terça-feira, 17 de novembro de 2009

Mais uma da série faça-o-que-eu-digo

Lição de terça-feira: Não pense, não planeje, não programe, não preveja, não premedite, não tente antever o final, não sofra por antecipação, não antecipe os problemas, não seja ansiosa, não se adiante aos acontecimentos, não coloque a carroça na frente dos bois, enfim, não conte com o ovo no _ _ da galinha!

domingo, 15 de novembro de 2009

Antes de ser eu, sou mãe.

Antes de desejar qualquer coisa, satisfaço os seus desejos.
Antes de descansar como os justos, nino seu sono.
Antes de chorar meus problemas no travesseiro, seco suas lágrimas.
Antes de me alimentar, mato sua fome.
Antes de realizar meus sonhos, faço sua vida tranquila.
Antes de me perder em aventuras, sigo sua rotina.
Antes de pensar em mim, penso em voê.
Antes de agir por impulso, faço o que lhe é conveniente.
Antes de abrir a boca, penso em palavras doces para seus ouvidos.

E nessa busca constante por ser aquilo que você merece ter, muitas vezes me perco de mim e caminho sempre com o peso do medo de fazer algum mal, de deixar algum trauma encravado na sua alma. Tento, com as forças humanas que possuo, protegê-lo ao máximo, ainda que isso signifique me expor aos perigos e tormentas do mundo-cão. Ainda que me falte, ainda que eu deseje mais, ainda que eu sinta fome, o que importa é o seu mundo estar completo, meu filho.

(Porque o post anterior me inspirou)

sábado, 14 de novembro de 2009

Do blog para Francisco

Vestindo você.

Chego em casa com você nos meus braços e vou vesti-lo enquanto você dorme. O ritmo das minhas mãos pelo seu corpo canta um amor doído de tanto. Busco seus braços, pernas, pescoço e cabeça com um cuidado silencioso que vela o seu sono, enquanto o meu pensamento voa além da sua pele para chegar ao futuro – não sem antes passear pelo que ficou para trás. O que me dói agora não importa: sou mãe. E é um amor impensado e impensante que conduz meus braços a tomá-lo de novo em direção à cama. Na casa quieta, gritam os meus medos e buracos. Dói o fantasma da minha própria ausência. Embora às vezes eu sinta que já falto, sim, quando voo para longe com o que não dou conta. Quisera eu ser uma mãe plena de mim, sem o peso de tantos desejos, sem a sombra medrosa de nunca mais ter um gosto real de família. Visto você de sonhos e força. E o protejo com o cobertor que me falta. Choro a falta de um colo, mas só depois de colocar você na cama. Antes de pensar ou sentir, sou sua mãe. Posso até não viver em mim, mas você vive. Antes de ser eu, sou mãe.


Ela não sabe de nada disso, mas eu me sinto exatamente assim!

Para o SE

... e se tudo mais der errado; se me acometer uma doença grave; se o desejo sumir; se a vida for cruel com a gente; se nada mais no mundo fizer sentido; se nossos amigos forem pra mais longe; se o céu desabar sobre nossas cabeças; se o sol não surgir no amanhã e se não tiver mais luz no fim do túnel, por favor, senta ao meu lado e segura minha mão como se ela fosse sua tábua de salvação e me deixa chorar as lágrimas que eu precisar despejar no seu ombro.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

The sweetest thing



Não sei mais o que dizer