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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Ainda sobre o Dia das Mães

Resolvi postar mais algumas fotos da Semana do Dia das Mães.

Matheus e Thomás fazendo pose

Thomás usando o charme

"Tenso" no backstage

Vovó Paula, Thomás, Matheus e Vovó Dedê

Mais uma vez

Mais uma remelentos

Com a Lalá

domingo, 8 de maio de 2011

Mamarazzi Week 5


Saindo para o almoço na casa da Vovó Dedê.

Mamarazzi Week 4
Mamarazzi Week 3
Mamarazzi Week 2
Mamarazzi Week

DIA DAS MÃES

Eu não tenho dúvidas de que não há amor mais profundo, mais inteiro, mais integral, mais completo que de mãe. E, por mais que se escute muito falar sobre isso, a gente só entende efetivamente quando é atingida em cheio e irreversivelmente por ele, quando a gente se torna uma. Eu tô falando de um amor que não sabe de limites nem de obstáculos, que não entende as palavras impossível e desistência, e que só pode ser compreendido se se partir do pressuposto que é um amor infinito.

Quando a gente se torna mãe, a gente percebe que a vida tem realmente uma razão de ser, que faz sentido acordar cedo e trabalhar duro e cumprir determinados pepéis. Quando a gente se torna mãe, a gente aprende o significado de altruísmo, de entrega, de proteção. Quando a gente se torna mãe, a gente descobre um amor puro e genuíno, que doa muito mais que recebe, que entrega tudo que se tem, que faz muito mais do que é capaz apenas para obter um sorriso.

Quando a gente se torna mãe, a gente se biparte, e vê uma parcela (muito grande e talvez a mais importante) da nossa existência vivendo em outro corpo, batendo em outro coração, respirando em outro peito. Quando a gente se torna mãe, o nosso umbigo deixa de ser o centro do mundo, os nossos desejos deixam de ser prementes, os nossos pequenos luxos tornam-se de menor importância ante aquele outro ser pequeno e dependente e suas necessidades urgentes.

Quando a gente se torna mãe, a gente aprende a admirar o evoluir de outro ser humano, a aplaudir com o coração aos pulos todas as conquistas e pequenas vitórias, seja uma medalha numa olimpíada de matemática, seja a aprovação num vestibular concorrido, seja conseguir ficar em pé, seja conseguir fazer cocô no troninho. Quando a gente se torna mãe, a gente também se torna mais plena, mais mulher, mais feliz e ganha uma certa certeza das coisas ao redor.

Acreditem em mim, ser mãe transforma a gente, insufla super poderes, torna a gente capaz de fazer muito mais coisas ao longo das 24h do dia, faz a gente ter um sexto sentido mais acurado, finca mais fundo os nossos pés no chão, cria uma força que não supúnhamos possuir, amplia os limites da imaginação e da criatividade, adoça a vida e faz, enfim, com que compreendamos no íntimo e na práxis quão profundo pode ser o amor.

FELIZ DIA DAS MÃES!

sábado, 7 de maio de 2011

Mamarazzi Week 4


Acordando ainda remelentos... Desculpem-me pela cara de Mortícia Adams.

Mamarazzi Week 3
Mamarazzi Week 2
Mamarazzi Week 1

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Mamarazzi Week 3


Presentes de Dia das Mães.

Chego em casa cansada, depois do dia inteiro fora e encontro os dois pequenos cheinhos de presentes. Cada um segura o que preparou na escola e eu com um colar presente da Vovó Paula.

Anteriores:
Mamarazzi Week 2
Mamarazzi Week 1

Mães

Recebi um email esses dias, com o ensejo do dia das mães, falando sobre a não propriedade sobre os filhos e que a maternidade é um ato de coragem. Efetivamente, a gente sempre diz que não são nossos, que são do mundo, que são de Deus. Efetivamente, a gente repete que quer criá-los independentes e fortes. Efetivamente, a gente sempre tenta fazer o melhor que pode, porque somos mães, porque queremos o melhor pra eles, porque eles são a razão das nossas vidas. Na prática, a coisa é bem diferente.

Muitas vezes a gente acha que tem poder sobre a vida deles, a gente acha que os nossos conselhos e a nossa experiência poderão privá-los de todo mal e de todo sofrimento e que isso, por si só, já seria motivo mais que suficiente para sermos ouvidos e obedecidas e respeitadas e queridas e recompensadas com uma velhice assistida. Infelizmente, não é assim que a banda toca. A vida reserva a cada pessoa dores e dissabores, tragédias pessoais e desafios. Nós somos apenas o colo, o ombro, a mão... Não poderemos jamais evitar que a dor e o sofrimento aconteçam também com eles. Né, mãe?

O nosso papel é torná-los fortes e resilientes, fazê-los guerreiros e lutadores, fazê-los encontrar motivos para sorrir até mesmo quando a vida não é perfeita e colorida e feliz. Nosso papel é ampará-los na dor e encorajá-los a seguir, a tentar de novo, a persistir até o acerto. Nosso papel é ser amiga, cais do porto mais seguro, certeza de conforto. Nosso papel é estar ao lado, não a frente, não atrás, não com dedos apontados, não com cobranças, não com expectativas inalcançáveis.

Estar ao lado do filho sempre, é saber que ele poderá, no seu caminho e no seu tempo, fazer escolhas diametralmente opostas àquelas que achamos mais corretas e mais convenientes. Prova de amor é apoiá-lo ainda assim. Ser mãe é entender que a coisa mais importante no seu mundo inteiro pode um dia ter rusgas, opiniões contrárias, vontades que não se coadunam nem um pouco com o projeto de vida que se sonhou para o filho durante toda a gestação, durante toda a vida. Ser mãe é perdoá-lo, aceitá-lo, confortá-lo e dar todo o suporte ainda assim.

Ser mãe é entender que esse amor mais altruísta, mais entrega, mais devoção, mais sem retorno, mais apaixonado de todos, pode perdoar muito, pode aceitar tudo, pode entender o que é incompreensível, pode perceber o que está mais escondido no porão mais profundo, pode proteger e pode ser ainda muito maior quando necessário. Ser mãe é estar pronta para tudo e entregar o filho para a vida como quem entrega toda a riqueza para o ladrão, porque é certo que ela causará algum mal, mas também é certo que estaremos logo ali com todo o nosso bem querer.

Enquanto eles não crescem, meninas, a gente vai vivendo nosso pequeno conto de fadas diário.

FELIZ DIA DAS MÃES!
OBRIGADA POR TUDO, MÃE!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mamarazzi week 2

Eu, Matheus e Thomás

A gente na festinha da escola do grandão. Ele fantasiado de Aladin (coisa mais linda, meu Deus!). Vocês precisavam ver ele dançando tudo beeeeem certinho. Matou a mãe de orgulho!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Mamarazzi week


Porque um pedido da Mirys é uma ordem. Lá vamos nós pra Mamarazzi week. Na foto, Thomás, eu e Matheus, na apresentação para o Dia das Mães da turma do pequeno menor. Sorrisos mais lindos.

PS: Tá, eu sei que a gente tá começando atrasado, mas pode, num pode?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Meus pequenos

As coisas mais fofas do meu universo inteiro...





sexta-feira, 8 de abril de 2011

Eu sou a melhor mãe que posso ser

Hoje é dia de blogagem coletiva. Muitos blogs vão falar sobre maternidade real, sobre os desafios e delícias de ser mãe. Por ser um tema que toca profundamente e por ser essa tarefa a razão de ser da minha vida, eu não pude me esquivar de escrever.

Eu sempre fui o oposto do que se chama maternal. Eu via crianças correndo e pulando e chorando e sorrindo, eu via crianças calminhas e elétricas, eu via crianças e bebês fofos por todos os lados e elas não me despertavam o instinto, sabe? Eu me preocupava com minhas notas, com atividades revolucionárias (isso é assunto para outro post), com política, com paqueras, com festas e mais tarde, com meu futuro profissional. Eu tinha um histórico de ovário micropolicístico e útero retrovertido, o que, disseram, seria complicador quando eu desejasse engravidar, então, eu nem pensava nisso, não tinha a menor vontade.

Aí, como eu disse no post de ontem, num dia qualquer, num exame de rotina, numa consulta com um médico estranho, no último semestre da faculdade, aos 23 anos, no meio de um engodo com o ex-namorado, eu recebi a notícia de que estava grávida. E, apesar de não ser uma pessoa religiosa, apesar de ser pragmática e racional, apesar de sentir, naquele momento da notícia, o mundo mais ou menos sair da rotação normal, eu tive certeza de que o Matheus nasceria e que seria meu filho. Naquela oportunidade, eu achei que ele poderia ser minha única oportunidade de ser mãe e eu não estava nem um pouco preocupada com o que meus pais, meu ex-namorado-futuro-marido, minha família e a família dele iriam falar. Eu queria aquele bebê. E foi assim que a minha vida mudou completamente pela primeira vez.

Juntamente com a maternidade, eu me tornei uma profissional. Juntamente com a maternidade, eu me tornei esposa. Juntamente com a maternidade, eu me tornei dona de casa. E é por isso que eu digo que foi a primeira vez que minha vida mudou. Eu não queria perder nenhum aspecto daquilo que eu sempe fui e conciliar todas estas funções, que caíram sobre mim de uma vez só, foi um trabalho delicioso. Dois anos depois de descobrir a gravidez do Matheus, eu descobri que esperava o Thomás. E, com eles dois na minha vida, eu descobri que me tornei uma pessoa melhor, mais altruísta, mais sensível, mais solidária, mais amiga.

Ter filhos dá uma razão para viver, é ter por quem manter os pés no chão e a cabeça na lua. Ter filhos cria nós cegos na relação com quem você ama, fortalece, une, reforça. Ter filhos é ter todo dia motivo para sorrir, para se orgulhar de cada conquista, é descobrir o mundo de novo, é aprender a falar de novo, é descobrir sabores, gostos, cores, números, letras tudo de novo. Ter filhos é aprender muito mais que ensinar; é crescer muito mais que ajudar; é receber muito mais que se dá. Ter filho é vivenciar um amor que não tem limite, que não tem fronteira, que não tem fim, aquele que faz qualquer coisa, aquele que vara madrugada adentro insone e percorre qualquer caminho tortuoso. Ter filho é expandir, é progredir, é ir além do que se é.

Eu vivia tranquila e feliz essa vida à quatro: eu, ele e os dois pequenos. Até que um acidente fatal tirou ele do nosso convívio e a minha vida mudou completamente pela segunda vez. A dor que eu senti, a sensação de que puxaram meu tapete, de injustiça, de revolta, de irresignação não tem tamanho e já foram objetos de algumas dezenas de posts aqui. Aquelas funções de que eu falei, depois do janeiro trágico, dobraram e eu tinha, mais uma vez, que me adaptar a elas, só que dessa vez carregando dentro de mim uma dor que me dobrava, que dilacerava meu coração, que me revirava inteira por dentro e me causava a sensação de estar sufocando a cada inspiração.

Nesse segundo momento, ter filhos foi poder ter sanidade mental e motivo para prosseguir, enfrentar a burocracia, a papelada, as dificuldades de grana, responder perguntas de uma criança de três anos enlutada e sofrendo a falta do pai mais carinhoso do mundo que tinha. A maternidade fez coisas extraordinárias por mim nesse período, curou minhas feridas, enxugou minhas lágrimas, me arrancou gargalhadas quando os olhos ainda estavam vermelhos e inchados. A maternidade me colocou no prumo, me fez assumir o volante da nossas vidas, me fez permanecer com os pés no chão e me devolveu a esperança de que coisas boas ainda estão porvir.

Por isso tudo e por muito mais, eu tento diariamente ser a melhor mãe que eu posso ser, sem deixar de ser a mulher que eu sou, tentando ao máximo fazê-los indepentes, resolvidos, sem traumas significativos, sem dores... Todos os dias eu encho meus pequenos de amor para que eles se sintam seguros e inteiros, para que entendam que uma fatalidade nos tirou o pai deles, mas que ainda assim somos uma família feliz. Todos os dias eu me esforço para ensiná-los a ser gente e aprendo inúmeras lições, principalmente que as melhores coisas da vida são simples, são corriqueiras e estão aqui, ao alcance do nosso abraço.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Republico

sexta-feira, 21 de agosto de 2009


É a sensação, enfim, de estar completo

A gente passa a vida inteira procurando esta sensação de plenitude, de completude, de felicidade. A gente vive essa ânsia e esse desconforto. A gente busca em outras coisas a razão de ser, o motivo para estar aqui. A gente pensa em virar mesas, em mudar o mundo, em causas sociais, em religiões, em filosofias, em política... A gente busca, a gente procura, a gente revira cada pedra do moinho e cada acontecimento marcante a fim de descobrir para que e o porquê de estar aqui nesse mundo louco e árido e cruel e injusto e violento. A gente cai nas histórias mal contadas. A gente dá cem vezes com a porta na cara. A gente bate a cabeça na parede com gosto de gás. A gente afoga magoas, entorna garrafas, usa drogas pesadas... E o vazio continua lá.

Até que um dia, num exame de rotina, quando menos se esperava, quando você estava mais abarrotada de coisas pra fazer, quando seu celular tinha descarregado, quando você nem mais acreditava que era possível, quando não era o melhor momento, quando você absolutamente não tinha planejado nada, você recebe a notícia de um médico desconhecido: "Parabéns, Doutora! A senhora está grávida!".

Depois do susto, depois do medo, depois do parto, depois de anos, você descobre que era para isso, era essa a razão de ser, era isso que você procurava. Não sei precisar o momento certo em que essa epifania ocorre. Não sei se à primeira vista, ao primeiro choro, na primeira noite insone, quando o sorriso dele mostra o reconhecimento desse laço infinito ou se quando ele expressa o amor que sente em gestos diminutos como seu tamanho. Não sei. A Ivete diz que agora já sabe, eu prefiro um poema do Pedro Lyra que me traduz:

Soneto do Amor Nascendo

Começa.
É a própria vida que começa
(ou recomeça)
ao talhe de um clarão.

E raia
esplende
espalha-se no mundo
como se nunca mais fosse apagar-se.

Tudo realça além do seu sentido.
O ser encontra em outro a sua razão.
Agora é desfrutar
conter o tempo
entre os dedos
os lábios
ou as coxas.

Só para isso vale ter nascido.

Tudo que nos faltava nos acorre
num desafio

num toque
num sussurro
que o outro retribui
maravilhado.

É a sensação, enfim, de estar completo
num mundo que, afinal, se justifica.

sábado, 2 de abril de 2011

Porque aqui em casa funciona assim:

Quem suja, limpa!




E os dois pequenos com o Doki:

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Matheus na escola

Uma das diferenças mais significativas que eu percebi ao colocar os pequenos numa escola grande foi em relação ao projeto pedagógico. Eles estudavam antes numa creche-escola pequena, portanto, eram cercados de crianças pequenas e tinham todo incentivo lúdico-imaginativo-criativo e tal, eram conhecidos por nome e sobrenome e todo mundo sabia quem eu era e o que acontecera na nossa família. A escola era ótima, sem sombra de dúvidas. A gente (eu e eles) era muito apegado às professoras e as mães dos amiguinhos de escola se tornaram minhas amigas para além daquele ambiente. Tudo muito bom!

Todavia, lá na escola em que estão agora, eu fiquei estarrecida com o fato de ter de comprar quatro livros (nada baratos) didáticos para o Matheus, que nem alfabetizado é. Porém, agora, passado o primeiro mês de aulas, tendo feito inúmeras tarefas de casa com ele, é muito óbvio pra mim a existência de um projeto pedagógico nas atividades todas que ele realiza. Eu disse: TODAS AS ATIVIDADES estão vinculadas ao projeto pedagógico. Essa diferença é significativa porque a gente entende que aquelas bolinhas de papel amassado estão dentro de um contexto mais profundo de aprendizado. Não sei se todo mundo entende a sutileza da diferença, mas antes parecia mesmo para mim que a escola era só um centro de atividades sem fundo teórico. E agora eu vejo o casamento das atividades de recortar, picotar, colar, riscar, rabiscar, colorir com um aprendizado de fundo.

Matheus está numa fase cujo tema das atividades são as relações sociais. Contei aqui o causo do desenho da família, né? Então, eu cheguei hoje na escola e a professora dele veio me dizer que ontem, numa das atividades sobre socialização, as crianças foram postas a responder quem era o melhor amigo delas. Todos responderam nomes de colegas de sala e o Matheus disse:

_ Ah, acho que meu melhor amigo é o meu irmão Thomás!

(Coisa muito linda a relação que eles estão construindo. Era exatamente isso que seu pai queria, meu amor! E-xa-ta-men-te isso!!!)

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Imperfeitamente feliz

É que ontem o mundo ficou bagunçado de novo. Vários acontecimentos pontuais pincelaram uma saudade e uma tristeza estranhas dentro de mim. Terminei o dia reflexiva, cabisbaixa, interrogativa... Visita da sensação de que não é justo, de que o mundo é caótico, de que nada faz sentido... E eu me estarreço, eu fico perplexa, mas não desisto.

Resolvia umas pendências para uma amiga que ficou viúva alguns anos antes de mim, de maneira trágica também, com uma filhinha pequena também. Resolvia tudo na companhia de um amigo, que fora me ajudar a desvendar os caminhos de Maracanaú. Recontar o que acontecera com ela a ele me fez reviver aquele dia trágico de 2008 de novo e me lembrou das conversas que eu tive com o Thi à época, sobre a fragilidade da vida, sobre o absurdo da violência urbana, sobre a família destruída, sobre a pequena crescendo sem o pai por quem era a-pai-xo-na-da. E, né? Coração apertadinho...

No final da tarde, levei o Matheus à aula de Karatê. A gente foi andando e conversando até a escola, que fica umas quatro quadras do condomínio em que moramos. Chegamos cedo e eu fui lá na salinha dele para ver o mural com fotos das crianças da turma. Ao lado das fotos, havia um mural com o tema "Família" e desenhos feitos pelas próprias crianças. No meio daqueles desenhos todos, havia um em que estava escrito Matheus Alencar (como assim? Ele é Moraes. Matheus Moraes!) e, no desenho com o nome dele, havia apenas três pessoas. Aqueles típicos desenhos infantis, em que as figuras humanas são representadas por riscos que correspondem a braços, tronco e pernas, e um círculo no topo, representando a cabeça. Eram três figuras com tamanhos diferentes e adequados: Você, eu e o Thomás, ele disse, e completou: porque quando eu desenhei o papai já tinha morrido e agora ele é invisível até no desenho.

O choque dessa realidade instalada e compreendida na cabeça desse meu pequeno tão esperto me fez pensar. Eu olhava para os outros desenhos, uns sem forma definida ou inteligível, alguns garranchos, uns bem coloridos, mas tantos com famílias "completas": papai, mamãe e filhos. Coisa que não somos mais. Somos só nós três, somos só mamãe e filhinhos. Ele não percebeu a minha tristeza, ele entendeu que o pai dele não está mais aqui, ele já lida bem com o tema morte e com a irreversibilidade da situação toda; mas eu fiquei destruída com isso. E deprimida. Assisti à aula de Karatê e me impressionei com o quão rápido o tempo corre. Matheus vai já fazer cinco anos e o Thi simplesmente não está. Voltei pra casa assim, meio down, meio bololô.

Não, não houve lágrimas, nem aquele desespero de sacudir o peito, só mesmo essa tristeza de não ter mais, de não ser mais aquilo. Na tarefa de casa, pediram para colocar uma foto da família e lá estávamos nós quatro, deitados na cama, sorrisos nos rostos... Uma vida perfeita e feliz, como a que queríamos proporcionar para eles dois até que crescessem. Não será assim. Mas será imperfeitamente feliz até que cresçam. Eu tô tentando...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

o maior amor do mundo

Matheus e Thomás - 09/02/2011

A coisa mais incrível que esse amor fez por mim foi cuidar das feridas mais fundas que me cortaram ao meio. Sem querer, com inocência e um amor puro, sem saber, sem imaginar e de maneira suave, com doses pequenas e homeopáticas, mas diárias, de razão para viver.

A coisa mais absurda que esse amor fez por mim foi tirar do meu próprio umbigo o meu foco de visão e  me fazer enxergar de maneira mais abrangente, perceber o imperceptível, ler o que está escondido no olhar, entender a linguagem subliminar do choro, disfarçar o solavanco e encontrar diariamente maneiras de se manter de pé, de suportar.

A coisa mais avassaladora que esse amor fez por mim foi perceber que eu não sou mais uma só, que a minha vida e as minhas vontades não são mais prioridade, mas quarto ou quinto plano na escala. Academia? Não, Karatê. Salão de beleza? Não, natação. Abdicar por amor, abrir mão por querer e com prazer.

A coisa mais surreal que esse amor fez por mim foi me fazer acreditar no intangível e ver que há mais coisas mesmo entre o céu e a terra do que julgamos nós, agnósticos. Em meio a sustos e um pouquinho de medo, adoçou o coração que amargou uma saudade dolorida.

A coisa mais fantástica que esse amor fez por mim foi descobrir que ele é multiplicável e nunca dividido, que ele pode ser de um, de dois e de mais; que ele é exatamente o mesmo embora sejam os objetos completamente distintos entre si.

A coisa mais maravilhosa que esse amor fez por mim foi me fazer acreditar na vida todos os dias quando o mundo me parecia cinza e vazio e me manter com um sorriso no rosto quando todo resto tinha perdido a graça.

Amo vocês mais do que sou capaz de amar, pequenos!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Notícias dos pequenos



 Últimos dias de férias na piscina da casa nova

 Aproveitando o play

 Descobrindo formigas

 Santa Lalá!

Primeiro dia de aula

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Dia de dilúvio e mais uma do Matheus

Ai, né? A gente acorda às 6 da madrugada para levar os pequenos no primeiro dia de aula, banhos, dentes, cafés, maquiagem, bolsa, chaves. Todo mundo sai de casa às 7:10. A escola fica a três quadras do prédio, mas como São Pedro resolveu chover a chuva do ano todo, fomos de carro. O engarrafamento vinha até quase a portaria do prédio e, como ela era esperta, resolveu pegar uma via colateral e desviar da longa fila de carros. Ela não contava com os alagamentos e a correnteza que se formava nas ruas. Ela não contava com a má vontade das pessoas, que se tornam animalescas no trânsito. Ela não contava que a água batesse na porta do carro. Ela não contava com a possibilidade de não ter para onde correr, de não ter como fugir do engarrafamento. E ficou lá, literalmente parada por longos minutos, quarenta minutos. PA_RA_DA! Ela, dentro do carro, com duas crianças pequenas, o coração aos pulos e cantando música da Xuxa-só-para-baixinhos, para que eles não percebessem a aflição da mãe. Sem ter para onde ir nem o que fazer a não ser esperar.

Foi quando, de repente, o mais velho disse:

_ Mãe, pára de cantar que o papai tá falando comigo e eu quero ouvir.
_ (!!!) Certo. O que ele tá dizendo?
_ Espera, mãe!
_ ...
_ Tá certo, papai! Mãe, ele disse que está muito orgulhoso porque eu tô indo para escola nova, que ele tá feliz e olhando pra gente e que o acidente foi sem querer.
_ :~|

Eu confesso que eu não sei de onde ele tira essas coisas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Para Zuzu- Rafaela

Seja bem-vinda, menina!

Já já você dará o ar da graça nesse mundo, vai encher o coração da sua mãe de amor e a cabeça dela de sentido e equilíbrio e altruísmo e eu espero que de juízo também. Vai encher o coração de muitos que a cercarão de doçura. Saiba, Rafaela, que mesmo nos momentos turbulentos, você foi/é/será muito amada e querida.

O mundo não é o paraíso, Rafaela. Não é fácil estar aqui. Mas a lição mais importante que você já vai nascer sabendo é que o que há de mais valioso aqui são justamente as pessoas. Faça amigos, querida. Muitos, diferentes, especiais, loucos, sérios... Faça amigos como a sua mãe sabe fazer. Faça com que eles estejam sempre por perto, sempre ao seu lado. Perceba aqueles com quem você pode contar para tudo e qualquer coisa e aqueles que são companheiros eventuais para situações específicas. Nenhum espécime é melhor que o outro, mas você precisa saber distingui-los.

Seja bem vinda, Rafaela! Viver necessita de que se esteja preparado para tudo, então se prepare. Aproveite tudo que estiver ao seu alcance para guardar munição para os inevitáveis momentos de batalha. Entenda, desde logo, que a felicidade não está lá no ponto de chegada. A felicidade acontece no gerúndio. A felicidade é a escada, é o caminho, é o percurso. Nem sempre leve, nem sempre fácil, nem sempre plano, nem sempre bom; mas é subindo, caminhando, escalando que a gente chega em qualquer lugar. Keep walking... Não desistir é sinal de força, menina!

É preciso saber, Rafaela, que o mundo mudou, as pessoas mudaram e, muita embora exista no mundo uma gama severa de hipocrisia e preconceito, você precisa entender que nem todo mundo faz tudo igual, do jeito socialmente mais aceitável, do jeito que promove menos ti-ti-ti. Você não precisa ser aceita por todo mundo, você não precisa fazer aquilo que os outros esperam de você, você não precisa agradar a todos, mas precisa ser amada e precisa, mais que isso, se amar. Saiba reconhecer seus próprios valores, seu potencial, sua beleza e o amor que os outros devotam a você e retribua.

Olha, Rafaela, as lágrimas vão cair inevitavelmente em alguns momentos da sua vida (longa vida, eu espero); saiba aproveitar os sorrisos e gargalhar. Saiba dançar conforme a música, saiba ter jogo de cintura, levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima quantas vezes for necessário. Sorria, menina! Você já vai chegar enchendo de graça e rosa um mundo duro e ápero, um mundo muitas vezes cruel. Que a sua presença entre nós seja motivo de alegria sempre.

Seja bem-vinda, Rafaela, e que sua vida seja doce, leve e rosa!!!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

O que a gente tem feito

Último dia de aula 1

Último dia de aula 2

Comemoração de Natal CJN

Best dançarinos ever

Meus pequenos 

Família CJN

Amigas desde o berço e até o berço...

Todo mundo esperando a Zuzu

Curtindo a casa nova 1

Curtindo a casa nova 2

Curtindo a casa nova 3

Curtindo a casa nova 4