terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Sobre carência

Ah, a minha carência... Essa busca que não termina nunca de se sentir amada, de se sentir querida, de se perceber amiga, de saudade enorme de gente que não mais aqui ou longe daqui... Essa cratera no coração que faz com que a necessidade de atenção e carinho se renove a cada dia, como se inesgotável. É isso mesmo, porque não me basta mensagens no meio da tarde, nem ligações para perguntar da vida... Não me basta amigos física e espiritualmente presentes, nem filho gritando “mamãeeee!!!” o dia todo, nem beijinhos ao acordar, nem conchinha ao dormir, porque a minha ânsia é infinita.

É algo intangível, superior, é maior do que eu. É vontade de estar perto, de falar as coisas todas que eu queria dizer, de sentir reciprocidade, é perceber o olhar que vale mais que mil palavras, é o desejo contido de pular em cima, é ter até pensamentos mórbidos como abraçar até sufocar ou matar de tanto beijar, é querer incontrolavelmente ter a pessoa tão perto, mas tão perto, como se fosse possível se entrar dentro um do outro.

Mas a verdade é que já se está do lado de dentro porque quando se é carente assim é porque se ama demais e um amor assim, não pode, não deve, não há de ser rejeitado nem será em vão.

2 comentários:

Deborah disse...

É... carência. Palavra muito constante no meu dia-a-dia. E é porque eu (ainda) nem tenho um filho lindo e esperto e nem um marido super presente. Mas me consola muito ter amigas como você, que tem esse talento de saber escrever que eu tanto admiro e que próxima encarnação deverei ter o prvilégio de nascer com ele!!! hehehehe...
Amoooo!

Anônimo disse...

nao me bastaM