Eu não sou diferente da maioria das mulheres que sonha com casamento de papel passado, com festa, bolo, vestido branco e buquê. Eu não sou diferente da maioria das mulheres que quer um homem ao seu lado, um cara apaixonado, um príncipe encantado do jeito torto e todo especial que só quem a gente ama consegue ter. Eu não sou diferente da maioria das mulheres que se imagina na própria festa de casamento, que sonha com o vestido antes mesmo de começar a namorar, que perde tempo pensando em detalhes da festa antes mesmo de encontrar alguém com quem casar. Eu não sou diferente da maioria das mulheres que sonha com um pedido romântico, com declaração de amor em público ou num jantarzinho íntimo.
A verdade é que eu me emociono com os velhos clichês românticos e, muito embora minha história tenha sido toda às avessas e um tanto quanto frustrada, eu ainda sonhava com e queria o véu, a festa, o para sempre do final. Ontem eu recebi a notícia do pedido de casamento mais romântico de que eu ouvi falar. Recebi a notícia por telefone, a - agora - noiva me contou em detalhes como foi pedida em casamento, na duna do pôr do sol em Jeri, com uma faixa gigante ao pé da duna, namorado ajoelhado, um amigo tocando a música deles no violão e uma amiga tirando fotos... Ela contando e as lágrimas correndo no meu rosto. Não consegui me conter porque não poderia ter sido mais especial e porque ela é, sem dúvida, a pessoa mais romântica que eu conheço.
Enquanto todo mundo vai ficando meio bruto, meio áspero, meio rude com a crueza das relações, com a necessidade de não demonstrar dependência e fragilidade, ela mantém o romantismo, as lágrimas nos olhos, os suspiros. E, apesar dela querer fazer as vezes de moderninha, no fundo, no fundo, ela também, como eu, adora os clichês. O pedido de casamento do homem com quem ela sempre esteve certa de que iria casar abre 2011 com um momento de felicidade que compartilho. Merece demais, não porque é minha amiga nem porque morro de amores por ela, mas e principalmente porque é uma pessoa que sabe, como poucas que conheço, amar alguém.
Sejam felizes, meus noivinhos mais queridos! Amo você, amiga! E agora amo ele também porque já faz parte da família!
PS: Estou numa vibe muito musical, e vindo trabalhar no meio do toró que desaba aqui em Fortaleza, eu só pensava nessa música: "Se chove lá fora, queima aqui dentro de vontade de te abraçar. Amor, quando chove, fica mais triste esperar por alguém que não vai chegar..."
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
Acho até que estou indo bem...
Não tenho dúvidas de que um dos momentos em que eu sinto mais falta dele é quando me pego cuidando dos pequenos doentes. A virose que me atacou antes do Reveillon, derrubou o Matheus no domingo (até comentei aqui que ele tava tendo febre) e desde ontem assola o Thomás.
Eu sei que num é nada grave, uma gripe, febrezinha... Sei que em alguns dias ele vai estar bom, Matheus já tá bem, bastam antitérmico e líquido e vick e tal. Sei, sim. Racionalmente, eu sei. Mas vai dizer isso para o meu coração que fica moído ao ver meu pequeno "mais pequeno" sem conseguir dormir com o nariz que não desentope, sem conseguir segura o "bubu" (chupeta) na boca porque precisa respirar por esta e que chora, a cada meia hora, pelo desconforto respiratório e tosse, tosse, tosse?!?!?
Nessas horas, eu lembro como ele tomava a frente de tudo, resolvia todas as crises, doenças, viroses, me passava os prognósticos e me deixava tranquila, tranquila... Lembro perfeitamente da segurança que ele me passava nesses momentos, segurança de não precisar saber nem o nome nem os horários dos remédios, porque ele mesmo cuidava de tudo ou passava para a Lalá e ligava para saber se estava tudo direitinho. É claro que eu monitorava, acompanhava, acalentava os nossos pequenos e acordava também nas noites. Mas o pesado sempre era com ele.
Eu sempre soube que eu não teria jeito para segurar essas ondas e agora me pego aqui me virando. Como diria Renato Russo: "Mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem...".
Eu sei que num é nada grave, uma gripe, febrezinha... Sei que em alguns dias ele vai estar bom, Matheus já tá bem, bastam antitérmico e líquido e vick e tal. Sei, sim. Racionalmente, eu sei. Mas vai dizer isso para o meu coração que fica moído ao ver meu pequeno "mais pequeno" sem conseguir dormir com o nariz que não desentope, sem conseguir segura o "bubu" (chupeta) na boca porque precisa respirar por esta e que chora, a cada meia hora, pelo desconforto respiratório e tosse, tosse, tosse?!?!?
Nessas horas, eu lembro como ele tomava a frente de tudo, resolvia todas as crises, doenças, viroses, me passava os prognósticos e me deixava tranquila, tranquila... Lembro perfeitamente da segurança que ele me passava nesses momentos, segurança de não precisar saber nem o nome nem os horários dos remédios, porque ele mesmo cuidava de tudo ou passava para a Lalá e ligava para saber se estava tudo direitinho. É claro que eu monitorava, acompanhava, acalentava os nossos pequenos e acordava também nas noites. Mas o pesado sempre era com ele.
Eu sempre soube que eu não teria jeito para segurar essas ondas e agora me pego aqui me virando. Como diria Renato Russo: "Mesmo sem te ver, acho até que estou indo bem...".
sábado, 8 de janeiro de 2011
É tudo que eu tenho a dizer hoje
I Try (Macy Gray)
Games, changes and fears
When will they go from here?
When will they stop?
I believe that fate has brought us here
And we should be together, baby, but we're not
I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm fading
When will they go from here?
When will they stop?
I believe that fate has brought us here
And we should be together, baby, but we're not
I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm fading
I try to say goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
I may appear to be free but I'm just a prisoner of your love
I may seem all right and smile when you leave
But my smiles are just a front
I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm fading
I may seem all right and smile when you leave
But my smiles are just a front
I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm fading
I try to say goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
Here is my confession
May I be your possession?
Boy, I need your touch
Your love kisses and such
With all my mind I try but this I can't deny
May I be your possession?
Boy, I need your touch
Your love kisses and such
With all my mind I try but this I can't deny
I play it off but I'm dreaming of you
I'll keep my cool but I'm fading
I'll keep my cool but I'm fading
I try to say goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
Goodbye and I choke
I try to walk away and I stumble
Though I try to hide it, it's clear,
My world crumbles when you are not near
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Cause we are gonna be forever you and me*
Ontem eu tive a terrível missão de escolher a foto que vai ilustrar a capa do livrinho da Missa de Um Ano *². Vaguei pelas pastas do computador com centenas de fotos da nossa família, das nossas viagens, dos casamentos a que fomos, das festas e farras, dos "esquenta" lá em casa... Vaguei pela nossa história e por muitas lembranças... Chorei de saudade, de amor, de vontade de que nada disso tivesse acontecido e de que ele ainda estivesse aqui pra me chamar de bicho preguiça, pra me abraçar nas noites de tempestade, pra matar os pequenos de cosquinhas e brincar de luta com eles.
Um aperto no peito só de pensar no que eu seria capaz de fazer para ter aquele abraço enorme e acolhedor de novo. Ele era só carinho, todo carinho. E, por mais que o tempo passe, e esse janeiro trágico faça aniversário logo, logo; persiste aqui dentro essa dor e essa saudade que não vão embora. Não sei porque a vida segue esses rumos loucos e faz a gente se perder da gente mesmo. Janeiro nunca mais vai ser sinônimo de férias e de felicidade para mim.
Revirando aquilo tudo, nossas fotos e histórias, aquele amor tão explicitamente demonstrado naquelas imagens, eu cheguei à conclusão de que não importa o que nos separe, não importa o tempo-espaço que nos distancia, não importa as crenças do que existe após a morte, só importa mesmo aquilo que vivemos e construímos juntos, importa o que fomos e significamos um para outro e, nesse sentido, a gente vai estar junto sempre, seremos sempre Cele e Thi, seremos sempre moreninha e bebeim... Para sempre!
Assim, quando as lágrimas vierem me banhar o rosto e as coisas estiverem turvas, eu posso recorrer ao que fomos e tivemos. Sei que, em algum momento, outro alguém vai preencher a minha vida e talvez até a dos pequenos, tomando conta desses espaços que eram dele. Mas até lá, eu preciso do conforto dessas lembranças e da certeza da eternidade do nosso amor.
*High (forever you and me) - Lighthouse Family
When you're close to tears remember
Someday it'll all be over
One day we're gonna get so high
Though it's darker than December
What's ahead is a different colour
One day we're gonna get so high
And at the end of the day remember the days
When we were close to the end
And wonder how we made it through the night
At the end of the day
Remember the way
We stayed so close to the end
We'll remember it was me and you
Cause we are gonna be
Forever, you and me
You will
Always keep me flying high in the sky
Of love
Don't you think it's time you started
Doing what we always wanted
One day we're gonna get so high
Cause even the impossible
Is easy when we got each other
One day we're gonna get so high
And at the end of the day remember the days
When we were close to the end
And wonder how we made it through the night
At the end of the day
Remember the way
We stayed so close to the end
We'll remember it was me and you
Cause we are gonna be
Forever, you and me
You will
Always keep me flying high in the sky
Of love
*² Missa de Um Ano de Morte de Thiago Castro:
Quinta-feira, 20 de janeiro de 2011, às 20h
Igreja N. Sra. Dos Remédios
Av. Da Universidade, 2974 - Benfica
(Quase em frente à Reitoria - UFC, vizinho ao Hospital Mira y Lopez)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
O caminho
Quando eu estava mais perdida, eu me encantei por um caminho e resolvi percorrê-lo, arriscar para ver onde ia dar. Eu recebi os sinais, eu fiz um mapa mentalmente, eu busquei orientação na minha própria experiência e na minha bússola interior, eu segui os instintos que me impulsionam e saí correndo por ele. Quando eu achei que estava chegando em algum lugar, disseram para mim que o caminho que eu deveria seguir não era aquele, que eu havia pegado a estrada errada, que por mais encantador que fosse não era o caminho pra mim. Senti-me analfabeta, grogue, louca, estabanada e impulsiva. Então, pedi ajuda, expus meu raciocínio e mostrei meu sentimento, ouvi para andar para o outro lado, para voltar todo o caminho que percorri. "Engate a ré!", foi o que escutei. E eu me perdi de novo, sem entender nada, sensação de que enfiei os pés pelas mãos e que essa minha urgência em encontrar o meu lugar estava me turvando a visão. Disse, então, para mim mesma que deve ser um lento caminhar, um passo de cada vez, like baby steps, muito embora a vontade aqui seja de engatar a quinta marcha. Disse que o importante é o caminho, porque chegar em algum lugar é meio inevitável quando se está caminhando. Voltei correndo ao marco zero, meio despedaçada e triste por ter percorrido tanto em erro, respirei fundo e comecei tudo de novo, prestando atenção às placas e aos sinais, lendo atentamente o mapa e as orientações, seguindo de novo a minha bússola interior, calma e tranquila, e acabei por chegar no mesmo lugar em que eu estive antes. Mais uma vez. E aí, eu fico aqui me perguntando se eu sou tão estúpida assim, por fazer todo esse caminho duas vezes, por acreditar nas orientações mais irracionais, e nos conselhos daqueles que me disseram que o caminho não deveria ser aquele, por não confiar em mim, no que vejo e no que sinto, e, principalmente, por não bradar aos quatro cantos o que me parece óbvio e ninguém percebeu. É claro que eu só poderia bater aqui, é óbvio que não dava para terminar em outro lugar percorrendo o mesmo caminho, com esse mapa e com esses sinais. É impossível não chegar aqui, pouco importa se você vem correndo ou apreciando a paisagem. O lugar de chegada é exatamente o mesmo. Eu só queria que dessa vez as portas fossem abertas e que me deixassem ficar.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Temporal (Quem poderá me defender?)
Nessa madrugada caiu uma tempestade em Fortaleza. Tempestade mesmo, com direito a relâmpagos assustadores que começaram antes mesmo das nuvens carregadas fecharem o céu e trovões que fizeram tremer os vidros das janelas e o meu corpo inteiro. Eu não sabia que tinha tanto medo assim. Dormir foi um sacrifício. Um susto a cada trovoada. E aí, eu fiquei pensando nos meus "traumas" de infância e na minha vida inteira.
Lembro bem de assistir na TV às notícias sobre o desabamento do Edifício Palace. Lembro bem de ouvir os testemunhos de moradores que conseguiram sair a tempo. Como moradora de apartamento que sempre fui, a ideia do prédio ruir me desesperava. Em noites de chuva torrencial assim, como a da madrugada, eu sempre ficava pensando que, como morava no primeiro andar, se o prédio ruísse, não tinha a menor possibilidade de ninguém da minha família sobreviver. De todo modo, me acalmava a ideia de que meus pais estavam em casa, cuidando da gente e que conseguiríamos nos salvar porque eles estariam alertas.
Depois, eu casei, fui morar no sétimo andar de um prédio com quinze andares. Esse medo de desabamento sempre retornava nas noites de chuva, mas eu tinha um homem pra chamar de meu, um ombro em que deitar e até para quem fazer um charminho por conta desse medo irracional. A vida era tranquila e a sensação de segurança e proteção não me abandonava jamais. Eu não precisava me preocupar com nada porque ele cuidava de tudo. E as noites de chuva forte eram noites de dormir abraçadinho.
Agora a coisa toda mudou de figura. Eu sou responsável por salvar as crianças a tempo (não que eles tenham medo, sequer se mexeram com os trovões), não tem ninguém pra cuidar de mim, nem pra me salvar antes do desabamento do prédio que agora tem vinte e dois andares (!!!), eu que tenho que estar alerta. O medo tomou proporções grandiosas e não me deixou dormir a noite inteira. Eu cochilei alguns momentos, com o barulho da chuva que caía; mas bastava a janela tremer para dar um pulo na cama. E foi assim a noite inteira.
Eu já disse isso aqui algumas vezes, em outros contextos, esse negócio de ser adulto é um saco. Eu continuo querendo carinho e proteção, continuo buscando a sensação de segurança e de que tem alguém cuidando de mim, como no tempo em que a história do desabamento do Palace me assombrava. E agora? Quem poderá me defender?
Lembro bem de assistir na TV às notícias sobre o desabamento do Edifício Palace. Lembro bem de ouvir os testemunhos de moradores que conseguiram sair a tempo. Como moradora de apartamento que sempre fui, a ideia do prédio ruir me desesperava. Em noites de chuva torrencial assim, como a da madrugada, eu sempre ficava pensando que, como morava no primeiro andar, se o prédio ruísse, não tinha a menor possibilidade de ninguém da minha família sobreviver. De todo modo, me acalmava a ideia de que meus pais estavam em casa, cuidando da gente e que conseguiríamos nos salvar porque eles estariam alertas.
Depois, eu casei, fui morar no sétimo andar de um prédio com quinze andares. Esse medo de desabamento sempre retornava nas noites de chuva, mas eu tinha um homem pra chamar de meu, um ombro em que deitar e até para quem fazer um charminho por conta desse medo irracional. A vida era tranquila e a sensação de segurança e proteção não me abandonava jamais. Eu não precisava me preocupar com nada porque ele cuidava de tudo. E as noites de chuva forte eram noites de dormir abraçadinho.
Agora a coisa toda mudou de figura. Eu sou responsável por salvar as crianças a tempo (não que eles tenham medo, sequer se mexeram com os trovões), não tem ninguém pra cuidar de mim, nem pra me salvar antes do desabamento do prédio que agora tem vinte e dois andares (!!!), eu que tenho que estar alerta. O medo tomou proporções grandiosas e não me deixou dormir a noite inteira. Eu cochilei alguns momentos, com o barulho da chuva que caía; mas bastava a janela tremer para dar um pulo na cama. E foi assim a noite inteira.
Eu já disse isso aqui algumas vezes, em outros contextos, esse negócio de ser adulto é um saco. Eu continuo querendo carinho e proteção, continuo buscando a sensação de segurança e de que tem alguém cuidando de mim, como no tempo em que a história do desabamento do Palace me assombrava. E agora? Quem poderá me defender?
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Quando a esperança solta minha mão...
Não é sempre, não é todo dia, mas a esperança que me move vezenquando me abandona. Na maior parte do tempo, eu seguro a mão dela com força, como criança pequena em shopping lotado segura a mão da mãe. Medo de me perder, medo de não encontrar meu caminho e nunca mais voltar pra casa, medo de não ver mais quem me faz e quer bem. Quando a gente se solta, fico só com a sensação de que algo muito ruim está à espreita, esperando quietinho o momento de acontecer. É só um segundo, é só um tempinho; mas o sentimento é abissal: DE-SES-PE-RO!
Fico mais tranquila quando ela retorna e me segura pela mão novamente e aí, volta a sensação de que não preciso me preocupar, de que o pior já passou, o pior ano já se foi, o furacão já sumiu no horizonte. É claro que ainda há algumas nuvens negras e restos da bagunça que ele deixou para arrumar, mas o céu já se abre num azul primaveril, o sol já vem mostrar seu poder e sua energia e as crianças já não estampam em suas faces os olhos do medo. Há paz depois da tempestade. Aquela paz decorrente do alívio de ter sobrevivido, da certeza de que o pior já foi e de que outra dessas vai demorar a acontecer.
Eu quero seguir com essa esperança dentro de mim, com essa vontade de viver e ser feliz. Quero olhar para frente e ter convicção de que muitas coisas boas me esperam, sem que passe pela minha cabeça qualquer sombra de dúvida. Eu quis tanto chegar aqui, nesse momento, nesse ano, em pé, sem ser um farelo, um farrapo, sem deixar trauma algum nos pequenos, mesmo que esse propósito significasse me virar do avesso... Agora que me vejo aqui, do jeito que planejei, eu duvido das minhas convicções, daquilo que me moveu. Duvido do que bate à porta, do que parece claro e até óbvio. Não é certo.
Que eu não me perca do ideal que me manteve de pé nem das convicções que me moveram até aqui. Que eu não me afaste dos planos de felicidade que bolei sozinha, mas pensando em três. Que eu não sofra demasiadamente ao lembrar dos projetos a dois e a quatro. Que eu não saia do caminho que tracei, a menos que seja presenteada com melhores opções. Que não haja mais surpresas infelizes, nem furacões, nem tempestades que deixam tudo de pernas para o ar. Sei que não há como se proteger da dor, nem do sofrimento, nem há como evitá-los ou preveni-los. Estas coisas simplesmente acontecem. Então, que haja dentro de mim um espírito guerreiro e resiliente para enfrentar todos os poréns e apesares. E que, ao final de tudo, eu alcance a felicidade no superlativo máximo possível de novo.
Fico mais tranquila quando ela retorna e me segura pela mão novamente e aí, volta a sensação de que não preciso me preocupar, de que o pior já passou, o pior ano já se foi, o furacão já sumiu no horizonte. É claro que ainda há algumas nuvens negras e restos da bagunça que ele deixou para arrumar, mas o céu já se abre num azul primaveril, o sol já vem mostrar seu poder e sua energia e as crianças já não estampam em suas faces os olhos do medo. Há paz depois da tempestade. Aquela paz decorrente do alívio de ter sobrevivido, da certeza de que o pior já foi e de que outra dessas vai demorar a acontecer.
Eu quero seguir com essa esperança dentro de mim, com essa vontade de viver e ser feliz. Quero olhar para frente e ter convicção de que muitas coisas boas me esperam, sem que passe pela minha cabeça qualquer sombra de dúvida. Eu quis tanto chegar aqui, nesse momento, nesse ano, em pé, sem ser um farelo, um farrapo, sem deixar trauma algum nos pequenos, mesmo que esse propósito significasse me virar do avesso... Agora que me vejo aqui, do jeito que planejei, eu duvido das minhas convicções, daquilo que me moveu. Duvido do que bate à porta, do que parece claro e até óbvio. Não é certo.
Que eu não me perca do ideal que me manteve de pé nem das convicções que me moveram até aqui. Que eu não me afaste dos planos de felicidade que bolei sozinha, mas pensando em três. Que eu não sofra demasiadamente ao lembrar dos projetos a dois e a quatro. Que eu não saia do caminho que tracei, a menos que seja presenteada com melhores opções. Que não haja mais surpresas infelizes, nem furacões, nem tempestades que deixam tudo de pernas para o ar. Sei que não há como se proteger da dor, nem do sofrimento, nem há como evitá-los ou preveni-los. Estas coisas simplesmente acontecem. Então, que haja dentro de mim um espírito guerreiro e resiliente para enfrentar todos os poréns e apesares. E que, ao final de tudo, eu alcance a felicidade no superlativo máximo possível de novo.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Caio F. autor da minha vida III
"Bom, feliz talvez ainda não. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou."
Caio F.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Confesso
Eu estava ali, agorinha mesmo, assistindo ao Fantástico e, de repente, começou a surgir dentro de mim aquela inquietação, uma angústia que eu não sabia explicar e não tinha nada a ver com nenhuma reportagem exibida. Era só uma tormenta aqui dentro, um medo de que esse ano fosse ainda pior. Eu quis tanto que chegasse logo que fico com medo de que aconteça alguma coisa. Matheus passou o dia com febre e eu não consigo relaxar. Fico indo lá a cada cinco minutos pra ter certeza de que está tudo sob controle. Liguei para os familiares para saber que estão todos bem e em casa. Mesmo assim, esse negócio me revira por dentro.
Eu só consigo definir como medo. Mas para ser ruim, esse ano vai ter que se esforçar muito. E, para ser pior que 2010, só se acontecer outra tragédia na minha vida. Eu mesma sei que esse pessimismo, que esse frio na barriga, que essa inquietação e que essa angústia não têm razão de ser. Eu sei... Mas que é que eu faço? Sinto tudo isso em redemoinho aqui dentro. Imagens se sobrepõem na memória do passado feliz e do futuro que nunca existirá e fico aqui com medo de viver.
Medo de viver, é isso mesmo. Medo de existir, medo do futuro incerto, medo da esperança que me moveu até aqui ser falaciosa, ser uma fábula. Eu tenho medo de que tudo dê errado. Reconheço que houve coisas muito boas no decorrer do pior de todos os anos, mas eu queria só a certeza de que o pior já passou e que aquilo que me espera é só paz e tranquilidade.
Sinto medo desse 2011 tão desejado... Sinto medo das caixinhas de surpresas da vida e agora, nesse exato momento, em que o peito está contraído, até a esperança me falha... Vem 2011, chega sorrindo, pulando no pé direito, com abraço triplo e muito amor porque eu preciso recuperar as forças para encará-lo de frente.
Rindo com Thomás II
- Venha cá, meu bebê! Você é o bebezinho da mamãe...
Muito, muito enfezado mesmo, com os punhos cerrados, os braços esticados pra baixo e gritando:
- EU NÃO SOU BEBÊ, NÃO! EU SOU NENÉM!
Muito, muito enfezado mesmo, com os punhos cerrados, os braços esticados pra baixo e gritando:
- EU NÃO SOU BEBÊ, NÃO! EU SOU NENÉM!
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