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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Missão
Eu vou imitar a Cristina Guerra do blog "Para Francisco" (link ao lado). Eu vou imitar para não esquecer. Eu vou imitar para que eles também conheçam o pai maravilhoso que tiveram. Eu vou imitar pra contar aqui a história de um amor incrível, que cresceu num ambiente hostil, que superou tanta coisa e que sobreviverá para sempre. Eu vou imitar para que vocês, meus pequenos, meus meninos, revivam essa história de amor (e de dor). Para que vocês reconheçam a felicidade quando se depararem com ela; para que vocês reconheçam o amor quando ele se imiscuir no peito; para que vocês saibam, como soubemos, o pai de vocês e eu, que era para ser para sempre...
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sábado, 14 de novembro de 2009
Do blog para Francisco
Vestindo você.
Chego em casa com você nos meus braços e vou vesti-lo enquanto você dorme. O ritmo das minhas mãos pelo seu corpo canta um amor doído de tanto. Busco seus braços, pernas, pescoço e cabeça com um cuidado silencioso que vela o seu sono, enquanto o meu pensamento voa além da sua pele para chegar ao futuro – não sem antes passear pelo que ficou para trás. O que me dói agora não importa: sou mãe. E é um amor impensado e impensante que conduz meus braços a tomá-lo de novo em direção à cama. Na casa quieta, gritam os meus medos e buracos. Dói o fantasma da minha própria ausência. Embora às vezes eu sinta que já falto, sim, quando voo para longe com o que não dou conta. Quisera eu ser uma mãe plena de mim, sem o peso de tantos desejos, sem a sombra medrosa de nunca mais ter um gosto real de família. Visto você de sonhos e força. E o protejo com o cobertor que me falta. Choro a falta de um colo, mas só depois de colocar você na cama. Antes de pensar ou sentir, sou sua mãe. Posso até não viver em mim, mas você vive. Antes de ser eu, sou mãe.
Ela não sabe de nada disso, mas eu me sinto exatamente assim!
Chego em casa com você nos meus braços e vou vesti-lo enquanto você dorme. O ritmo das minhas mãos pelo seu corpo canta um amor doído de tanto. Busco seus braços, pernas, pescoço e cabeça com um cuidado silencioso que vela o seu sono, enquanto o meu pensamento voa além da sua pele para chegar ao futuro – não sem antes passear pelo que ficou para trás. O que me dói agora não importa: sou mãe. E é um amor impensado e impensante que conduz meus braços a tomá-lo de novo em direção à cama. Na casa quieta, gritam os meus medos e buracos. Dói o fantasma da minha própria ausência. Embora às vezes eu sinta que já falto, sim, quando voo para longe com o que não dou conta. Quisera eu ser uma mãe plena de mim, sem o peso de tantos desejos, sem a sombra medrosa de nunca mais ter um gosto real de família. Visto você de sonhos e força. E o protejo com o cobertor que me falta. Choro a falta de um colo, mas só depois de colocar você na cama. Antes de pensar ou sentir, sou sua mãe. Posso até não viver em mim, mas você vive. Antes de ser eu, sou mãe.
Ela não sabe de nada disso, mas eu me sinto exatamente assim!
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