sábado, 27 de junho de 2009

Nossos ídolos estão morrendo...



Não falo de exemplo a ser seguido. Não falo de caráter, nem de modelo. Falo apenas que aqueles, a quem admirávamos na infância e adolescência, começam a desaperecer deste mundo. Perceber isso é também saber que crescemos. Um dia, nenhum deles estará por aqui. Um dia, serão nossos pais. Depois, seremos nós. E a vida seguirá seu curso.

Rest in peace, Michael!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Ser feliz é ser magra!




Futuro próximo: peitos com 325 ml de silicone; cinturinha de pilão; e a módica quantia de R$ 8 mil a menos.

domingo, 21 de junho de 2009

?

Fica cada vez mais difícil entender o ser humano. Principalmente o modus operandi em momentos de crise existencial, como morte, doença, engarrafamento.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Crescer

Eu descobri que crescer é inevitável. É dolorido eu sei, é cheio de tapas na cara, puxadas de tapetes, queixo caído, surpresas boas e outras bem ruins. Mas a gente cresce, não há como se mudar pra Terra do Nunca. Não aqui no mundo brutal e entregue às baratas em que vivemos.

A gente cresce ininterruptamente, um pouco mais a cada dia e, de repente, toma um susto com a adultice com o dedo na cara cobrando da gente decisões, escolhas e posturas que a gente nem queria tomar, fazer e ter. Não nos próximos 25 anos.

A gente cresce e acorda um dia com um marido do lado, filhos pequenos, empregada doméstica, emprego, secretária, contas e bens. A gente cresce e o grande problema é que tem dias em que a vida adulta é mesmo um porre, um chatice, para a qual ninguém foi preparado.

A gente cresce e sente as cobranças do mundo todo sobre a gente. Porque a gente tem que ser mãe, profissional (não traga seus problemas pessoais para o trabalho!), magra, gostosa, tem que fazer sexo, a gente tem que saber usar a maquiagem e seguir as tendências fashionistas, a gente tem que ter roupa legal, saber se portar, saber falar, saber se apresentar, saber vender, saber andar, saber contra-argumentar, saber usar os talheres (primeiro os de fora) e as taças corretas para água, vinho e espumante.

A gente cresce e tem que ler um monte de coisa para aquela tese, para aquele artigo, tem que ler os jornais e certos catedráticos e tem sempre uma lista enorme de, pelo menos, 35 livros que você adoraria ler ou filmes a que você adoraria assistir e simplesmente não arruma tempo para.

A gente cresce e os amigos que outrora eram vistos diariamente nos bares da esquina ou na faculdade, simplesmente foram embora, assumiram cargos e funções importantes. Eles cresceram também. A gente cresce e descobre que a revolução comunista foi um sonho que sonhamos meio sem acreditar, que mudar o mundo é tão fácil quanto aprender mandarim, que o seu maior sonho atual, na perspectiva da vida corrida que leva, é poder dormir até às 9 da manhã.

A gente cresce e os fins de semana regados a chopp e churrasco, se tornam cheios de leituras do trabaho, almoços familiares, playgrounds e crises existenciais pela folga da babá. Cresce e se dá conta de que a prestação do cartão de crédito tá quase chegando ao valor do salário do fim do mês e se contenta em ficar sem aquele perfume mara. A gente cresce e descobre que não se pode dizer tudo de uma vez, ainda que esteja extrapolando o coração; é sempre melhor contar até cem e respirar fundo. A gente cresce e aquela música que embalou tantos momentos toca na rádio no programa do túnel do tempo, ou fundo do baú, qualquer coisa que o valha.

A gente cresce e sabe que o tempo é um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho, que ele não para, e que dia sim, dia não, a gente sobrevive sem um arranhão. Mas no final das contas crescer é poder reconhecer que cresceu sem ao menos ter prestado atenção no processo todo e se dá conta de que não é possível voltar no tempo. Mas é também o processo de reconhecimento de si mesmo de tomar as rédeas da prórpia vida e decidir tudo sem ajuda de universitários.

Crescer faz crescer a nostalgia pelo período que passou, mas o período que está sendo será saudade dentro em breve. Por isso, eu reconheço que cresci e estou feliz aqui, com meus filhos, meus discos, meus amores e meus livros e nada mais.

domingo, 14 de junho de 2009

Doçura


A criatura mais doce que eu conheço mede menos de 1m, tem o pé do tamanho da palma da minha mão; não fala nada, mas eu consigo entender cada um dos seus sentimentos; só tem dois dentes e o sorriso mais lindo do mundo. A criatura mais doce que eu conheço derrete o coração de todos que o conhecem ao mostrar sua banguelice, ao balançar os braços e ao soltar beijos estalados com a língua. A criatura mais doce que eu conheço adora se recostar no colo de quem quer que lhe pegue, adora colher cheia na boca, adora correr atrás do irmão mais velho. A criatura mais doce que eu conheço me faz cada dia mais feliz e hoje completa 8 meses.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Não leiam

Quero logo advertir que tratarei de assunto polêmico, mas quero deixar claro que tudo que estará aqui declinado será reflexo da minha opinião, da minhaa visão do mundo, com o que ninguém é obrigado a concordar. Achou chato? O X no canto superior direito é a serventia da casa.




Eu não acredito em Deus. Eu não acho que exista este ser que guia a vida das pessoas e decide quem vai viver e morrer, quem vai passar no concurso, quem vai ser feliz, quem vai ser rico, se merecemos o céu ou o inferno, e que é capaz de perdoar o pedófilo, o assassino de crianças, os sequestradores, se eles se arrependerem na hora da morte, mas que é incapaz de impedir o sofrimento das vítimas. Eu não acredito que ele criou o mundo e o homem. Não acredito, ponto.

Mas eu acredito nas pessoas, na solidariedade, na compaixão, no sentimento humano, no poder do que desejamos para nós e para os outros. Eu acredito que somos capazes de formar energia positiva suficiente e capaz de operar milagres. Pronto, falei. Eu não acredito em Deus, mas acredito em milagres. Eu acredito que nossos pensamentos têm poder.

Por tudo isso, eu me assusto quando descubro que tem gente desejando o mal, querendo ver alguém se ferrar. Porque eu acho que é pelo pensamento, pelo que somos para com os outros e pelo que desejamos que nos tornamos mais humanos, acho também esse tipo de comportamento reprovável. Pensando bem, tem gente que torce para ver a desgraça alheia e vibra muito quando ela acontece (vibra por dentro; por fora, o cínico se faz de solidário) e desse tipo de gente, eu quero é distância e mantenho, mas nem sempre consigo vencê-las.

Hoje eu ouvi uma história de muito sofrimento, de uma amiga que passou por maus bocados com o marido, ausente, frio, negligente, desrespeitoso, até infantil. Ela estava grávida de gêmeos, sozinha numa cidade grande, sem família, sem ninguém com quem contar, foi a todas as consultas do pré-natal sozinha, e só não foi sozinha à maternidade porque a mãe veio para o nascimento dos netos.

Não, eu realmente não acho que alguém seja capaz de desejar isso a ela. Mas eu penso que quando eu me vi grávida, nas circunstâncias em que eu fiquei, alguém deve ter dito "bem feito! Agora ela se ferrou!". pois num é que não? E depois disso, acho que este tipo de gente não pode mais contar vitória... Não em relação à minha história! Ainda bem!

Não sou melhor, nem perfeita, nem imune a sentimentos ruins... Tenho meus momentos de ódio mortal, de inveja, de rancor... Mas eu só num deixo que eles tomem de conta da minha mente nem controlem minhas ações. Prefiro me preocupar com as minhas questões domésticas a perder meu tempo com o disse-me-disse. Levo a minha vida assim e tem me sido doce e psicologicamente saudável.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Carinho

Casamento é um negócio muito difícil. É preciso paciência, dedicação e muita criatividade. Mas quando se descobre o tom certo, a medida de fazer as coisas funcionarem, a vida inteira se torna colorida. Acho que nós já chegamos neste ponto. A gente ainda briga, é claro, mas a gente resolve tudo rapidinho. Tem coisas que me irritam profundamente e tem dias que eu não estou no mood conversation. Mas, mesmo assim, ele consegue me arrancar sorrisos e tornar o meu dia mais doce.

Aí, semana passada eu fui pra sampa. Não levei o laptop, não tive acesso aos meus emails, mas quando cheguei, encontrei isso aqui na minha caixa de mensagens:

Quinta-feira, 28 de maio de 2009.

Cheguei em nossa casa vazia, depois de uns chopps com amigos... só pensei nessa música... e em vc!

A uma hora dessas
por onde estará seu pensamento
Terá os pés na pedra
ou vento no cabelo?

A uma hora dessas
por onde andará seu pensamento
Dará voltas na Terra
ou no estacionamento?

Onde longe Londres Lisboa
ou na minha cama?

A uma hora dessas
por onde vagará seu pensamento
Terá os pés na areia
em pleno apartamento?

A uma hora dessas
por onde passará seu pensamento
Por dentro da minha saia
ou pelo firmamento?

Onde longe Leme Luanda
ou na minha cama?


Amo vc, minha Morena Linda!
Volta logo: aqui tem 3 meninos com saudade...
Thi

domingo, 31 de maio de 2009

Mais sobre ela

Saudade é querer estar perto de quem não está. é querer ouvir a voz, dividir a piada, sentir o calor ou os lábios. saudade é sentir falta de quem tá aqui dentro, tão entranhado que, quando ausente, fica um buraco. saudade é sentir quão profundo é o sentimento que nos une a outrem, é saber que a vida ao lado de quem nos faz falta é sempre mais doce. saudade é o negativo absoluto, não ter, não saber, não ver, não dividir... saudade é um sentimento crônico e até silencioso, que fica ali no peito disfarçado, mineirinho; mas que, num segundo, explode e se torna lancinante. saudade é perceber que algo aqueceu o coração e elevou a alma e tudo que se quer mais é voltar para esse aconchego.

Sobre maternidade

Depois que se tem filhos a vida realmente muda. Não se trata apenas de brinquedo espalhado pela casa, no corredor, no sofá, embaixo da cama... Não é apenas a correria pra continuar a vida de antes com uma obrigação a mais. Não é só pelo fato de que a gente não consegue mais ficar sozinha, nem consegue dirigir ouvindo bem alto a música preferida porque aquela criança não pára de falar "manhê, o que é isso que eu estou vendo com meus olhinhos?". A gente muda também. A gente passa a ter outras prioridades, a gente deixa de ser o que é pra ser pai/mãe. Assim, acordar cedo no fim de semana é legal porque dá pegar uma praia com sol bom. Restaurante bom é aquele que tem playground. Tarde de compras, nunca mais!

Eu ouvi essa semana que você precisa estar preparado para ter um filho, psicologicamente praparado. Mas eu acho que não. Eu não estava, eu não planejei, eu não calculei. Filho, ainda que chegando de surpresa, é uma força avalassadora. Ele chega, chegando e vira a vida pelo avesso. Se preparados os pais, ótimo! Se não, se vira nos 30!

Eu tenho me virado. Tateando como cabra cega essa saga de educar meninos, de fazer deles pessoas melhores do que eu sou, honestos, capazes, seguros... Espero que dê certo. Mas tenho em mente sempre duas coisas: faço o melhor que posso e não depende só de mim! Com isso, consegui mandar a culpa, fiel companheira de todas as mães, pro inferno. Afinal, um dia, serei mãe de adultos e eu não quero que minha vida se desintegre quando eles não estiverem mais sob minhas asas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Carro e Maria Mariana

Sabe, é difícil ter duas crianças pequenas. Destas que ainda usam fraldas, mamadeiras e chupetas. Elas demandam atenção, dinheiro e um monte de buginganga que você tem que carregar aonde quer que vá. Por isso, eu e o Thi decidimos trocar um dos carros da gente por um sedan, com um porta-malas que coubesse direitinho o carrinho de bebê e as sacolas...

Hoje de manhã, quando estávamos na garagem, o Matheus parou na traseira do meu carro, o tal sedan, um voyage, e disse:

- olha, mamãe, eu sei ler!
- sabe mesmo?
- sei ó: vê, ó, vê, a, gê e é. CARRO! ÊÊÊÊ!!!!

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Eu não sei se alguém leu, eu não sei onde começou, eu só sei que nesse mundo internético só se fala de Maria Mariana, a reacionária mulher da vez. Até então largada ao ostracismo, ela resolveu lançar um livro: "Confissões de mãe". Neste, defende como Lei coisas que se aplicam apenas e tão somente à experiência pessoal dela. Afirma que uma mulher só é completa se for mãe e que mãe boa é a que faz parto normal, entre tantas outras estapafúrdias idéias oriundas de uma pessoa que só pode estar querendo justificar sua opção em se tornar "do lar". Li algumas entrevistas dela (TPM e época), concordo que a gente precisa estar perto dos filhos, mas nunca viveria em função deles e para meu marido!

Quem quiser saber mais, taca no google que aparece.