É um novo ciclo, uma nova fase. É recomeçar a vida, em outro canto, em outro ambiente. É não tê-lo por perto, é não contar com a resolutividade dele, é não dividir as questões práticas quotidianas nem as existenciais com ele. É não ter com quem divagar à noite, é não ter um ombro em que se encaixar, é não ter mais nem as lembranças pelos vãos. É ter a vida inteira pela frente sem ele. É poder escolher tudo sozinha e precisar da opinião dele. É poder dormir esparramada e sentir falta do esprimidinho. É poder espalhar todas as minhas coisas pelo closet e querer brigar por espaço com ele. É colocar pastilhas vermelhas no banheiro e não ter ele por perto dizendo que tá tudo muito feminino. É não ter ideia do que é caro e do que é barato em se tratando de materiais de construção e profissionais. É não ter, não saber e ficar com essa sensação de que eu me perdi dentro da minha própria história.
Mesmo assim, eu tô lá, arrumando a casa, comprando móveis, pagando gesseiro-marceneiro-pedreiro-eletricista, assumindo tudo. É claro que saltam uns cabelos brancos, rói-se umas unhas, sente-se um frio na barriga com medo de não dar conta de tudo e raiva, muitas vezes, da falta de profissionalismo, da demora na entrega, da confusão de todo dia. Mas eu sei que ao final, vou sair de tudo isso mais em pé que entrei e aí, é preparar o coração para D. Felicidade fazer morada.
* Post inspirado na música: Tão sonhada - Banda Eva
Arrumei a casa, preparei o coração,
Esperando sua chegada, tão sonhada.
Vesti o melhor sorriso, espalhei pelo chão
o perfume da rosa mais enfeitada
Pra te colorir e te cobrir de bem querer!
Tá faltando você pra ficar perfeito.
Aprendi a amar, assim do seu jeito
E aceito ser seu e viver esse amor
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
A dor dos outros em mim
Eu não sei ser indiferente à dor, nem à dor física nem à psíquica, nem à minha nem à de outrem. Porém, é certo que me causa mais sofrimento ainda ver a dor naqueles que quero bem. Dá vontade de espremer o corpo do outro como que para fazer pingar o que dói. Dá vontade de pegar com as mãos e colocar para dentro de si. Dá vontade de ter os poderes daquele negão do filme "À espera de um milagre", sabe? Toca na pessoa e suga as doenças, as dores para si. Ver alguém de quem eu gosto sofrer, me causa um sofrimento insuportável. Depois do que passei desde o janeiro trágico, eu tenho achado que eu aguento qualquer tranco - desde que não mexam com nem atinjam os pequenos - e aí eu fico querendo absorver a dor do mundo em mim. Eu sei, é um peso muito maior do que sou capaz, é um passo muito maior que as pernas e cada ser carrega em si a força, a habilidade e a dor que é capaz de suportar. Eu não posso sofrer pelos outros, mas que eu queria, em relação a algumas pessoas, eu queria.
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Pode tomar assento.
Ver o apartamento vazio, ver o nada que ficou lá dentro, var a voz ecoando em cada cômodo é perceber a dura realidade de que o comercial de margarina definitivamente acabou. Tudo que fomos nós aconteceu ali. Todas as noites e todos os dias. Tudo que vivemos estava lá dentro daquelas paredes. Não posso me esconder da dor de ver tudo de melhor que eu tive na vida terminando. Não posso me esquivar de encarar a realidade de que é um sem jeito. Eu tenho que seguir e essa é a minha única opção. Seguir, olhar pra frente, viver e abrir a porta para ela, que vem batendo insistentemente. Deixar entrar, deixar se estabelecer, deixar que eu veja a vida sob essa perspectiva. Ela me diz que há muita coisa boa esperando por mim, ela me diz que é só permitir, é só me deixar levar... Eu não sei me deixar levar, mas eu escolho abrir a porta: Entre, D. Felicidade, e pode tomar assento!
domingo, 26 de setembro de 2010
Notícias do caos
Isso aqui não é um diário, nem é uma obrigação. Eu escrevo quando sinto demais. Eu escrevo quando é preciso esvaziar alguns pensamentos que me transbordam. Eu escrevo mesmo pra esvaziar e secar, já disse isso mil vezes. Tem muita coisa acontecendo aqui dentro. Um liquidificador de sentimentos batidos e misturados. Milk shake! Lágrimas e sorrisos. Saudade e alegria. Tristeza e esperança. E muitas outras coisas que não consigo descrever porque nem tive tempo para parar e refletir.
Fato é que a mudança foi e eu me tornei homeless. No apê velho, vazio. No apê novo, bagunça e obra. Tô na casa dos meus pais e devo permanecer aqui com meus pequenos por mais duas ou três semanas. Doida pra colocar logo as coisas no lugar. Pensem aí: semana que vem é a eleição e eu não faço nem ideia de em que caixa foi parar meu título de eleitor (e agora é obrigatório levar, né?). Eu tenho que levar uns documentos para um banco e não faço nem ideia onde está a caixa em que os guardei! Eu quero baixar as fotos que eu bati do apê novo, até para mostrar pra vocês, e não sei cadê o cabo da máquina!
Então, peço para aqueles que rezam, que rezem; aqueles que oram, que orem; para aqueles que torcem, que torçam; para os que mandam energias positivas, que mandem para que tudo se resolva o mais rapidamente possível; que o marceneiro, o gesseiro, o pedreiro, o eletricista se compadeçam da minha situação e agilizem seus próprios serviços e que o dinheiro multiplique, meu povo. É isso! Aqui o caos se instaurou, mas eu sei que é a felicidade batendo na porta. TEM QUE SER!
Fato é que a mudança foi e eu me tornei homeless. No apê velho, vazio. No apê novo, bagunça e obra. Tô na casa dos meus pais e devo permanecer aqui com meus pequenos por mais duas ou três semanas. Doida pra colocar logo as coisas no lugar. Pensem aí: semana que vem é a eleição e eu não faço nem ideia de em que caixa foi parar meu título de eleitor (e agora é obrigatório levar, né?). Eu tenho que levar uns documentos para um banco e não faço nem ideia onde está a caixa em que os guardei! Eu quero baixar as fotos que eu bati do apê novo, até para mostrar pra vocês, e não sei cadê o cabo da máquina!
Então, peço para aqueles que rezam, que rezem; aqueles que oram, que orem; para aqueles que torcem, que torçam; para os que mandam energias positivas, que mandem para que tudo se resolva o mais rapidamente possível; que o marceneiro, o gesseiro, o pedreiro, o eletricista se compadeçam da minha situação e agilizem seus próprios serviços e que o dinheiro multiplique, meu povo. É isso! Aqui o caos se instaurou, mas eu sei que é a felicidade batendo na porta. TEM QUE SER!
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
A horta
Com as sementes semeadas, com a terra adubada, mas sem agrotóxicos. Aliás, sem qualquer tóxico. Porque aqui a lavoura é orgânica, sabe? À moda antiga, se planta e se colhe. No tempo que leva, sem fertilizantes, sem conservantes, sem produtos pra inchar os alimentos e dar a eles cores mais brilhantes. Aqui, se espera o tempo certo para as coisas acontecerem. Aqui se prepara a terra e se deixa brotar as sementes. Com sol e com chuva. Aqui há preocupação com o meio ambiente e com o solo em que se planta, com o mundo ao redor. O lucro não é o objetivo principal, mas o prazer de ver a natureza agir, sim. Assim, teremos alimentos naturais e saborosos. É o que se espera. Tudo que o agricultor podia fazer foi feito. Agora é espera que chova o tanto certo e que essa chuva nunca seja ácida.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Ansiedade
E aí que dá frio na barriga, dá medo, dá ansiedade, dá vontade de roer a unhas (que estão enoooormes, descascadas e cheia de cutículas), dá vontade de que chegue logo, dá vontade de esperar mais um pouquinho, dá vontade de pular etapas e saborear cada pequeno passo, dá vontade de sair correndo de e para, ao mesmo tempo. Não consigo explicar direito as sensações, só sei senti-las e ficar completamente desnorteada por conta delas. Não sei quanto tempo vai durar, mas espero ver tudo se acalmar aqui dentro em breve.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
I'm looking back on yesterday
Ouça aqui
I just can't believe you're gone
Still waiting for morning to come
Wanna see if the sun will rise
Even without you by my side
When we have so much in store
Tell me what is it I'm reaching for
When we're through building memories
I'll hold yesterday in my heart
In my heart
They can take tomorrow and the plans we made
They can take the music that we'll never play
All the broken dreams, take everything
Just take it away, but they can never have yesterday
They can take the future that we'll never know
They can take the places that we said we would go
All the broken dreams, take everything
Just take it away, but they can never have yesterday
You always used to say
I should be thankful for every day
Heaven knows what the future holds, or least how the story goes
But I never believed them till now
I know I'll see you again I'm sure
No, it's not selfish to ask for more
One more night, one more day, one more smile on your face
But they can't take yesterday
They can take tomorrow and the plans we made
They can take the music that we'll never play
All the broken dreams, take everything
Just take it away, but they can never have yesterday
They can take the future that we'll never know
They can take the places that we said we would go
All the broken dreams, take everything
Just take it away, but they can never have yesterday
I thought our days would last forever
(But it wasn't our destiny)
'Cause in my mind we had so much time
But I was so wrong
Now I can believe that
I can still find the strength in the moments we made
I'm looking back on yesterday
Cartas para você XIX
Thi,
Oito meses se passaram. Oito meses sem você. Eu ainda me lembro do desarranjo daquele dia de janeiro, da sensação de não ter absolutamente nada sob os pés, de perder a noção da gravidade, do tempo, do espaço. Lembro-me de que perdi minha paz. Lembro-me do meu desconsolo e das lágrimas silenciosas que inundaram nosso colchão nas madrugadas. Lembro-me de abafar os gritos na toalha, com a porta do banheiro fechada para os pequenos não ouvirem. Lembro-me de sentir necessidade de escrever e de reler e de reviver para passar a dor. Lembro-me da quase convicção de que minha vida terminara naquela curva. Lembro-me da quase certeza absoluta de que melhor seria se tivesse acontecido comigo. Lembro-me do medo ser tão grande, do desespero ser tão absurdo que me fizeram pensar em suicídio. Lembro-me de querer me esconder debaixo das cobertas e não me levantar pra nada. Lembro-me de achar que o mundo tinha perdido a cor, que a comida não tinha sabor, que bares não tinham a menor graça. Lembro-me de um peso terrível nas costas, da sensação de fundo do poço, de naufrágio, de que puxaram meu tapete. Lembro-me de acordar e dormir com olhos inchados e de viver cada dia como se tateasse no escuro o caminho. Lembro-me de achar que eu não fosse dar conta, que a vida seria um fardo, que o mundo era um lugar injusto e cruel. Lembro-me de ter estabelecido marcos para as lágrimas caírem livremente, para a aliança sair do dedo, para viver o luto, para o sofrimento, para virar a página. A dor, já dizia o poeta, é inevitável, mas eu posso escolher parar de sofrer.
Desde o começo, eu disse que a mudança para o apartamento novo representaria o fim do luto. Eu falei disso na terapia, eu falei disso para os nossos, eu falei disso e corri para que isso acontecesse, para que desse tudo certo. Eu sei que teve muita gente segurando minha mão e me enchendo de carinho, de palavras de apoio e de ajuda prática. Eu não teria conseguido sem eles, mozinho. Com certeza, não! Mas chegar à linha de chegada, ver o apartamento ganhar a cor, a decoração, os móveis que eu escolhi sem você e desmontar o nosso lar tem sido uma experiência dúbia, um surto bipolar. Ao mesmo tempo que me sinto radiante e plena por ter feito isso acontecer, eu me sinto pesada por abandonar a vida feliz que vivemos aqui. São lágrimas de felicidade e de saudade que banham meu rosto, Thi. Você me entende? Eu não consigo controlar. É inevitável ver a nossa história terminar. É inevitável sentir esse pesar. E, por mais que eu saiba racionalmente que devo seguir em frente, parte de mim queria ficar, queria você. E eu vou empacotando tudo e repassando as imagens, eu vou lacrando as caixas e revivendo nossa vida, e em alguns dias, tudo ficará definitivamente no passado.
Mozinho, não sei mais o que fazer daqui pra frente. Pra que miragem eu devo correr agora? O que me espera nessa vida inteira pela frente sem você? O que é que eu faço agora dos meus dias, porque até aqui era um leão pra matar por dia, e daqui pra frente? Eu busco as respostas nos sorrisos dos pequenos e, eu não sei como vou fazer, como também não sei como consegui remar até aqui. A única certeza que eu possuo é de que a gente tem que ser feliz. Torce pra gente!
Ainda saudade. Ainda amor.
Moreninha
Oito meses se passaram. Oito meses sem você. Eu ainda me lembro do desarranjo daquele dia de janeiro, da sensação de não ter absolutamente nada sob os pés, de perder a noção da gravidade, do tempo, do espaço. Lembro-me de que perdi minha paz. Lembro-me do meu desconsolo e das lágrimas silenciosas que inundaram nosso colchão nas madrugadas. Lembro-me de abafar os gritos na toalha, com a porta do banheiro fechada para os pequenos não ouvirem. Lembro-me de sentir necessidade de escrever e de reler e de reviver para passar a dor. Lembro-me da quase convicção de que minha vida terminara naquela curva. Lembro-me da quase certeza absoluta de que melhor seria se tivesse acontecido comigo. Lembro-me do medo ser tão grande, do desespero ser tão absurdo que me fizeram pensar em suicídio. Lembro-me de querer me esconder debaixo das cobertas e não me levantar pra nada. Lembro-me de achar que o mundo tinha perdido a cor, que a comida não tinha sabor, que bares não tinham a menor graça. Lembro-me de um peso terrível nas costas, da sensação de fundo do poço, de naufrágio, de que puxaram meu tapete. Lembro-me de acordar e dormir com olhos inchados e de viver cada dia como se tateasse no escuro o caminho. Lembro-me de achar que eu não fosse dar conta, que a vida seria um fardo, que o mundo era um lugar injusto e cruel. Lembro-me de ter estabelecido marcos para as lágrimas caírem livremente, para a aliança sair do dedo, para viver o luto, para o sofrimento, para virar a página. A dor, já dizia o poeta, é inevitável, mas eu posso escolher parar de sofrer.
Desde o começo, eu disse que a mudança para o apartamento novo representaria o fim do luto. Eu falei disso na terapia, eu falei disso para os nossos, eu falei disso e corri para que isso acontecesse, para que desse tudo certo. Eu sei que teve muita gente segurando minha mão e me enchendo de carinho, de palavras de apoio e de ajuda prática. Eu não teria conseguido sem eles, mozinho. Com certeza, não! Mas chegar à linha de chegada, ver o apartamento ganhar a cor, a decoração, os móveis que eu escolhi sem você e desmontar o nosso lar tem sido uma experiência dúbia, um surto bipolar. Ao mesmo tempo que me sinto radiante e plena por ter feito isso acontecer, eu me sinto pesada por abandonar a vida feliz que vivemos aqui. São lágrimas de felicidade e de saudade que banham meu rosto, Thi. Você me entende? Eu não consigo controlar. É inevitável ver a nossa história terminar. É inevitável sentir esse pesar. E, por mais que eu saiba racionalmente que devo seguir em frente, parte de mim queria ficar, queria você. E eu vou empacotando tudo e repassando as imagens, eu vou lacrando as caixas e revivendo nossa vida, e em alguns dias, tudo ficará definitivamente no passado.
Mozinho, não sei mais o que fazer daqui pra frente. Pra que miragem eu devo correr agora? O que me espera nessa vida inteira pela frente sem você? O que é que eu faço agora dos meus dias, porque até aqui era um leão pra matar por dia, e daqui pra frente? Eu busco as respostas nos sorrisos dos pequenos e, eu não sei como vou fazer, como também não sei como consegui remar até aqui. A única certeza que eu possuo é de que a gente tem que ser feliz. Torce pra gente!
Ainda saudade. Ainda amor.
Moreninha
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Saudade - amor - amizade
8 meses sem. 8 meses de ausência. Agora que a mudança é, os sentimentos são dúbios aqui dentro. Vou para ser feliz. Deixo a maior felicidade que já vivi. E o que se há de fazer?
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Ontem foi um dia feliz, dia de festa, dia iluminado de amor, de energia positiva, de querer bem. Ontem o nosso grandão, aquele que me abraçou nos meus momentos de saudade e que me arrancou sorrisos nem sei quantas vezes, completou 4 anos. Se eu pudesse escolher a personalidade do meu filho, nem em sonho ele sairia tão perfeito, tão compreensivo, tão maduro, tão instingante. Eu jamais imaginiaria que viria uma coisinha esperta, questionadora e com um poder enternecedor e uma maturidade que me deixam boquiaberta. EU não tenho palavras para descrever essa ligação mãe-filho porque é um amor que ultrapassa minha compreensão. Eu só sei que é ali naqueles dois sorrisos que eu descubro meu rumo e para onde eu devo ir. É ali que eu aprendo a priorizar, a colocar os pés no chão. E é so por eles.
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Ontem foi o aniversário da companheira de viagem e da parceira na vida. Ontem foi o aniversário dela e eu nem pude comparecer à festa. Mas eu sei que ela me entende. Porque são anos nesse bem querer, nessa companhia. Quando alguém entra na nossa vida, a gente não sabe a que veio nem quanto tempo isso vai durar. Quando alguém entra na nossa vida, pode passar anos assim na periferia, antes de entrar no centro de sua atenção. Mas ainda bem que você entrou, Susu! Só digo uma coisa: nossos melhores momentos foram fora do território de jurisdição! PARABÉNS!!!
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Ontem foi um dia feliz, dia de festa, dia iluminado de amor, de energia positiva, de querer bem. Ontem o nosso grandão, aquele que me abraçou nos meus momentos de saudade e que me arrancou sorrisos nem sei quantas vezes, completou 4 anos. Se eu pudesse escolher a personalidade do meu filho, nem em sonho ele sairia tão perfeito, tão compreensivo, tão maduro, tão instingante. Eu jamais imaginiaria que viria uma coisinha esperta, questionadora e com um poder enternecedor e uma maturidade que me deixam boquiaberta. EU não tenho palavras para descrever essa ligação mãe-filho porque é um amor que ultrapassa minha compreensão. Eu só sei que é ali naqueles dois sorrisos que eu descubro meu rumo e para onde eu devo ir. É ali que eu aprendo a priorizar, a colocar os pés no chão. E é so por eles.
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Ontem foi o aniversário da companheira de viagem e da parceira na vida. Ontem foi o aniversário dela e eu nem pude comparecer à festa. Mas eu sei que ela me entende. Porque são anos nesse bem querer, nessa companhia. Quando alguém entra na nossa vida, a gente não sabe a que veio nem quanto tempo isso vai durar. Quando alguém entra na nossa vida, pode passar anos assim na periferia, antes de entrar no centro de sua atenção. Mas ainda bem que você entrou, Susu! Só digo uma coisa: nossos melhores momentos foram fora do território de jurisdição! PARABÉNS!!!
domingo, 19 de setembro de 2010
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