Era um sorriso constante, cativante e verdadeiro. Era olhinhos que quase fechavam quando a gargalhada sonora saía. Era um excelente e disputado dançarino de forró. Era um chicleteiro, um micareteiro de marca maior. Era a melhor companhia para qualquer lugar, para uma mesa de bar, para uma noitada, para farra na casa alheia. Era um amante da praia, principalmente da Caponga. Era disciplinado, milimetricamente organizado, precavido, diligente e extremamente resolutivo. Não havia entraves, não havia problema que o abalasse, não havia coisa que ele não resolvesse ou tentasse. Ele fazia sempre tudo o que podia. Era o exemplo de filho que eu quero dar para os nossos filhos. Era o melhor pai, o mais apaixonado, o mais carinhoso, o mais atencioso, o mais dedicado. Era o melhor namorado. E ainda era o melhor namorado depois que se tornou marido. Era a pessoa mais carinhosa, mais compreensiva, mais do bem, mais de paz. Era um médico não de pessoas, hoje eu compreendo isso, mas de almas. Por isso mesmo, psiquiatra. Por isso mesmo, tanta gente veio dividir com a gente como ele salvou-lhe a vida. Era o melhor amigo, um verdadeiro irmão para tanta gente, que eu não sei como ele conseguia agradar a tantos. Mesmo ausente, era presente. Era tão querido por tantos que eu só posso crer que não podia mesmo ser desse mundo. Queria tanto bem a tantos, que toda semana acrescentava 4 ou 5 nomes à nossa lista de casamento. Queria o mundo todo, queria todo mundo, queria tudo ao mesmo tempo, queria mais tempo, queria mais e o céu foi o limite.
Não devemos mais chorar. Temos muito mais motivos para sorrir que para sofrer. Essas crianças que ele nos deixou merecem saber, conhecer e reconhecer a felicidade que o pai delas disseminou.