sábado, 7 de maio de 2011
Mamarazzi Week 4
Acordando ainda remelentos... Desculpem-me pela cara de Mortícia Adams.
Mamarazzi Week 3
Mamarazzi Week 2
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sexta-feira, 6 de maio de 2011
Mamarazzi Week 3
Presentes de Dia das Mães.
Chego em casa cansada, depois do dia inteiro fora e encontro os dois pequenos cheinhos de presentes. Cada um segura o que preparou na escola e eu com um colar presente da Vovó Paula.
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Mães
Recebi um email esses dias, com o ensejo do dia das mães, falando sobre a não propriedade sobre os filhos e que a maternidade é um ato de coragem. Efetivamente, a gente sempre diz que não são nossos, que são do mundo, que são de Deus. Efetivamente, a gente repete que quer criá-los independentes e fortes. Efetivamente, a gente sempre tenta fazer o melhor que pode, porque somos mães, porque queremos o melhor pra eles, porque eles são a razão das nossas vidas. Na prática, a coisa é bem diferente.
Muitas vezes a gente acha que tem poder sobre a vida deles, a gente acha que os nossos conselhos e a nossa experiência poderão privá-los de todo mal e de todo sofrimento e que isso, por si só, já seria motivo mais que suficiente para sermos ouvidos e obedecidas e respeitadas e queridas e recompensadas com uma velhice assistida. Infelizmente, não é assim que a banda toca. A vida reserva a cada pessoa dores e dissabores, tragédias pessoais e desafios. Nós somos apenas o colo, o ombro, a mão... Não poderemos jamais evitar que a dor e o sofrimento aconteçam também com eles. Né, mãe?
O nosso papel é torná-los fortes e resilientes, fazê-los guerreiros e lutadores, fazê-los encontrar motivos para sorrir até mesmo quando a vida não é perfeita e colorida e feliz. Nosso papel é ampará-los na dor e encorajá-los a seguir, a tentar de novo, a persistir até o acerto. Nosso papel é ser amiga, cais do porto mais seguro, certeza de conforto. Nosso papel é estar ao lado, não a frente, não atrás, não com dedos apontados, não com cobranças, não com expectativas inalcançáveis.
Estar ao lado do filho sempre, é saber que ele poderá, no seu caminho e no seu tempo, fazer escolhas diametralmente opostas àquelas que achamos mais corretas e mais convenientes. Prova de amor é apoiá-lo ainda assim. Ser mãe é entender que a coisa mais importante no seu mundo inteiro pode um dia ter rusgas, opiniões contrárias, vontades que não se coadunam nem um pouco com o projeto de vida que se sonhou para o filho durante toda a gestação, durante toda a vida. Ser mãe é perdoá-lo, aceitá-lo, confortá-lo e dar todo o suporte ainda assim.
Ser mãe é entender que esse amor mais altruísta, mais entrega, mais devoção, mais sem retorno, mais apaixonado de todos, pode perdoar muito, pode aceitar tudo, pode entender o que é incompreensível, pode perceber o que está mais escondido no porão mais profundo, pode proteger e pode ser ainda muito maior quando necessário. Ser mãe é estar pronta para tudo e entregar o filho para a vida como quem entrega toda a riqueza para o ladrão, porque é certo que ela causará algum mal, mas também é certo que estaremos logo ali com todo o nosso bem querer.
Enquanto eles não crescem, meninas, a gente vai vivendo nosso pequeno conto de fadas diário.
FELIZ DIA DAS MÃES!
OBRIGADA POR TUDO, MÃE!
Muitas vezes a gente acha que tem poder sobre a vida deles, a gente acha que os nossos conselhos e a nossa experiência poderão privá-los de todo mal e de todo sofrimento e que isso, por si só, já seria motivo mais que suficiente para sermos ouvidos e obedecidas e respeitadas e queridas e recompensadas com uma velhice assistida. Infelizmente, não é assim que a banda toca. A vida reserva a cada pessoa dores e dissabores, tragédias pessoais e desafios. Nós somos apenas o colo, o ombro, a mão... Não poderemos jamais evitar que a dor e o sofrimento aconteçam também com eles. Né, mãe?
O nosso papel é torná-los fortes e resilientes, fazê-los guerreiros e lutadores, fazê-los encontrar motivos para sorrir até mesmo quando a vida não é perfeita e colorida e feliz. Nosso papel é ampará-los na dor e encorajá-los a seguir, a tentar de novo, a persistir até o acerto. Nosso papel é ser amiga, cais do porto mais seguro, certeza de conforto. Nosso papel é estar ao lado, não a frente, não atrás, não com dedos apontados, não com cobranças, não com expectativas inalcançáveis.
Estar ao lado do filho sempre, é saber que ele poderá, no seu caminho e no seu tempo, fazer escolhas diametralmente opostas àquelas que achamos mais corretas e mais convenientes. Prova de amor é apoiá-lo ainda assim. Ser mãe é entender que a coisa mais importante no seu mundo inteiro pode um dia ter rusgas, opiniões contrárias, vontades que não se coadunam nem um pouco com o projeto de vida que se sonhou para o filho durante toda a gestação, durante toda a vida. Ser mãe é perdoá-lo, aceitá-lo, confortá-lo e dar todo o suporte ainda assim.
Ser mãe é entender que esse amor mais altruísta, mais entrega, mais devoção, mais sem retorno, mais apaixonado de todos, pode perdoar muito, pode aceitar tudo, pode entender o que é incompreensível, pode perceber o que está mais escondido no porão mais profundo, pode proteger e pode ser ainda muito maior quando necessário. Ser mãe é estar pronta para tudo e entregar o filho para a vida como quem entrega toda a riqueza para o ladrão, porque é certo que ela causará algum mal, mas também é certo que estaremos logo ali com todo o nosso bem querer.
Enquanto eles não crescem, meninas, a gente vai vivendo nosso pequeno conto de fadas diário.
FELIZ DIA DAS MÃES!
OBRIGADA POR TUDO, MÃE!
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quinta-feira, 5 de maio de 2011
Mamarazzi week 2
Eu, Matheus e Thomás
A gente na festinha da escola do grandão. Ele fantasiado de Aladin (coisa mais linda, meu Deus!). Vocês precisavam ver ele dançando tudo beeeeem certinho. Matou a mãe de orgulho!
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Manda essa cavalaria
Há tempos não escrevo sobre isso e minha aversão por religiões pode dar a alguns a impressão de que sou atéia ou algo assim. Que desprezo filosofias orientais e supertições. Declaro aqui: não é verdade. Já tentei ser atéia, na época da faculdade, porque chega mais ou menos essa época da vida a gente acha que é científico e esclarecido ser ateu. Quando tentei dar as costas a tudo e ser atéia, descobrir que não acreditar na existência de deus é fichinha. Deus é a parte mais simples. O problema é olhar para o mundo e achar que ele nos é indiferente, que cada coisa é resultado imediato apenas do que é lógico, aceitar as coisas tais como as vemos. Aí descobri que não sou e nunca poderia ser atéia. O meu mundo tem causas e efeitos desconhecidos, ele conspira em direções que eu não entendo. Tenho que me reconhecer como uma pessoa mística - a não ser que vocês ateus possam acreditar em feng shui.
(From: Caminhante diurno - link ao lado)
E aí, faz tempo que eu vinha pensando sobre as minhas concepções religiosas e sobre fé. Há tempos as coisas andavam meio confusas na minha cabeça. Ao mesmo tempo que existe em mim um lado prático, pragmático, racional e cético, eu descubro ser muito doloroso pensar como eu sempre pensei e não acreditar em nada. Era muito fácil dizer que não acreditava em vida após a morte quando não batia no meu peito essa esperança de que alguém estivesse do lado de lá. Era muito fácil dizer não haver um deus, nem alguém tomando conta de tudo, quando eu não precisava ter essa fé de que alguém que eu amei estivesse sendo bem cuidado em outro lugar, num plano não-físico. Era muito fácil não ter fé, não crer, não rezar, quando não havia essa dor.
Agora as coisas mudaram um pouco de figura. Continuo absolutamente aversa a todas as religiões. Pelo menos, àquelas com que tive o mínimo contato. Não consigo engolir o sapo da pregação de que aquilo que cada uma acha certo ser o único caminho, a única verdade. Continuo resistente a muitos conceitos e muitos estigmas, que, para mim, se revestem de moralidade frágil e preconceitos e machismo. Fato é que não consigo mais pensar em mim como uma pessoa que não crê em nada (pode chorar de felicidade, mãe!).
Sinto-me mais ou menos como descrito pela "Caminhante". Sinto que nem tudo está equilibrado sobre um argumento lógico irretorquível. Sinto que não consigo conceber argumentos plausíveis para tudo. Sinto que tem coisas que estão muito além daquilo que somos capazes de perceber, entender, assimilar. Sinto que existem certos arranjos que a inteligência humana simplesmente não alcança. Eu não alcanço. Sinto que a vida toma direções estranhas e até inverossímeis se analisadas apenas pela ótica da razão. E, diante dessa verdade que me salta aos olhos, eu envergo a cabeça e passo a acreditar na máxima que diz que há mais coisas entre o céu e a terra do que julga a nossa vã filosofia.
Eu não sei direito o que é, nem como isso aconteceu dentro de mim. Eu nem quero me aprofundar muito nesse assunto, nem ando pesquisando sobre religiões para escolher uma para mim. Eu não sei em que pé estou em relação a tudo isso. Eu não sei explicar em que matiz de cor, variando entre a beata e a atéia, eu estou nesse momento. Eu sei que não estou nos extremos. Sinto que essa transformação aconteceu em mim e, depois do texto colado acima, eu precisei refletir um pouco mais. É só isso.
"Eu cansei de ser assim
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou
Ver, por onde você for
Cansei de procurar
Não posso mais te dar
O pouco que sobrou
Carrego seu amor
Até não conseguir
Mas hoje eu me senti
Dobrando devagar
Tentei chorar
O seu perdão
Mas não ouvi
Sinal, será?
Isso é o meu mal
Deus, proteja um filho teu
Não deixa o mal ganhar
Por onde se esconder
Enquanto o céu tá aí
E a chave não abriu
E a estrada se acabou
E a ponte não achou
Pra lá desse lugar
Eu vou tentar
Por mais um dia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou"
(O pouco que sobrou - Marcelo Camelo)
Não posso mais levar
Se tudo é tão ruim
Por onde eu devo ir?
A vida vai seguir
Ninguém vai reparar
Aqui neste lugar
Eu acho que acabou
Mas vou cantar
Pra não cair
Fingindo ser alguém
Que vive assim de bem
Eu não sei por onde foi
Só resta eu me entregar
Cansei de procurar
O pouco que sobrou
Eu tinha algum amor
Eu era bem melhor
Mas tudo deu um nó
E a vida se perdeu
Se existe Deus em agonia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou
Ver, por onde você for
Cansei de procurar
Não posso mais te dar
O pouco que sobrou
Carrego seu amor
Até não conseguir
Mas hoje eu me senti
Dobrando devagar
Tentei chorar
O seu perdão
Mas não ouvi
Sinal, será?
Isso é o meu mal
Deus, proteja um filho teu
Não deixa o mal ganhar
Por onde se esconder
Enquanto o céu tá aí
E a chave não abriu
E a estrada se acabou
E a ponte não achou
Pra lá desse lugar
Eu vou tentar
Por mais um dia
Manda essa cavalaria
Que hoje a fé
Me abandonou"
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
Mamarazzi week
Porque um pedido da Mirys é uma ordem. Lá vamos nós pra Mamarazzi week. Na foto, Thomás, eu e Matheus, na apresentação para o Dia das Mães da turma do pequeno menor. Sorrisos mais lindos.
PS: Tá, eu sei que a gente tá começando atrasado, mas pode, num pode?
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segunda-feira, 2 de maio de 2011
Aceitando convites
Eu fui convidada e atendi o chamado com honra e lisonja. Resumi em algumas linhas a história da minha vida para o blog da Camila Góes e deu nisso que vocês podem ver por lá, a história é mais do mesmo, mas o texto é inédito. Corram!!!!
Entre quatro paredes recebe Marcele Alencar
Entre quatro paredes recebe Marcele Alencar
Sobre feridas magoadas
Com as alegrias e tristezas, com os sorrisos e as lágrimas, com as paixões e os desamores que vivi, eu descobri que pouco do que sentimos tem a ver com escolha pessoal. A gente não tem controle sobre quase nada no que pertine aos sentimentos. A gente não escolhe por quem vai se apaixonar e não há razão lógica alguma. Não é porque é alto, bonito, ombros largos e mãos fortes; não é porque é doce, delicado, educado e gentil; não é porque sabe dirigir bem e cantar afinadinho baixinho ao pé do ouvido... É porque é aquela pessoa, é o jeito dela, o cheiro dela, o beijo dela e fim. Ninguém mais no mundo olha nos seus olhos daquele jeito e pronto, isso basta.
A gente também não escolhe quem serão nossos melhores amigos. É uma empatia que nasce quase instantânea e recíprocamente e cresce e vira rotina, vira bem querer, vira amor. A pessoa estava lá quando você furou o pneu do carro às 18h, antes da prova final daquela cadeira da faculdade. A pessoa estava lá quando você terminou aquele namoro de anos e as lágrimas pareciam não ter fim. Estava lá também quando você e aquele alguém especial fizeram juras de amor na frente de um juiz de paz. Estava lá quando seu filho nasceu, segurou sua mão, comprou revistas, brindou na maternidade com pessoas queridas. A pessoa estava lá com ombros, mãos, braços, abraços, dinheiro, carro, lexotan e o que mais fosse preciso quando o pior de todos os momentos aconteceu. E esteve, está e estará sempre.
Acontece, vezenquando, das pessoas sumirem das nossas vidas. Em se tratando de amor, é difícil, dói tanto, faz caquinhos do coração... Entra-se num período de luto pelo fim da relação. E eu, particularmente, acho que um ex-amor pode virar, sim, perfeitamente, uma linda amizade. Em se tratando de amizade, na maior parte das vezes, não é nada, é um distanciamento temporário, é um afastamento com prazo de validade. Porque quando a gente quer bem a alguém, a gente sabe que longos períodos de silêncio servem apenas para alongar conversas futuras. A não ser que. E é esse o ponto que eu queria falar. A não ser que haja feridas que não foram tratadas e nem cicatrizadas.
E as feridas, minha gente, podem gangrenar e apodrecer qualquer relação, por mais amor que exista, por maior que seja a consideração, por mais que seja longa e duradoura a relação. As feridas mais profundas necessitam de tratamento intensivo e cauteloso, vigília constante e antibióticos potentes. As feridas são as únicas capazes de desatar laço por laço, de dizimar o bem querer, de exterminar a reciprocidade de qualquer relação. As feridas, se não tratadas e cuidadas com carinho e afeto, podem fazer nascer desdém onde antes existia amor; fazer brotar incredulidade onde antes havia confiança; fazer crescer indiferença no mesmo coração que nutriu todo o bem querer. A gente não tem poder sobre aquilo que sente e quando alguém nos fere, o que nos resta a fazer é informar que doeu. Uma vez informado, espera-se pela capacidade do outro de entendimento e percepção do mal causado.
Não sei até que ponto é possível cicatrizar o que foi ferido por objeto perfuro-cortante pronfundo demais. Também não sei se as feridas antigas realmente se fecham. De todo modo, eu SEI que a gente não tem controle sobre o que sente e sei (espero) também que resta uma enorme cicatriz no depois.
A gente também não escolhe quem serão nossos melhores amigos. É uma empatia que nasce quase instantânea e recíprocamente e cresce e vira rotina, vira bem querer, vira amor. A pessoa estava lá quando você furou o pneu do carro às 18h, antes da prova final daquela cadeira da faculdade. A pessoa estava lá quando você terminou aquele namoro de anos e as lágrimas pareciam não ter fim. Estava lá também quando você e aquele alguém especial fizeram juras de amor na frente de um juiz de paz. Estava lá quando seu filho nasceu, segurou sua mão, comprou revistas, brindou na maternidade com pessoas queridas. A pessoa estava lá com ombros, mãos, braços, abraços, dinheiro, carro, lexotan e o que mais fosse preciso quando o pior de todos os momentos aconteceu. E esteve, está e estará sempre.
Acontece, vezenquando, das pessoas sumirem das nossas vidas. Em se tratando de amor, é difícil, dói tanto, faz caquinhos do coração... Entra-se num período de luto pelo fim da relação. E eu, particularmente, acho que um ex-amor pode virar, sim, perfeitamente, uma linda amizade. Em se tratando de amizade, na maior parte das vezes, não é nada, é um distanciamento temporário, é um afastamento com prazo de validade. Porque quando a gente quer bem a alguém, a gente sabe que longos períodos de silêncio servem apenas para alongar conversas futuras. A não ser que. E é esse o ponto que eu queria falar. A não ser que haja feridas que não foram tratadas e nem cicatrizadas.
E as feridas, minha gente, podem gangrenar e apodrecer qualquer relação, por mais amor que exista, por maior que seja a consideração, por mais que seja longa e duradoura a relação. As feridas mais profundas necessitam de tratamento intensivo e cauteloso, vigília constante e antibióticos potentes. As feridas são as únicas capazes de desatar laço por laço, de dizimar o bem querer, de exterminar a reciprocidade de qualquer relação. As feridas, se não tratadas e cuidadas com carinho e afeto, podem fazer nascer desdém onde antes existia amor; fazer brotar incredulidade onde antes havia confiança; fazer crescer indiferença no mesmo coração que nutriu todo o bem querer. A gente não tem poder sobre aquilo que sente e quando alguém nos fere, o que nos resta a fazer é informar que doeu. Uma vez informado, espera-se pela capacidade do outro de entendimento e percepção do mal causado.
Não sei até que ponto é possível cicatrizar o que foi ferido por objeto perfuro-cortante pronfundo demais. Também não sei se as feridas antigas realmente se fecham. De todo modo, eu SEI que a gente não tem controle sobre o que sente e sei (espero) também que resta uma enorme cicatriz no depois.
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domingo, 1 de maio de 2011
Nova série: Rindo com a minha mãe I
Eu: Mãe, acho que não vou mais comemorar meu aniversário com a feijoada que eu tava pensando, gastei demais aqui em SP...
Mãe: Mas tu comprou alguma coisa pra mim?
Eu: Mãe, eu comprei presentes pra mim de Dia das Mães/Aniversário/Aniversário de Casamento/Dia dos namorados. Até ganhei desconto na Shoestock porque era o meu mês de aniversário...
Mãe: Você tá precisando de psicoterapia mesmo...
Eu: Para controlar meus impulsos consumistas?
Mãe: Não... Para aplacar a tristeza nada melhor que um bom shopping.
(Mãe compreensiva é isso!)
Mãe: Mas tu comprou alguma coisa pra mim?
Eu: Mãe, eu comprei presentes pra mim de Dia das Mães/Aniversário/Aniversário de Casamento/Dia dos namorados. Até ganhei desconto na Shoestock porque era o meu mês de aniversário...
Mãe: Você tá precisando de psicoterapia mesmo...
Eu: Para controlar meus impulsos consumistas?
Mãe: Não... Para aplacar a tristeza nada melhor que um bom shopping.
(Mãe compreensiva é isso!)
Um café quente numa tarde fria
"E, fatalmente, vão se cruzar por aí. São tantas as esquinas. Vocês vão beber um café quente juntos, falar amenidades, sobre novos cortes de cabelo, você está bonita, e você mais maduro, como está sua mãe e tudo mais. Nos momentos de silêncio, baixarão o queixo, com medo de amarrar olhares e, talvez, voltar tudo aquilo outra vez. Mas vai ser só isso." (Gabito Nunes)
Mas, sabe, eu não queria que fosse só isso, eu não queria que fosse mais uma vez uma coisa qualquer, um encontro qualquer, com qualquer pessoa insignificante que era uma vez esteve ali... Eu não queria tratar isso como sou tentada a tratar: palavras frias e promessas vãs que jamais serão cumpridas. Eu queria acreditar de novo e sentir importante, sentir inigualável, sentir transcendental. Eu queria olhar e reconhecer, sem precisar falar nada, como foi um dia. Eu queria abraçar apertado como quem muito quer bem e só sabe expressar dessa forma. Eu queria ouvir sua risada calorosa me animar a alma novamente. Eu queria me sentir íntima, próxima, querida. Eu queria que fosse muito mais que um café quente numa tarde fria de final de abril. Eu queria que fosse perene. Eu queria que fosse verdade. Eu queria acreditar, mas ainda não dá. As feridas que se abriram em mim sangram e molham meu rosto e eu preciso de tratamento intensivo para recuperar o que foi destroçado. Quem sabe, um dia, seja só uma cicatriz. Quem sabe, um dia, a gente ria disso junto, levantando taças numa mesa de bar. Quem sabe, um dia, façamos piada desse inverno. Assim espero. Assim espero.
Mas, sabe, eu não queria que fosse só isso, eu não queria que fosse mais uma vez uma coisa qualquer, um encontro qualquer, com qualquer pessoa insignificante que era uma vez esteve ali... Eu não queria tratar isso como sou tentada a tratar: palavras frias e promessas vãs que jamais serão cumpridas. Eu queria acreditar de novo e sentir importante, sentir inigualável, sentir transcendental. Eu queria olhar e reconhecer, sem precisar falar nada, como foi um dia. Eu queria abraçar apertado como quem muito quer bem e só sabe expressar dessa forma. Eu queria ouvir sua risada calorosa me animar a alma novamente. Eu queria me sentir íntima, próxima, querida. Eu queria que fosse muito mais que um café quente numa tarde fria de final de abril. Eu queria que fosse perene. Eu queria que fosse verdade. Eu queria acreditar, mas ainda não dá. As feridas que se abriram em mim sangram e molham meu rosto e eu preciso de tratamento intensivo para recuperar o que foi destroçado. Quem sabe, um dia, seja só uma cicatriz. Quem sabe, um dia, a gente ria disso junto, levantando taças numa mesa de bar. Quem sabe, um dia, façamos piada desse inverno. Assim espero. Assim espero.
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