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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Amigos

Na escola, eu fiz amigos que me acompanham na vida. Desde as baladas, nos carnavais, nos casamentos, nascimentos, batizados e viagens além mar! Eu tenho amigos da vida toda e não cabem nos dedos das mãos... Eu não sei como teria sido esse ano sem vocês.

Nesse fim de ano, eles alegraram meu coração. Nesse fim de semana, eles lotaram a minha casa e me fizeram esquecer minhas dores. No dia 25/12, turma TELF, sem combinação prévia, fiz ligações às 19h e a pergunta: "você topa?". E todo mundo respondeu: "tô indo!". No dia 26, a turma da 8ª série, no nosso encontro anual e já tradicional. O bolão que a Debbie inventou fez todos corações palpitarem e tornou a festa muito mais animada. Muito bom tê-los em minha vida! Amo vocês, meus amigos!


Galera TELF: Vinny, Eu, Rick, Roch, Falcones, Camilla e Gabriel

TELF ainda: eu, Paty Maionese, Amiga da Paty - Aline e Gabriel

TELF de novo: Lician, Camilla, Filipe - marido Camilla, Eu, Weslley e Stenio - marido Lician

Galera 8ª série: todo mundo na minha imensa sala (não vai dar pra nomear)

Susu, Debbie e eu

Ricos depois de dividir o bolão (Henrique - namorado da Debbie - e eu)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Então, é Natal

 4 meias na decoração da casa velha

Nós quatro - Reveillon 2009/2010

Então o Natal chegou e, muito embora haja luzinhas piscando na cidade toda, sinto meu coração apagado, perdido no breu, de preto, em luto ainda. Todo mundo diz que é porque essa é a primeira vez. Pode ser que seja só isso. Há uma dor que mora aqui hoje e, quando todo mundo celebra a família, a união, o amor (de Deus, eu sei); eu só sinto falta. O vazio me queima, a saudade me corrói e eu fico com aquela sensação de que falta muito ainda para ser feliz de novo.

Eu sempre fui uma pessoa muito Natalina. Sempre foi a minha data preferida no ano. Quando eu passei a ter uma casa pra chamar de minha, junto com ele, eu passei a adorar a preocupação com decoração, velas, guirlandas, árvores, meinhas... Lembro do nosso primeiro Natal, com o Matheus bebê, os dois suando em bicas nesse calor senegalês... Lembro do carinho dele para com a gente. Lembro da roupa que usamos. Lembro dos Natais seguintes também: em 2007, tudo que ele queria era que eu parasse o anticoncepcional para ter outro filho no ano seguinte, disse que era o presente que ele queria; em 2008, com o Thomás bebê, ele disse que não queria mais nada, só saúde e terminar a residência; em 2009, a gente vivia um momento de reconciliação e era felicidade grande com toda a perspectiva da festa de casamento.

E agora eu estou só, arrumando os pequenos, assando o Peru, arrumando a casa (nova, em que ele nunca esteve), preparando tudo para um Natal que parece meio sem sentido, meio sem razão, meio imaginário, como se a gente estivesse brincando sobre como seria se o pior acontecesse. O problema é que o que de pior poderia acontecer, efetivamente aconteceu. E, mesmo perdida, mesmo sem saber direito o que projetar para o futuro que me aguarda, mesmo sem entender ainda tudo que aconteceu, eu sinto que eu preciso fazer com que seja mágico para os pequenos.

É por eles que o Peru está no forno. É por eles que a gente vai vestir roupas novas e sorrir e cantar e fingir que não dói quando crateras estão sendo abertas por dentro. É por eles que eu ponho um sorriso no rosto e arrumo o cabelo e faço peregrinações nas casas dos parentes. É por eles e porque eu sei que seria assim que ele gostaria que eu fizesse.

Eu não sei se algum dia eu vou voltar a me empolgar com as luzinhas que piscam na cidade nessa época do ano, mas eu sei que eu vou continuar mostrando-as para os pequenos, porque o que me move é o brilho no olhar deles. E, o Matheus sempre diz que a estrela que mais brilha no céu é o pai dele, que seja, Thi, você brilhando e fazendo menos dolorido o nosso Natal.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Pra você!


"Quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz. Quero ver o amor nascer, mas, SE A DOR CRESCER, VOCÊ RESISTIR E SORRIR. Se você pode ser assim, tão enorme assim, eu vou crer que o Natal existe, que ninguém é triste, que no mundo há sempre amor. Bom Natal. Um feliz Natal! Muito amor e paz pra você. PRA VO-CÊ!"

Porque ele adorava quando eu cantava essa música e desafinava no último verso. Porque a gente amava o espírito natalino. Porque era sempre uma delícia enfeitar a casa inteira com ele elogiando meus toques. Porque a gente queria fazer, a cada ano, um Natal mágico para os pequenos. Porque será o primeiro Natal sem ele e o único, triste em toda minha vida. Porque se eu resistir e sorrir, eu também vou crer que o Natal existe, que ninguém pode ser triste, porque é uma questão de escolha, como eu disse no post passado. Muito amor e paz pra você, Thi, onde estiver... PRA VO-CÊ!