sábado, 26 de dezembro de 2009

Sempre Caio

Eu leio Caio Fernando Abreu sempre com um lápis na mão para marcar as melhores passagens. Ele nunca me deixa na mão:
 
"Cartas, santos, números, astros: eu queria afastar completamente essas coisas da minha vida. Queria o real, um real sem nada por trás além dele mesmo. Apenas mais fundo, mais indisfarçável, sem nenhum sentido outro que não aquele que se pudesse ver, tocar e cheirar como os cheiros, mesmo nauseantes, mas verdadeiros dos corredores do edifício. Eu estava farto do invisível"
(Onde Andará Dulce Veiga?)



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2 comentários:

Clara del Valle disse...

rs... eu leio com um giz de cera vermelho... tudo que me "agride" eu grifo...

meus livros de Caio F (de fodástico) não são tão vermelhitados, mas cada frase dele vale por umas 10 de outros escritores, né?

Cá Ponte disse...

e é tudo sempre muito real, que ele escreve...
tudo sempre "agride", como bem disse a Clara.