quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Na estrada

Eu sigo caminhando porque eu tenho esperança de que essa estrada vai dar em algum lugar muito feliz. Não sei que surpresas ainda me ocorrerão; o que as curvas, aclives e declives promoverão em mim. Mas sigo caminhando porque, na maior parte do tempo, as paisagens são bonitas e as companhias são boas. Retroceder é ato de covardia. Parar no meio do caminho é abandonar-se, é acostumar-se com a mesmice, com o tédio. Eu não deixo que o medo engesse meu coração aventureiro; eu não deixo que as rotinas e os costumes me impeçam de arriscar; eu não deixo de acreditar porque me destrocei. Eu sou daqueles tipos que continuam, que levantam, sacodem a poeira e, bem, vocês sabem. Eu vou porque sinto que o caminho me reserva alegria. Eu vou porque eu consigo encontrar motivos para sorrir. Eu vou porque não tenho mais medo do sofrimento, nem da dor, nem da derrota, nem da depressão; porque eles já me visitaram uma vez e eu aprendi a lidar com todos eles. Concomitantemente, se necessário for. Sigo batendo meus saltos no chão, com passadas firmes e trago duas crianças pelas mãos que sorriem comigo e que me fazem olhar lá para o horizonte, onde a estrada se encontra com o céu. É olhando com eles para este ponto que eu percebo que o nosso mundo não se partiu, ele continua conectado. Onde quer que ele esteja, está com a gente, dentro da gente e isso me põe de pé e caminhando. Sigo porque voltar não é opção. Porque pressinto que as trilhas vão me levar até um lugar em que não haverá faltas, buracos, preocupações, tristeza. E, quando eu chegar lá, eu sei que, novamente, não vou querer merecer outro lugar.

6 comentários:

Anônimo disse...

Querida
Faz tempo que não passo por aqui, me casei no último dia 23 e estava de férias. Mas o carinho, a torcida e as orações continuaram e continuam fortes viu?
Força, mulher guerreira!
Marina Bueno

Anônimo disse...

É assim que se fala, garota!!!! :) A vida continua. Chega a ser engraçado porque vc não crê em Deus, mas algumas vezes raciocina como uma legítima cristã. Para os cristãos, a morte DEFINITIVAMENTE não é o fim.

Força, Marcele!!!!

taticmota disse...

vixeee, que coisa linda. Para ter essas percepções maravilhosas é preciso uma imensa sensibilidade. Mas isso não é nenhuma novidade, né?!
Vc está na caixinha das minhas melhores ecritoras.
Beijo grande.

Flavia disse...

Tb andei um dias ausentes daqui, mas fico feliz em saber que vc tem o pensamento adiante, lá no fim do arco íris! É isso aí,é essa a Marcele que gosto de ler e de ver! bjs

Lu disse...

Cele,
recebi seu comentário no meu blog e respondi lá mesmo. Sou nova nessa coisa de blog e ainda não sei fazer de outro modo.
Vamos em frente, é difícil,ms chegaremos lá.
bjs

Afrodite disse...

Boa sorte!
É tudo que posso desejar!
Que esse caminho seja suave e lindo!
E que vc não se detenha nas tristezas,apenas nas coisa boas!
Dificuldades existem pra nos tornar maior do que já somos!
E vc soube crescer e se firmar nesses últimos meses como poucos conseguiriam!
Te admiro mais que imaginas!
Nossos blogs são de essências opostas,mas aqui na vida real sou alguém com vc,de carne,osso e com dores tb!E sei reconhecer outra guerreira.
Vc é uma!
E das melhores!
Beijo
Afrodite