Quando o pior de todos os dias da minha vida aconteceu, duas pessoas estiveram comigo em absolutamente todos os momentos. Duas pessoas me seguraram pelo braço, não me deixaram fraquejar, não me deixaram desabafar, seguraram minhas mãos, meus cabelos, enxugaram minhas lágrimas, tomaram conta de mim, da minha casa, da papelada, da rotina, até que eu ficasse em pé de novo. Era um do lado e outro do outro. Eram meus dois guardiões. Foram as surpresas mais agradáveis no meio da situação mais triste. Foram meu porto seguro, foram peças chave. Ele foi o primeiro a cuidar das coisas práticas. Juntou documentos, desabou até Sobral, foi no IML, despachou tudo para que o velório e o enterro acontecessem aqui. Ele me ligava a cada hora dando notícias de como estava lá e mostrou o grande homem que é ao acalentar os outros parentes, ao segurar essa barra monstra, ao ficar comigo o tempo inteiro, do meu lado, mas é bem do lado mesmo. Ele foi gigantesco no momento em que eu me senti mais minúscula. Ele foi muito mais velho no momento em que eu me senti mais indefesa e perdida e sozinha no mundo. Ele foi companheiro, amigo, irmão. Meu irmão! Hoje ele faz aniversário e eu encho os olhos de lágrimas de pensar no que somos hoje, nós três, um para o outro.
Parabéns, Tiago! Muitas felicidades, muito sucesso, muito dinheiro, muito tudo que houver de bom para você!
Amo você!
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segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Muito do que eu sou
Ela é a mãe mais filha que eu conheço, vivemos continuamente, eu e a Manu (minha irmã) tentando chamá-la à razão. E a Manu cuida de tudo, leva a casa nas costas, porque ela é aérea demais. Acho que cansou de ser responsável, depois que todo mundo cresceu e resolveu relaxar. Ela faz perguntas absurdamente indevidas a pessoas estranhas, a pessoas conhecidas e a pessoas íntimas. Ela conta toda a história da vida para os vendedores das lojas de sapatos (e não efetiva a compra!). Ela é curiosa demais, bisbilhota papéis, internet, redes sociais, correspondências. Ela quer ser amiga de todos os nossos amigos. Ela quer participar de cada mínimo acontecimento e se mete em todas as conversas. Ela perde hooooras do dia jogando cartas online ou na fazenda do orkut, e acha que isso é compromisso importante. Ela escreve um blog também. Ela tem orkut, facebook e MSN. Um amigo me diz que ela é uma cyber mãe.
Ela tem uma fé inabalável e eu tenho fé na vida, fé nos homens e fé no que virá, como diz a letra da canção. Acho que as letras sejam uma paixão herdada geneticamente. Acho que a espontaneidade pra falar de sentimentos também é arquivo genético, além dessa explosão de carência que vezenquando me acomete. Tenho certeza de que há muito aqui do que vi, ouvi, senti e instrospectei dessa convivência e dessas lições. Sei também do coração que bate cheio de orgulho ao me ver ser exatamente do jeito que eu sou, sem poréns, sem apesares. Percebo o amor que transborda nos pequenos. Eu sei de tudo isso e muito mais.
Depois que eu cresci, percebo a influência que a personalidade dela teve na moldura da minha. Percebo que cada característica que salta aos olhos em mim está relacionada à contra-mão do que salta aos olhos nela. Percebo a negativa do espelho e entendo cada percalço e leão e montanha que fez ser exatamente o que é. Não foi fácil carregar três pequenos. Não foi fácil tornar gente o que era pedra bruta. Não foi fácil fazer de nós o que somos: humanos, solidários, honestos, gente do/de bem. A maior lição que eu tiro desses quase vinte e nove anos de convivência é exatamente o que me manteve de pé no pior de todos os momentos: é preciso seguir em frente a despeito de todas as coisas e é importante ser sincero consigo e com os outros.
E aí, entendo perfeitamente que não importa grana, bens, viagens, emprego, festa. Entendo que não é preciso grandes feitos, grandes realizações, grandes conquistas. Entendo que não é preciso viajar o mundo todo, subir ao topo do Everest, vencer uma corrida internacional, fazer parte do primeiro escalão de qualquer coisa. Importa mesmo é ter quem a gente quer bem assim perto, assim ao redor. Entendo que o importante é ver alegria em simplesmente viver e ter saúde. E não se trata de conformismo, comodidade, estagnação. É apenas uma forma de encarar o mundo, a vida, com leveza e simplicidade, segurando no que é mais firme, quando no olho do furacão, e protegendo o que vale mais.
Sei que eu só cheguei aqui por causa de você, porque foi você que acreditou em mim em cada um dos desafios do meu caminho, foi você que apostou quando o mundo disse não, foi você que confiou quando eu achei que não fosse ser capaz e muito da minha força, da minha garra, da minha fortaleza, da minha capacidade de superação e da minha resiliência veio das lições que eu recebi dentro de casa. Não foi fácil e nem sempre será doce, mas estamos juntos, vivos, saudáveis e tocando em frente. Você é o cerne disso tudo, mãe.
Parabéns por todos estes anos de vida (não vou dizer quantos, né?)!!!
Ela tem uma fé inabalável e eu tenho fé na vida, fé nos homens e fé no que virá, como diz a letra da canção. Acho que as letras sejam uma paixão herdada geneticamente. Acho que a espontaneidade pra falar de sentimentos também é arquivo genético, além dessa explosão de carência que vezenquando me acomete. Tenho certeza de que há muito aqui do que vi, ouvi, senti e instrospectei dessa convivência e dessas lições. Sei também do coração que bate cheio de orgulho ao me ver ser exatamente do jeito que eu sou, sem poréns, sem apesares. Percebo o amor que transborda nos pequenos. Eu sei de tudo isso e muito mais.
Depois que eu cresci, percebo a influência que a personalidade dela teve na moldura da minha. Percebo que cada característica que salta aos olhos em mim está relacionada à contra-mão do que salta aos olhos nela. Percebo a negativa do espelho e entendo cada percalço e leão e montanha que fez ser exatamente o que é. Não foi fácil carregar três pequenos. Não foi fácil tornar gente o que era pedra bruta. Não foi fácil fazer de nós o que somos: humanos, solidários, honestos, gente do/de bem. A maior lição que eu tiro desses quase vinte e nove anos de convivência é exatamente o que me manteve de pé no pior de todos os momentos: é preciso seguir em frente a despeito de todas as coisas e é importante ser sincero consigo e com os outros.
E aí, entendo perfeitamente que não importa grana, bens, viagens, emprego, festa. Entendo que não é preciso grandes feitos, grandes realizações, grandes conquistas. Entendo que não é preciso viajar o mundo todo, subir ao topo do Everest, vencer uma corrida internacional, fazer parte do primeiro escalão de qualquer coisa. Importa mesmo é ter quem a gente quer bem assim perto, assim ao redor. Entendo que o importante é ver alegria em simplesmente viver e ter saúde. E não se trata de conformismo, comodidade, estagnação. É apenas uma forma de encarar o mundo, a vida, com leveza e simplicidade, segurando no que é mais firme, quando no olho do furacão, e protegendo o que vale mais.
Sei que eu só cheguei aqui por causa de você, porque foi você que acreditou em mim em cada um dos desafios do meu caminho, foi você que apostou quando o mundo disse não, foi você que confiou quando eu achei que não fosse ser capaz e muito da minha força, da minha garra, da minha fortaleza, da minha capacidade de superação e da minha resiliência veio das lições que eu recebi dentro de casa. Não foi fácil e nem sempre será doce, mas estamos juntos, vivos, saudáveis e tocando em frente. Você é o cerne disso tudo, mãe.
Parabéns por todos estes anos de vida (não vou dizer quantos, né?)!!!
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Para Debbie
Não sei como e também não sei desde quando, ela se tornou uma das minhas melhores amigas. E ela foi uma das primeiras a saber das minhas gravidezes. Foi pra ela que eu contei quando um elefante branco estacionou na minha sala. Foi ela que ouviu grande parte dos meus desabafos chorosos. Foi ela que virou presença constante na minha casa, fosse pra bater papo, fosse pra dividir uma pizza, fosse só pra assistir ao capítulo final de uma novela... Ela vem me ouvindo diariamente, dividindo pesos, sonhos, contas, favores e a vida que a gente leva, desse jeito meio louco, meio torto, meio árido e difícil às vezes. Foi ela que me disse da morte dele antes mesmo que eu soubesse e eu neguei. Foi pra ela que eu confidenciei o quanto ficaria sozinha sem ele, ainda debruçada sobre o caixão. Ela esteve presente em todo meu janeiro trágico, no meu fevereiro catatônico, no meu março despedaçado, no meu abril despertando, no meu maio reveillon, no meu junho de sonhos, no julho viajando... Ela esteve presente quando agosto se fez um gosto e no setembro de chá de casa nova. Ela veio no apê novo antes de todo mundo e me deu força e achou lindo e me fez confiante de novo. Foi ela que passou mal comigo quando o novembro se fez trágico. E é pra ela que dezembro se abre como essa despedida de tudo de ruim que eu poderia viver.
Eu não tenho palavras para definir a amizade que eu devoto a ela, porque, para mim, ela já é uma parte muito grande do que eu sou. Eu espero corresponder à altura tudo que ela representa. Da mesma forma, não quero nunca ter de ser pra ela o que ela foi pra mim neste 2010 de provações. Sei que não há mais como separar o que esses dezoito anos promoveram na gente, você pode até ir para as terras estrangeiras, mas não vai deixar de ser a minha Debbie de todos os dias, nem a Tia Bebe dos meus pequenos. No dia em que você comemora mais um ano, minha amiga, eu só poderia te dar aquilo que eu sei, aquilo que eu sinto, aquilo que há aqui dentro, porque depois de tudo que vivi, eu descobri que o melhor presente de todos é a presença na vida. Estou aqui com e para você sempre!
Te amo, Debbie! Feliz Aniversário!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dividindo

Tudo que havia de mais importante no mundo inteiro estava atrás daquela mesa, ontem. Tudo que eu mais amo na minha vida simplória, todos aqueles que me fazem sorrir a cada dia, aqueles que fazem meu coração bater acelerado e se dissolver, aqueles que deram um sentido único à minha vida, aqueles que transformaram a minha relação com o mundo.
Nestes momentos é que eu percebo com clareza que tenho realmente uma vida PERFEITA, motivo pelo qual lamentações não têm lugar.
(Festa de aniversário do Thomás - 14/10/2009)
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Aniversário
Alguém que nasceu numa sexta-feira 13 em agosto (não vou dizer o ano que posso até me comprometer, porque ela é minha amiga de escola), e achar que isso é bom agouro, só pode merecer tudo de bom nessa vida.
Parabéns, Stéphane!!!
Parabéns, Stéphane!!!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Aniversário
Quando eu era criança, eu achava que uma pessoa de 27 anos, já tinha quase 30 e, portanto, era uma pessoa de meia idade. Uma velha!
Quando eu era criança, eu achava que devia ser muito legal ter 27 anos e poder morar sozinha, ter seu próprio carro e seu próprio dinheiro.
Quando eu era criança, eu achava que meu 27º aniversário ainda demoraria um século pra acontecer, mas ele já chegou, É AMANHÃ!
Descubro que, aos 27 anos, não vivi nem metade da vida que tenho por viver, não moro (nem morei e, muito provavelmente, não vou morar) sozinha e, pior de tudo, eu ainda nem consegui deixar de ser criança!
Quando eu era criança, eu achava que devia ser muito legal ter 27 anos e poder morar sozinha, ter seu próprio carro e seu próprio dinheiro.
Quando eu era criança, eu achava que meu 27º aniversário ainda demoraria um século pra acontecer, mas ele já chegou, É AMANHÃ!
Descubro que, aos 27 anos, não vivi nem metade da vida que tenho por viver, não moro (nem morei e, muito provavelmente, não vou morar) sozinha e, pior de tudo, eu ainda nem consegui deixar de ser criança!
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