Entre os dias 31/12 e 01/01 não vai acontecer nada demais. Nada muito significativo, além de uma enorme quantidade de fogos estourados. As estrelas não se alinharam de maneira a permitir uma confluência cósmica de energia. Muito provavelmente não seremos os ganhadores da mega sena da virada. Não haverá significativas alterações na nossa vida nesse ritual de passagem. Você continuará sendo o que você é, usando as mesmas roupas, com o mesmo corte de cabelo, o mesmo emprego, o mesmo marido, a mesma família, a mesma quantidade de dinheiro e os mesmos sonhos e planos.
A diferença é totalmente interior, é totalmente subjetiva, é totalmente ficcional. O que muda com a virada do ano é só a força de vontade mesmo, como se a gente hibernasse e acordasse zerada para correr atrás daquilo que se quer. É certo que, no Brasil, essa corrida só começa efetivamente depois do Carnaval. Mas até lá dá tempo de chacoalhar as ideias e colocar a vida em seu devido lugar.
Então, que com esse recomeço possamos todos enfileirar nossos afazeres, priorizando o que merecer ser priorizado, amando o que merece ser amado e nos dedicando somente àquilo que nos traz prazer. Que sejamos todos mais felizes, na medida exata, que não nos imponha a cessação dos sonhos e a sensação de marasmo. Que sejamos bem sucedidos, mas sem ter certeza de que chegamos lá, com a noção de que há muito ainda por aprender. Que suportemos com a cabeça erguida e sem cortes profundos os solavancos e sopapos da vida, e que, no final de tudo, saibamos ter um olhar mais doce. Que vivamos cada dia de cada vez, sem sair atropelando os outros e seus espaços, seus caminhos. Que sejamos menos egoístas, menos egocêntricos, mas que mantenhamos o amor próprio, a auto-confiança, a auto-estima. Que controlemos a ansiedade, a angústia, a correria do dia-a-dia, a falta de tempo, e que aprendamos a aproveitar os momentos com os amigos, com os filhos, com o pais, com o seus. E que seja mesmo um reveillon, um despertar, um vislumbrar, um deslumbrar, um ano inteiro de sensações e conquistas. Que a esperança permaneça porque só depende da gente mesmo, de cada um, ser feliz.
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terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Para SM
"O amor é pura miragem"
(Caio Fernando Abreu - Onde andará Dulce Veiga? p.144)
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sábado, 26 de dezembro de 2009
Sempre Caio
Eu leio Caio Fernando Abreu sempre com um lápis na mão para marcar as melhores passagens. Ele nunca me deixa na mão:
"Cartas, santos, números, astros: eu queria afastar completamente essas coisas da minha vida. Queria o real, um real sem nada por trás além dele mesmo. Apenas mais fundo, mais indisfarçável, sem nenhum sentido outro que não aquele que se pudesse ver, tocar e cheirar como os cheiros, mesmo nauseantes, mas verdadeiros dos corredores do edifício. Eu estava farto do invisível"
(Onde Andará Dulce Veiga?)
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"Cartas, santos, números, astros: eu queria afastar completamente essas coisas da minha vida. Queria o real, um real sem nada por trás além dele mesmo. Apenas mais fundo, mais indisfarçável, sem nenhum sentido outro que não aquele que se pudesse ver, tocar e cheirar como os cheiros, mesmo nauseantes, mas verdadeiros dos corredores do edifício. Eu estava farto do invisível"
(Onde Andará Dulce Veiga?)
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Desejo
Se alguém me perguntar o que eu quero ganhar do Papai Noel, ou qual vai ser o meu pedido ao pular a sétima onda e ao devorar um prato de lentilhas, ou em que eu estarei pensando ao cuspir o último caroço da última uva ou ao fechar os olhos quando gritarem o UM da contagem regressiva da virada; eu terei a resposta mais fácil do mundo: EU SÓ QUERO SER FELIZ!
Eu sempre quis tão-somente isso: SER FE-LIZ!!! Assim, inteira, plena, serena... Não a felicidade perene e eterna do para sempre dos contos de fadas. Mas a felicidade normal, corriqueira, cotidiana, nas pequenas coisas. Eu quero ser feliz ainda que haja lágrimas e dores. Eu quero ser feliz ainda que eu sofra para chegar lá, ainda que haja um TSUNAMI (assim mesmo, em letras maiúsculas e garrafais), ainda que por um momento a vida pareça ladeira abaixo.
Eu quero ser feliz com reboliço, com friviões, com medo e até com angústia. Eu quero ser feliz na dúvida, na argumentação, na discórdia e no perigo. Eu quero ser feliz na solidão e na companhia. Eu quero ser feliz nas roupas, de pretinho básico ou vermelho esvoaçante, de minissaia ou biquini, sem nada. Eu quero ser feliz de sorrisão e de bico enjoado. Eu quero ser feliz com os olhos bem abertos e os dois pés atrás e de olhos fechados e me jogando no precipício. Eu quero ser feliz cautelosa e estabanada. Eu quero ser feliz orgulhosa de mim e triste com meus próprios sentimentos. Eu quero ser feliz com um, com dois e com três. Eu quero ser feliz advogada, mãe, mulher, esposa, estudante, amiga, filha, irmã, madrinha, cumadre, blogueira, colega. Eu SÓ quero ser feliz...
"Será que é pedir muito?"
(Roberta Sá - Belo e estranho dia para se ter alegria)
Eu sempre quis tão-somente isso: SER FE-LIZ!!! Assim, inteira, plena, serena... Não a felicidade perene e eterna do para sempre dos contos de fadas. Mas a felicidade normal, corriqueira, cotidiana, nas pequenas coisas. Eu quero ser feliz ainda que haja lágrimas e dores. Eu quero ser feliz ainda que eu sofra para chegar lá, ainda que haja um TSUNAMI (assim mesmo, em letras maiúsculas e garrafais), ainda que por um momento a vida pareça ladeira abaixo.
Eu quero ser feliz com reboliço, com friviões, com medo e até com angústia. Eu quero ser feliz na dúvida, na argumentação, na discórdia e no perigo. Eu quero ser feliz na solidão e na companhia. Eu quero ser feliz nas roupas, de pretinho básico ou vermelho esvoaçante, de minissaia ou biquini, sem nada. Eu quero ser feliz de sorrisão e de bico enjoado. Eu quero ser feliz com os olhos bem abertos e os dois pés atrás e de olhos fechados e me jogando no precipício. Eu quero ser feliz cautelosa e estabanada. Eu quero ser feliz orgulhosa de mim e triste com meus próprios sentimentos. Eu quero ser feliz com um, com dois e com três. Eu quero ser feliz advogada, mãe, mulher, esposa, estudante, amiga, filha, irmã, madrinha, cumadre, blogueira, colega. Eu SÓ quero ser feliz...
"Será que é pedir muito?"
(Roberta Sá - Belo e estranho dia para se ter alegria)
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Aprendendo
Alguém já disse que não há vitória sem suor e sem lágrimas. Alguém já disse que pra ser bem sucedido tem que dar muito duro, muito mesmo, tripla jornada. Alguém já disse que felicidade não tem nada a ver com merecimento mas com enxergar as coisas de um jeito melhor. Alguém já disse que os casais que permanecem juntos pela vida inteira são uma lição, não de paciência e resignação, mas de força de vontade e criatividade. Com isso tudo eu aprendi que é preciso ter força, mesmo quando a gente achar que não consegue ir além. É imprescindível investir tudo, e raspar o pote, mais ainda quando se achar que não se tem nada mais a dar. É de extrema importância acreditar que vai ser diferente quando não resta mais fé alguma. É essencial ir além, dar mais um passo e fazer que um dia corra em 24 horas, inspirando e expirando.
Ninguém me disse que seria fácil. Ninguém aprende como (con)viver na escola. Ninguém ensina a gente a superar as dores, os rancores, os traumas. Por isso, eu vou às cegas, tateando no escuro, dando com umas portas na cara, tropeçando em objetos não identidicados, tendo medo de cair num buraco negro e me perder de mim. Mas, ainda assim, eu vou em frente.
Ninguém me disse que seria fácil. Ninguém aprende como (con)viver na escola. Ninguém ensina a gente a superar as dores, os rancores, os traumas. Por isso, eu vou às cegas, tateando no escuro, dando com umas portas na cara, tropeçando em objetos não identidicados, tendo medo de cair num buraco negro e me perder de mim. Mas, ainda assim, eu vou em frente.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Correspondência Secreta
Enviado em 12/12/2009
De: SM Para: MA
Eu costumava ser o tipo de pessoa que acredita. Mas eu não sou mais. Eu não sei se isso é bom ou ruim e eu realmente não me importo. Eu não tive escolhas. Eu costumava acreditar em tudo. Contos de fadas, estrelas cadentes, desejos que a gente faz quando sopra as velas de um bolo de aniversário. Eu até acreditava no amor. Aquele amor que a gente vê nos filmes, cheio de promessas e sonhos, que nos faz suspirar. Mas agora, 27 anos e dois casamentos depois, eu simplesmente não acredito mais. Eu não acredito que ele exista. O que eu acredito é em pessoas que ficam juntas, apesar de tudo, por outras razões, mas não por amor. Elas ficam juntas pelas famílias, pelos filhos, por motivos financeiros, porque eles se sentem confortáveis com a vida que tem. Sem muitas aventuras, mas pelo menos, estabilidade. O que é triste é que eu não consigo ser feliz com isso. Eu quis tanto encontrar esse tipo de amor, esse tipo de magia e encanto que nada mais que vier se encaixa no papel. Todas as coisas meio-termo simplesmente me fazem sentir ainda mais sozinha, vazia, infeliz e frustrada. Eu desisti de muita coisa na vida indo atrás desse sonho, de um amor pra outro, e de novo e de novo, porque eu achava que, quando eu encontrasse esse maravilhoso amor verdadeiro, todas as outras coisas seriam perfeitas. Mesmo que não fossem. Elas simplesmente seriam o suficiente, porque eu teria a pessoa especial do meu lado e nada mais importaria. E agora que eu descobri que o que eu procurei a vida toda simplesmente não existe, como continuar a vida? Como seguir em frente sabendo que amor daqueles que de tão fortes fazem doer o peito tem curta data de validade e uma vez que ele acaba, morre pra sempre? E assim segue a vida. Sem respostas. Mas um dia de cada vez, cada um com a sua dor.
Enviado em 15/12/2009
De: MA Para: SM
Só agora tive tempo de escrever com calma. Só agora consigo organizar as ideias, desembaçar a vista. Quisera eu, minha amiga, ter uma resposta pronta pra te dar, um remédio para essa dor, um antídoto contra esse veneno. Mas não tenho e sofro a mesma dor que você. Porém, eu não dexei de acreditar no amor, não deixei de acreditar na força que esse sentimento tem, não deixei de acreditar que ele é capaz de nos fazer ir além, ir mais longe quando a gente tem certeza de que não suporta mais nem um passo. Concordo com você quando diz que foi empurrando a vida, pulando de um para outro em busca dO Amor. Todavia, eu acho que suas buscas não foram motivadas pelos seus desejos, mas induzidas por motivos circunstanciais, sem tempo de se adaptar às mudanças, sem tempo de pensar se era verdadeiro ou não. Com os olhos ainda marejados, você avistava um oásis no deserto e saia freneticamente em busca de alcançá-lo. Ao chegar nele, via que era apenas um coqueiro e desatava a chorar. Com os olhos novamente embaçados pelo pranto, avistava outro oásis e repetia tudo num círculo vicioso, do qual você não consegue se livrar. Foram as circunstâncias e a sua necessidade desesperada de encontrá-lo pra já que a impediram de encontrar, minha amiga. Acredite: ele existe. Em algum lugar, ele existe. E eu tenho certeza que é só uma questão de olhar para o lugar certo, manter a cabeça reta, a espinha ereta e o pulmão a respirar para você encontrar.
De: SM Para: MA
Eu costumava ser o tipo de pessoa que acredita. Mas eu não sou mais. Eu não sei se isso é bom ou ruim e eu realmente não me importo. Eu não tive escolhas. Eu costumava acreditar em tudo. Contos de fadas, estrelas cadentes, desejos que a gente faz quando sopra as velas de um bolo de aniversário. Eu até acreditava no amor. Aquele amor que a gente vê nos filmes, cheio de promessas e sonhos, que nos faz suspirar. Mas agora, 27 anos e dois casamentos depois, eu simplesmente não acredito mais. Eu não acredito que ele exista. O que eu acredito é em pessoas que ficam juntas, apesar de tudo, por outras razões, mas não por amor. Elas ficam juntas pelas famílias, pelos filhos, por motivos financeiros, porque eles se sentem confortáveis com a vida que tem. Sem muitas aventuras, mas pelo menos, estabilidade. O que é triste é que eu não consigo ser feliz com isso. Eu quis tanto encontrar esse tipo de amor, esse tipo de magia e encanto que nada mais que vier se encaixa no papel. Todas as coisas meio-termo simplesmente me fazem sentir ainda mais sozinha, vazia, infeliz e frustrada. Eu desisti de muita coisa na vida indo atrás desse sonho, de um amor pra outro, e de novo e de novo, porque eu achava que, quando eu encontrasse esse maravilhoso amor verdadeiro, todas as outras coisas seriam perfeitas. Mesmo que não fossem. Elas simplesmente seriam o suficiente, porque eu teria a pessoa especial do meu lado e nada mais importaria. E agora que eu descobri que o que eu procurei a vida toda simplesmente não existe, como continuar a vida? Como seguir em frente sabendo que amor daqueles que de tão fortes fazem doer o peito tem curta data de validade e uma vez que ele acaba, morre pra sempre? E assim segue a vida. Sem respostas. Mas um dia de cada vez, cada um com a sua dor.
Enviado em 15/12/2009
De: MA Para: SM
Só agora tive tempo de escrever com calma. Só agora consigo organizar as ideias, desembaçar a vista. Quisera eu, minha amiga, ter uma resposta pronta pra te dar, um remédio para essa dor, um antídoto contra esse veneno. Mas não tenho e sofro a mesma dor que você. Porém, eu não dexei de acreditar no amor, não deixei de acreditar na força que esse sentimento tem, não deixei de acreditar que ele é capaz de nos fazer ir além, ir mais longe quando a gente tem certeza de que não suporta mais nem um passo. Concordo com você quando diz que foi empurrando a vida, pulando de um para outro em busca dO Amor. Todavia, eu acho que suas buscas não foram motivadas pelos seus desejos, mas induzidas por motivos circunstanciais, sem tempo de se adaptar às mudanças, sem tempo de pensar se era verdadeiro ou não. Com os olhos ainda marejados, você avistava um oásis no deserto e saia freneticamente em busca de alcançá-lo. Ao chegar nele, via que era apenas um coqueiro e desatava a chorar. Com os olhos novamente embaçados pelo pranto, avistava outro oásis e repetia tudo num círculo vicioso, do qual você não consegue se livrar. Foram as circunstâncias e a sua necessidade desesperada de encontrá-lo pra já que a impediram de encontrar, minha amiga. Acredite: ele existe. Em algum lugar, ele existe. E eu tenho certeza que é só uma questão de olhar para o lugar certo, manter a cabeça reta, a espinha ereta e o pulmão a respirar para você encontrar.
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Com tudo a flutuar num rio
Foi com você que eu cheguei mais próximo da felicidade...
Foi com você que sorri os meus mais sinceros sorrisos...
Foi com você que construí meus sonhos mais palpáveis...
Foi com você que fiz os planos mais concretos...
Foi com você que eu desejei passar a vida toda...
Foi você que me fez me encantar pela rotina...
Foi você que me fez vibrar em noites insones...
Foi você que me tornou múltipla...
Foi você que me fez acreditar que pode dar certo...
Foi você que me fez confiar de novo no outro...
Foi você que me deixou acreditar que era perfeito...
Foi você que me fez crer que era pra sempre...
Foi você que me fez imaginar a velhice acompanhada...
Foi com você que supus ter tudo...
Foi com você que eu achei que tinha encontrado o melhor lugar do mundo...
Foi com você que eu imaginei ter construído um lar...
Agora, eu já não sei mais.
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar num rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
(Altar Particular - Maria Gadu)
Foi com você que sorri os meus mais sinceros sorrisos...
Foi com você que construí meus sonhos mais palpáveis...
Foi com você que fiz os planos mais concretos...
Foi com você que eu desejei passar a vida toda...
Foi você que me fez me encantar pela rotina...
Foi você que me fez vibrar em noites insones...
Foi você que me tornou múltipla...
Foi você que me fez acreditar que pode dar certo...
Foi você que me fez confiar de novo no outro...
Foi você que me deixou acreditar que era perfeito...
Foi você que me fez crer que era pra sempre...
Foi você que me fez imaginar a velhice acompanhada...
Foi com você que supus ter tudo...
Foi com você que eu achei que tinha encontrado o melhor lugar do mundo...
Foi com você que eu imaginei ter construído um lar...
Agora, eu já não sei mais.
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar num rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
(Altar Particular - Maria Gadu)
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Morrendo de orgulho
Quando os nossos ídolos passam a ler o que a gente escreve, não há resposta melhor, não há retorno maior. Olha só:
"Oi, Marcele
Rodando hoje pelo Google, vi uma referência sua a um soneto do "Desafio". É o "Soneto do amor nascendo", e você diz que é um poema que a define.
Então vim agradecer a doce satisfação que você me deu.
Um grande e grato abraço.
Pedro Lyra"
"Oi, Marcele
Rodando hoje pelo Google, vi uma referência sua a um soneto do "Desafio". É o "Soneto do amor nascendo", e você diz que é um poema que a define.
Então vim agradecer a doce satisfação que você me deu.
Um grande e grato abraço.
Pedro Lyra"
Assim caminhamos em frente. É como é possível, é como se pode fazer no momento. Seguimos em frente, um passo de cada vez. Convivemos com beijos sem gosto, com palavras vazias, com a trivial rotina, com as necessidades da casa e dos filhos, com as contas a pagar... Assim, a gente finge que é sem ser.
"Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz"
(Maria Gadu)
"Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz"
(Maria Gadu)
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Fato
Era tão melhor quando conversávamos por horas, descobrindo milhares de pontos em comum e pequenas coincidências. Era tão melhor quando queríamos apenas ficar juntos a qualquer preço, a despeito de. Era tão melhor quando a gente dava vazão aos sentimentos em palavras que pulavam pra fora da gente como se tivessem vida própria. Era tão melhor quando nós descobríamos embasbacados o quanto um representava pro outro. Era tão melhor quando prometíamos abraços intermináveis. Era tão melhor quando era prenúncio, promessa, instinto. Era tão melhor...
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