entregue no meu quarto. Ficaram o filho de 3 meses e o marido. Ficaram duas irmãs, sem o pai e a mãe, porque estes também morreram na tragédia. E eles se consolam, se ajudam, se amparam num momento em que o mundo parece vazio, em que a vida parece injusta e cruel e que não há consolo ou conforto que diminua a dor. Eu fui lá oferecer meu ombro, minha mão e meus serviços, o que eu sei fazer, o que eu puder ajudar.
Eu sei que não é nada. Eu sei que talvez eles nem se lembrem. Eu sei que é uma gota num mar de lágrimas. EU BEM SEI. Mas eu me lembro do quanto eu precisei de gente por perto e do quanto me foi útil toda ajuda. Eu fui e eu irei sempre. Depois que a gente passa por isso, depois que sente na pele, a gente entende melhor o quanto toda visita/ajuda é importante. E eu estou aqui pra isso!
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Julho
Então que não deu mais para manter em segredo o que vai acontecer no mês de julho e resolvi publicar aqui.
O Thi era mesmo uma pessoa muito querida, do tipo que conquista amigos de verdade ao longo da vida, do tipo que as pessoas não esquecem, do tipo que é sempre lembrado como melhor amigo. O Thi era mesmo uma pessoa iluminada e nessa vida ele conquistou muita gente. Como professsor também ele era especial (para quem não sabe, durante a faculdade, ele deu aula de biologia em algumas escolas). E após a tragédia, algumas ex-alunas dele se aproximaram de mim. Mas uma delas, em especial, me estendeu a mão sem nem me conhecer. Ela quis ajudar a mim e aos pequenos da maneira que se fizesse necessária, ela ficou presente, dizendo coisas lindas através de emails, mesmo morando do outro lado do Oceano Atlântico.
A Yara se tornou presente na minha vida, desde que eu comecei a arrecadar Notas Fiscais. Na primeira oportunidade que teve, foi lá em casa me conhecer e os pequenos. Levou presentes e adoçou a vida da gente. Qual não foi a minha surpresa, ao receber um email dela, numa terça-feira, me convidando para seu casamento na Áustria. É óbvio que ficaria difícil de ir nessas circunstâncias, com um monte de coisa pendente aqui e contando as moedas para fechar as contas. Mas ela fazia questão da minha presença e se ofereceu para comprar a passagem.
Foi assim, então, que julho ganhou outra cor e o sonho de ir para Europa se tornou real. A vontade de estar longe daqui no dia 10/07 ganhou um colorido todo especial. Era a troca de um sonho - o de casar com ele - por outro. Era o Thi me ajudando na vida, mesmo não estando mais fisicamente presente. Era a vida com suas infinitas compensações. Era um motivo a mais para eu sorrir e ser feliz. E, então, no dia 05/07, eu embarco para lá, para o outro lado do Atlântico, para ver os lugares com que tanto sonhei e para olhar os lugares pelos quais ele passou.
Obrigada, Yara! Já te disse que nunca poderei agradecer de maneira efetiva tanto carinho!
O Thi era mesmo uma pessoa muito querida, do tipo que conquista amigos de verdade ao longo da vida, do tipo que as pessoas não esquecem, do tipo que é sempre lembrado como melhor amigo. O Thi era mesmo uma pessoa iluminada e nessa vida ele conquistou muita gente. Como professsor também ele era especial (para quem não sabe, durante a faculdade, ele deu aula de biologia em algumas escolas). E após a tragédia, algumas ex-alunas dele se aproximaram de mim. Mas uma delas, em especial, me estendeu a mão sem nem me conhecer. Ela quis ajudar a mim e aos pequenos da maneira que se fizesse necessária, ela ficou presente, dizendo coisas lindas através de emails, mesmo morando do outro lado do Oceano Atlântico.
A Yara se tornou presente na minha vida, desde que eu comecei a arrecadar Notas Fiscais. Na primeira oportunidade que teve, foi lá em casa me conhecer e os pequenos. Levou presentes e adoçou a vida da gente. Qual não foi a minha surpresa, ao receber um email dela, numa terça-feira, me convidando para seu casamento na Áustria. É óbvio que ficaria difícil de ir nessas circunstâncias, com um monte de coisa pendente aqui e contando as moedas para fechar as contas. Mas ela fazia questão da minha presença e se ofereceu para comprar a passagem.
Foi assim, então, que julho ganhou outra cor e o sonho de ir para Europa se tornou real. A vontade de estar longe daqui no dia 10/07 ganhou um colorido todo especial. Era a troca de um sonho - o de casar com ele - por outro. Era o Thi me ajudando na vida, mesmo não estando mais fisicamente presente. Era a vida com suas infinitas compensações. Era um motivo a mais para eu sorrir e ser feliz. E, então, no dia 05/07, eu embarco para lá, para o outro lado do Atlântico, para ver os lugares com que tanto sonhei e para olhar os lugares pelos quais ele passou.
Obrigada, Yara! Já te disse que nunca poderei agradecer de maneira efetiva tanto carinho!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Sobre fardos
A gente assistindo e torcendo pelo Brasil na Copa do Mundo. A gente preocupado em parecer bem, se o cabelo tá brilhante e hidratado, se as unhas estão feitas, se a sombrancelha está com pelos fora do lugar. A gente preocupado com a prestação da casa e do carro. A gente preocupado com as contas no fim do mês. A gente preocupado em comprar mais bens de consumo. A gente preocupado em aproveitar a liquidação. A gente preocupado em conseguir encher o tanque, em conseguir tempo para férias, em ganhar mais dinheiro, em frequentar bons restaurantes. A gente preocupado em vender uma imagem. A gente preocupado com decoração, com quitutes, com compras. A gente preocupado com pequenos luxos burgueses. A gente preocupado com coisa pequena, com picuinha, com fofoca, com disse-me-disse, com o que vão pensar, com a vida alheia... A gente preocupado com NADA, enquanto alguém chora a morte do seu grande amor.
TRANSFORME SUAS FOTOS EM EMOTICONS PARA O MESSENGER. CLIQUE AQUI E VEJA COMO.
TRANSFORME SUAS FOTOS EM EMOTICONS PARA O MESSENGER. CLIQUE AQUI E VEJA COMO.
Notícia triste
A vida não é justa. Cada vez mais eu tenho certeza disso. Não vou ficar divagando aqui sobre fé ou religião. Não vou entrar nesse ponto. Eu só sei que a única conclusão a que eu chego é que não há lógica alguma.
A Luciana, do blog Luciana e Woltony, faleceu ontem.
A Luciana, do blog Luciana e Woltony, faleceu ontem.
terça-feira, 25 de maio de 2010
Reveillon
Eu sempre fiz grandes comemorações nos meus aniversários. Era sempre uma festona ou uma mesa gigante num bar em que a gente ficava até ser expulso. Eu sempre tive muitos motivos para comemorar, para celebrar, para brindar... Esse ano foi diferente. Eu queria me esconder. Eu não queria estar aqui. Eu não queria lembrar. Eu não queria sofrer. Esse ano, eu fui lá pra longe, não para ficar sozinha, mas simplesmente para não doer. E foi ótimo lá.
Mas eu sempre disse que ter amigo é mais importante que qualquer coisa. E ontem eu ganhei uma festa surpresa de "Ano Novo". Surpresa mesmo, daquelas que a gente nem desconfia de nada. Surpresa de dar frio na barriga e medo e vergonha. Festa de Ano Novo, com gente vestida de branco e banho de champagne. Festa linda, com gente muito querida, que torce por mim, que está ao meu lado no dia a dia e na vida, que me apoia e me ajuda, que me suporta há anos. Festa de gente da gente.
Ontem na comemoração do meu Ano Novo particular, eu percebi que também é por estas pessoas que eu me mantenho em pé. Por causa delas que eu encontro e escolho motivos para sorrir e tocar a vida e andar com esperança. Aquelas pessoas que estavam lá ontem (e mais algumas que não puderam estar) são parte significativa do que eu sou. São parcela do que há de melhor em mim, são conquistas e heranças, são meus AMIGOS.
Depois do looping na vida, depois de ir parar no fundo do poço, depois de perder o rumo, depois de viver meu pior pesadelo, acreditem: vocês, meus amigos e minha família, são realmente tudo o que me faz feliz. E ontem eu fui só feliz, sem pontinha de tristeza, sem dor no coração, sem peso nas costas, sem nada. Só FELIZ.
MUITO OBRIGADA!!!
E aqui, eu preciso agradecer especialmente às organizadoras da festa surpresa mais surpresa que eu já tive na vida: Juna, Debbie, Sofia e Manu! Amo vocês, moças!
POR ANO SÃO ENCONTRADOS 609.000 SITES QUE ROUBAM DADOS. VEJA COMO SE PROTEGER AQUI.
Mas eu sempre disse que ter amigo é mais importante que qualquer coisa. E ontem eu ganhei uma festa surpresa de "Ano Novo". Surpresa mesmo, daquelas que a gente nem desconfia de nada. Surpresa de dar frio na barriga e medo e vergonha. Festa de Ano Novo, com gente vestida de branco e banho de champagne. Festa linda, com gente muito querida, que torce por mim, que está ao meu lado no dia a dia e na vida, que me apoia e me ajuda, que me suporta há anos. Festa de gente da gente.
Ontem na comemoração do meu Ano Novo particular, eu percebi que também é por estas pessoas que eu me mantenho em pé. Por causa delas que eu encontro e escolho motivos para sorrir e tocar a vida e andar com esperança. Aquelas pessoas que estavam lá ontem (e mais algumas que não puderam estar) são parte significativa do que eu sou. São parcela do que há de melhor em mim, são conquistas e heranças, são meus AMIGOS.
Depois do looping na vida, depois de ir parar no fundo do poço, depois de perder o rumo, depois de viver meu pior pesadelo, acreditem: vocês, meus amigos e minha família, são realmente tudo o que me faz feliz. E ontem eu fui só feliz, sem pontinha de tristeza, sem dor no coração, sem peso nas costas, sem nada. Só FELIZ.
MUITO OBRIGADA!!!
E aqui, eu preciso agradecer especialmente às organizadoras da festa surpresa mais surpresa que eu já tive na vida: Juna, Debbie, Sofia e Manu! Amo vocês, moças!
POR ANO SÃO ENCONTRADOS 609.000 SITES QUE ROUBAM DADOS. VEJA COMO SE PROTEGER AQUI.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Doces desconhecidos
Tem momentos que eu acho que esse blog é muita exposição, é muita gente sabendo o que eu penso e o que eu faço. É muita gente metendo o dedo na minha ferida e podendo falar o que quiser nos comentários anônimos. É muita gente que pode até não falar nada aqui, até nunca falar nada pra mim, mas vai ficar formando opinião a meu respeito aí pelo mundo, sem saber realmente quem eu sou. Aqui, estão minhas fragilidades todas, em carne viva. Aqui estou eu no que há de mais sensível em mim. Muitas vezes, MUITAS VEZES, não é isso que a pessoa encontra quando me encontra e me olha no olho. MUITAS VEZES, a pessoa se depara com um sorriso, um cabelo escovado, maquiagem no rosto, um salto alto e a cintura fina comprada e pensa: "mas cadê a dor? As olheiras? Os olhos inchados de chorar?". Não encontrar um pessoa dobrada pela dor e pelo sofrimento pode ser frustrante pra quem me lê. Pelo mundo, eu sou uma mulher ainda preocupada com o que veste, ainda preocupada em esconder as olheiras e proteger a pele do sol, que bebe vodka e dança. Pelo mundo, eu vou seguindo a minha vida, fazendo piada de mal gosto e de humor negro, com olhos de esperança. Pelo mundo, eu ainda sou a Marcele de antes, virada pelo avesso por dentro, mas tentando colocar as coisas em ordem e sorrindo.
Receber o carinho de gente que eu não conheço e que está espalhado pelo mundo todo (isso não é uma hipérbole, tem gente me lendo em todo canto do mundo); gente que caiu aqui nesse blog sem querer e querendo; gente que me considera, me deseja o bem, torce por mim e me manda emails lindos assim, como esse aí embaixo; isso, sim, me motiva e me faz um ser humano muito mais melhor de bom ponto com ponto bê-erre.
Muito obrigada aos seguidores todos e às meninas que me mandaram emails dizendo terem se tornado fãs! Eu fico toda boba com esse carinho de vocês!
Marcele
Date: Thu, 6 May 2010 17:24:30 -0300
From: Marina Bueno
To: marcelealencar@hotmail.com
Subject: Olá
POR DIA 63.912 COMPUTADORES SÃO INFECTADOS POR VÍRUS. LEIA DICAS DE SEGURANÇA.
Receber o carinho de gente que eu não conheço e que está espalhado pelo mundo todo (isso não é uma hipérbole, tem gente me lendo em todo canto do mundo); gente que caiu aqui nesse blog sem querer e querendo; gente que me considera, me deseja o bem, torce por mim e me manda emails lindos assim, como esse aí embaixo; isso, sim, me motiva e me faz um ser humano muito mais melhor de bom ponto com ponto bê-erre.
Muito obrigada aos seguidores todos e às meninas que me mandaram emails dizendo terem se tornado fãs! Eu fico toda boba com esse carinho de vocês!
Marcele
Date: Thu, 6 May 2010 17:24:30 -0300
From: Marina Bueno
To: marcelealencar@hotmail.com
Subject: Olá
Marcele
Imagino que muitas pessoas, emocionadas aqui do outro lado da tela do computador, tenham te escrito palavras de ajuda e esperança. Espero fazer parte desse grupo. Li todo o seu blog e juro que não sabia o que viria a seguir... Cheguei no seu blog por outro blog, não me lembro qual, acho que o Beijo Me Liga (?) e coloquei em meus favoritos. Dentre tantos outros, ficou lá quietinho. Hoje, depois de terminar um trabalho grande, comecei a ler esses blogs. Cheguei no seu e fui até a última página e fui acompanhando... Tenho 26 anos e vou me casar em outubro... Estava adorando toda a sua vida de casada, estava feliz. De repente veio o baque.... Que coisa mais triste, Marcele.
Mas sabe, a vida é assim. A maior parte das pessoas têm seus dramas particulares e vive um dia de cada vez. Eu perdi um irmão de 18 anos há quatro anos. Você é mãe, deve imaginar a tragédia que se abateu na minha vida e na de minha família, sempre tão feliz, embora longe de parecer um comercial de margarina. Minha mãe diz que não vive mais, apenas sobrevive, mas sei que ela tem seus momentos de felicidade, como por exemplo, agora que vou me casar e ela está me ajudando nos preparativos...
O que eu gostaria de te dizer, do fundo do meu coração, é que aos poucos, a saudade se torna mais amena, as fotos alegram mais do que doem e o sentimento é de agradecimento por ter vivido tantos anos ao lado da pessoa amada. Seu Thiago te deixou dois filhos lindos e ele vive nesses pequenos e em você, em todo seu amor. Chore muito, Querida. Aproveite os momentos de alegria com leveza. Fale de sua dor quantas vezes quiser e por quantas horas achar que te faça bem. Se afaste das pessoas que te façam mal, una-se àquelas que realmente te querem bem.
Vi desde o início do seu blog que você é ateia. Eu deixei de ter fé com a morte de meu irmão, tão novo, de uma maneira tão cretina , absurda e inexplicável... Quatro anos depois, há duas semanas, com a morte de minha vó, tento recobrar um pouco de fé. Ela ajuda, faz bem. Acalma um pouco o coração. Mas, mais importante do que ter fé é ser uma pessoa boa. Quando meu irmão morreu eu pensei o que tinha sobrado dele. E tive a certeza que era aquilo que os outros pensavam e lembravam dele. E tenho a certeza de que não quero ser lembrada e nem viver, depois de minha morte, por lembranças ruins. Assim, sigo minha vida procurando ao máximo fazer o bem, ser uma boa amiga, distribuir palavras sinceras de carinho e de amor. Procuro não guardar rancor, perdoar, me afastar do que não é bacana...
Saiba, que em São Paulo, você ganhou uma amiga. E quero muito seu bem e te incluirei nas minhas, não tão cheias de fé, orações. Você tem aqui um ouvido e um abraço.
Com carinho,
Marina
POR DIA 63.912 COMPUTADORES SÃO INFECTADOS POR VÍRUS. LEIA DICAS DE SEGURANÇA.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Homenagens
Tem muita gente recontando a nossa história, lamentando o que aconteceu, chorando lágrimas de saudade com a gente. Quero agradecer e remetê-los aos textos. Obrigada aos autores!
Deveria ser (21/01/2010)
Vai passar (03/03/2010)
Carta a uma amiga que ficou sem par (11/03/2010)
Era um comercial de margarina (26/04/2010)
_________________________________________________
Eu consegui fazer links! \0/
Deveria ser (21/01/2010)
Vai passar (03/03/2010)
Carta a uma amiga que ficou sem par (11/03/2010)
Era um comercial de margarina (26/04/2010)
_________________________________________________
Eu consegui fazer links! \0/
sexta-feira, 19 de março de 2010
RIFA
Pronto, pessoas. Essa era a forma de ajudar prometida para essa semana. Alguns amigos ofereceram milhas para a compra de passagens aéreas. Como ainda não é o caso de viajar, resolvi rifar a viagem. Um outro conhecido ofereceu hospedagem em Canela - RS, por isso mesmo esta opção está aí.
Quem quiser vender pontos ou quiser participar e não for de Fortaleza, só entrar em contato pelo email pessoal ao lado. O regulamento do sorteio também está aí.
Muito obrigada a todos vocês!
Quem quiser vender pontos ou quiser participar e não for de Fortaleza, só entrar em contato pelo email pessoal ao lado. O regulamento do sorteio também está aí.
Muito obrigada a todos vocês!
sexta-feira, 12 de março de 2010
A razão da minha força
O post de hoje não vai falar dessa saudade que persiste, da ausência que grita, da falta absurda, da procura por resposta, da força que vem não sei de onde. O post de hoje não vai falar da minha dor, nem do meu medo do mundo, nem do meu desespero, nem do meu despreparo, nem do caos financeiro, nem da vida de cabeça para baixo. O post de hoje não vai remoer o que dói, nem revisitar momentos nossos, nem reler emails com palavras doces de amor.
O post de hoje é AGRADECIMENTO e RECONHECIMENTO. O post de hoje é para valorizar a presença constante; a preocupação com nós três; o ombro acolhedor; as mãos segurando as nossas mãos; o abraço apertado; as lágrimas nos olhos; as risadas tiradas à força e com piada sem graça; a saída à noite a que me obrigam de maneira compulsória; as ligações para perguntar como foi dia; as doações feitas; as Notas Fiscais encaminhadas; os comentários aqui no blog; os emails esperançosos e desejando felicidade; os votos de força, de paz, os bons pensamentos; a ajuda de todo tipo com tudo que se pode dar; o apoio jurídico, odontológico, médico, contábil e todos os outros tipos, dos amigos profissionais liberais...
Eu não estaria em pé, com a coluna reta e respirando fundo, sem vocês. Eu não estaria aqui sem tantos amigos. E é engraçado porque eu sempre disse que mais importante que ter dinheiro é ter amigo. Eu sei que eu não preciso numerar aqui quem são, cada um de vocês se reconhece no meu bem-querer.
Muito, muito, muito, muito, muito, muito OBRIGADA MESMO!
Quer falar com seus amigos do Messenger sem instalar nada? Clique aqui e veja como.
O post de hoje é AGRADECIMENTO e RECONHECIMENTO. O post de hoje é para valorizar a presença constante; a preocupação com nós três; o ombro acolhedor; as mãos segurando as nossas mãos; o abraço apertado; as lágrimas nos olhos; as risadas tiradas à força e com piada sem graça; a saída à noite a que me obrigam de maneira compulsória; as ligações para perguntar como foi dia; as doações feitas; as Notas Fiscais encaminhadas; os comentários aqui no blog; os emails esperançosos e desejando felicidade; os votos de força, de paz, os bons pensamentos; a ajuda de todo tipo com tudo que se pode dar; o apoio jurídico, odontológico, médico, contábil e todos os outros tipos, dos amigos profissionais liberais...
Eu não estaria em pé, com a coluna reta e respirando fundo, sem vocês. Eu não estaria aqui sem tantos amigos. E é engraçado porque eu sempre disse que mais importante que ter dinheiro é ter amigo. Eu sei que eu não preciso numerar aqui quem são, cada um de vocês se reconhece no meu bem-querer.
Muito, muito, muito, muito, muito, muito OBRIGADA MESMO!
Quer falar com seus amigos do Messenger sem instalar nada? Clique aqui e veja como.
quarta-feira, 10 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Notas Fiscais
Pessoas queridas que me leem,
A campanha para arrecadação de Notas Fiscais permanece. Preciso de todas as notas que vocês conseguirem juntar, porque o repasse é de apenas 0,5% do valor registrado na NF. Só valem as notas com valores acima de R$ 5,00, daqui do estado do CE. Não vale nota de combustível.
Vocês podem fazer com que elas cheguem até mim (prefiro) ou depositarem nas urnas da SEFAZ com o meu número. Acredito que em toda Pague Menos tem urna da SEFAZ.
Muito obrigada mesmo a todo mundo que tá ajudando de todas as formas possíveis!
Quer comprar na Internet com segurança? Instale grátis o Internet Explorer 8.
Assinar:
Postagens (Atom)