quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Visita

Eu sei bem o que é conviver com a ausência e a saudade. Eu sei bem o que é sentir seu lar vazio. Eu sei bem o quanto é difícil encarar a vida depois que ela fica de cabeça pra baixo. Mas eu não sei o que é perder quase todo mundo da família. Eu não sei o que é não ter braços, mãos e ombros onde se amparar. Eu não sei o que é se sentir frágil e indefesa porque grande parte do que importava foi-se embora de repente.

Ontem eu fui visitar a família enlutada da minha amiga que faleceu quando eu estava na Europa. Levei o presentinho do bebê que estava há muito esperando para ser entregue no meu quarto. Ficaram o filho de 3 meses e o marido. Ficaram duas irmãs, sem o pai e a mãe, porque estes também morreram na tragédia. E eles se consolam, se ajudam, se amparam num momento em que o mundo parece vazio, em que a vida parece injusta e cruel e que não há consolo ou conforto que diminua a dor. Eu fui lá oferecer meu ombro, minha mão e meus serviços, o que eu sei fazer, o que eu puder ajudar.

Eu sei que não é nada. Eu sei que talvez eles nem se lembrem. Eu sei que é uma gota num mar de lágrimas. EU BEM SEI. Mas eu me lembro do quanto eu precisei de gente por perto e do quanto me foi útil toda ajuda. Eu fui e eu irei sempre. Depois que a gente passa por isso, depois que sente na pele, a gente entende melhor o quanto toda visita/ajuda é importante. E eu estou aqui pra isso!

3 comentários:

Flavia disse...

Cele esse acidente foi um q só sobreviveu o bebe? lembro de ter lido algo parecido e ter sentido um nó na garganta...:-(

Cele disse...

Exatamente esse, Flavia!

Bruninha disse...

Boa Noiteee!!!

Gostei do teu blog, das histórias...

Tô te add

bjs