domingo, 4 de outubro de 2009

DA SAUDADE

"No dia em que eu fui mais feliz
eu vi um avião se espelhar no seu olhar até sumir.
De lá pra cá, não sei.
Caminho ao longo do canal.
Faço longas cartas pra ninguém
e o inverno no Leblon é quase glacial.
Há algo que jamais se esclareceu:
onde foi exatamente que larguei naquele dia mesmo
o leão que sempre cavalguei.
Lá mesmo esqueci que o destino sempre me quis só.
No deserto, sem saudade, sem remorso, só.
Sem amarras, barco embriagado ao mar.
Não sei o que em mim só quer me lembrar
que o céu reuniu-se à terra um instante por nós dois
pouco antes do ocidente se assombrar"




Num dia em que eu fui extremamente feliz, eu sentei num avião com o coração chorando de saudade. De lá pra cá, era só ansiedade e uma vontade premente de encontrar aquilo que eu tinha deixado pra trás numa viagem de oportunidades. A vulnerabilidade era tanta e tão irracional que se sobrepunha à consciente e sensível felicidade cotidiana. É algo que jamais se esclarecerá. Só sei que em mim, teima em lembrar que o céu é aqui na terra num lugar que eu chamo de lar.

4 comentários:

Idê Maciel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Idê Maciel disse...

Texto acima está cheio de digitação falha...mas não vou deletar.

c. disse...

adorei o 'trocadilho'.

beijos, Cele.

Idê Maciel disse...

Fiquei toda arrepiada. Amor que não se mede... incondicional. Que seu céu lhe dê tantas alegrias como o que eu construí, semelhante ao seu, me deu!!! Ah! Mas céu aqui é só apelido de lar também!!! bjs